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Rio Tapajós se consolida como importante eixo logístico com sustentabilidade e recordes de movimentação

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O Rio Tapajós reafirmou sua posição estratégica para a economia brasileira no primeiro bimestre deste ano, registrando volumes recordes na movimentação de cargas e consolidando o transporte na região Amazônica como a principal alternativa logística para o escoamento da produção nacional e garantia de abastecimento para o oeste do Pará.

Mesmo diante de um cenário de seca moderada, a resiliência das operações fluviais permitiu que o setor mantivesse o ritmo de crescimento, apontando a viabilidade de um sistema de transporte que já é realidade na região amazônica.

Dados do setor indicam que a Hidrovia do Rio Tapajós, em 2025, transportou 16,8 milhões de toneladas, um crescimento de 14,3% em relação a 2024.

Um dos grandes destaques do ano é a operação de alta eficiência, como o transporte de comboio de 36 barcaças, com capacidade de 110 mil toneladas, demonstrando o potencial de escala e a sustentabilidade ambiental do transporte hidroviário, quando comparado ao transporte rodoviário. O uso das hidrovias para a transporte de carga apresenta baixo índice de acidentes, menor custo do frete e menor emissão de gás carbônico na atmosfera.

Eficiência e diversidade
O transporte de cargas no Rio Tapajós não é uma novidade, mas sua sofisticação atingiu novos patamares. Atualmente, a movimentação é liderada por granéis sólidos, principalmente soja e milho, que chegam das regiões produtoras do Mato Grosso, pela BR-163, até às instalações portuárias em Miritituba, no município de Itaituba (PA).

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De lá, as barcaças seguem pelo rio até os terminais portuários de Santarém e Barcarena, no Pará, de onde a produção é exportada para mercados internacionais.

Em 2025, o transporte de soja e milho representou 88,4% da movimentação na Hidrovia do Rio Tapajós. Houve também um crescimento de 40% na movimentação de petróleo e derivados, além do crescimento de 46,8% no transporte de adubos (fertilizantes) frente ao ano anterior.

No primeiro bimestre de 2026, apenas na Hidrovia do Rio Tapajós, já foram transportados 2,38 milhões de toneladas, com destaque para soja e milho, o que representou 86% do total de movimentação da hidrovia, além de adubo (fertilizantes) e granéis líquidos, com 6,3% e 7,4% de participação, respectivamente.

Com 41 empreendimentos, entre projetos, obras e operações em cidades como Itaituba, Santarém e Rurópolis, o Tapajós se transformou em um canteiro de desenvolvimento contínuo.

Benefícios da concessão
Os serviços ofertados com a concessão tornarão a infraestrutura aquaviária mais confiável, com serviços de dragagem, derrocamento, balizamento e sinalização náutica. Isso vai garantir segurança, confiabilidade e regularidade da navegação, com a adoção de medidas tecnológicas e de inteligência fluvial.

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Por meio de um contrato de longo prazo, serão estabelecidas a gestão e a operação da via navegável, de forma transparente e efetiva, com aplicação de investimentos privados na melhoria da navegação e, principalmente, com um diálogo permanente e ativo com a sociedade.

O transporte por vias navegáveis emite 80% menos CO2 que o transporte pelas rodovias, consolidando-se como uma solução ecoeficiente. O investimento em tecnologias de monitoramento ambiental e a redução da dependência de caminhões contribuem para a preservação da Amazônia, ou seja, mantêm o compromisso do governo brasileiro com a sustentabilidade.

As concessões também garantem uma logística mais eficiente e barateiam o frete, o que pode refletir na redução de preços de produtos básicos que chegam pelo rio.

A concessão não apenas moderniza o transporte de grandes cargas, mas integra as cidades do Pará a um ciclo de prosperidade econômica, transformando o Rio Tapajós em um motor de desenvolvimento social e sustentável para toda a população local.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Operação Recall desarticula grupo criminoso especializado em golpes digitais e lavagem de dinheiro

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Canoas, 19/5/2026 – A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação Recall, ação interestadual voltada ao combate de organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos e lavagem de dinheiro por meio de sites clonados e boletos falsificados relacionados a financiamentos de veículos.

A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (2ª DPRM/RS) e contou com apoio estratégico do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab), vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), além do apoio operacional da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

As diligências ocorreram simultaneamente nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba. A operação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e medidas judiciais de bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso.

As investigações começaram após o registro da ocorrência de uma vítima que sofreu prejuízo superior a R$ 22 mil ao tentar quitar o financiamento do próprio veículo. Segundo a apuração policial, os criminosos utilizavam links patrocinados fraudulentos que imitavam páginas oficiais de montadoras e instituições financeiras.

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Ao acessar o site falso, as vítimas eram direcionadas para atendimentos por WhatsApp, onde os golpistas solicitavam dados pessoais e códigos de verificação. Com essas informações, acessavam sistemas legítimos de financiamento, repassavam dados reais dos contratos às vítimas e, posteriormente, enviavam boletos adulterados para suposta quitação dos débitos. Até o momento, foram identificadas 11 vítimas em diferentes estados brasileiros.

De acordo com informações da Polícia Civil, a organização criminosa possuía estrutura hierarquizada, com divisão de funções entre desenvolvedores das páginas fraudulentas, operadores de atendimento e integrantes responsáveis pela movimentação financeira e pela ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

Para o diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), José Anchieta Nery, a integração entre as forças de segurança é fundamental para enfrentar organizações criminosas especializadas em crimes digitais.

“O crime cibernético exige atuação conjunta, inteligência e cooperação interestadual permanente. Essas organizações atuam de forma estruturada e sofisticada, utilizando tecnologia para lesar vítimas em diferentes regiões do País. A integração entre as polícias civis e o MJSP fortalece a capacidade de investigação, identificação e responsabilização desses grupos”, afirmou.

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Segundo a delegada da Polícia Civil de Canoas, Luciane Bertoletti, responsável pela investigação, o principal objetivo da operação é interromper definitivamente a atuação da organização criminosa e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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