Educação

Rondônia receberá primeiro hospital universitário

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O Ministério da Educação (MEC) autoriza, nesta sexta-feira, 8 de agosto, a implantação do primeiro hospital universitário de Rondônia. A iniciativa será viabilizada por meio de Acordo de Cooperação Técnica entre a Universidade Federal de Rondônia (Unir), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – ambas vinculadas à pasta – e a Prefeitura de Porto Velho. A assinatura do acordo ocorre durante cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal em Rondônia, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Educação, Camilo Santana. 

O documento prevê a desocupação, a reforma e a doação do prédio por parte da Prefeitura de Porto Velho à Unir. Além disso, a universidade deverá ampliar o número de vagas para o curso de medicina e implantar residências médicas no seu currículo. Já a Ebserh deverá oferecer suporte técnico durante o processo de implantação do hospital universitário e, posteriormente, assumir a gestão da unidade hospitalar. 

Durante a cerimônia, o ministro Camilo Santana também apresenta um balanço das ações de educação no estado, como a inauguração da Clínica Veterinária da Unir (Campus Rolim de Moura), a conclusão das obras do Teatro Universitário (Campus José Ribeiro Filho) e investimentos no Instituto Federal de Rondônia (IFRO). A lista de ações do MEC no estado também contempla retomada de obras com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e entregas de creches e ônibus escolares, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 

Clínica Veterinária Concluída em março de 2025, a Clínica Veterinária da Unir, no Campus Rolim de Moura, recebeu um investimento de R$ 5,9 milhões dos quais R$ 700 mil vieram do Novo PAC e outros R$ 5,2 milhões já foram investidos. A unidade atende cerca de 300 alunos das áreas de sanidade animal e ciências agrárias. 

Com estrutura de 1,5 mil m², a clínica possui três prédios com capacidade para atendimento a animais de pequeno, médio e grande porte, inclusive com realização de cirurgias. A segunda etapa do projeto, prevista para 2026, incluirá atendimento à população e ao setor produtivo. 

Teatro Universitário Após uma década de paralisação, a obra do Teatro Universitário da Unir, no Campus José Ribeiro Filho, foi retomada em 2025 com recursos do Novo PAC Educação. Ao todo, a obra já recebeu R$ 8,2 milhões em investimentos ao longo dos anos. Em 2025, foi pactuado R$ 1,4 milhão com recursos do Novo PAC. O espaço contará com 400 lugares e será destinado a apresentações culturais, aulas dos cursos de artes (cênicas, visuais e música) e eventos acadêmicos. 

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Expansão e consolidação do IFROComo parte da expansão do IFRO, o MEC está investindo R$ 25 milhões na construção de um novo campus, em Buritis, que está com a licitação em andamento. Do total, R$ 15 milhões serão destinados à construção e R$ 10 milhões à aquisição de equipamentos. A nova unidade integra a expansão dos 102 novos campi de Institutos Federais pelo Brasil. 

Além disso, na ação de consolidação das unidades existentes, entre 2024 e 2025 foram concluídas e entregues diversas estruturas em campi do IFRO. Pelo Novo PAC, são 5,8 milhões de investimento, com R$ 22,5 milhões já investidos a partir de outras fontes: 

  • Cacoal:com investimento de R$ 5,3 milhões, sendo R$ 1,3 milhão do Novo PAC, o bloco administrativo e pedagógico do Campus de Cacoal tem 1.993 m² e abriga 12 salas de aula; salas administrativas para professores, coordenação de cursos e atendimento ao aluno; além de sanitários e áreas de convivência. 

  • Colorado do Oeste:a Clínica Veterinária do Campus Colorado do Oeste tem 1.249 m² e conta com infraestrutura completa para a prática do ensino, da pesquisa e atendimento. A unidade recebeu investimento de R$ 5,9 milhões, sendo R$ 1,1 milhão do Novo PAC. 

  • Ji-Paraná:o novo bloco administrativo do Campus de Ji-Paraná recebeu investimento de R$ 6,9 milhões, sendo R$ 1,8 milhão do Novo PAC. Conta com estrutura para gestão e apoio acadêmico, como salas de diretoria, chefia de gabinete, recepção, protocolo, coordenação de comunicação, gestão de TI, gestão de pessoas, planejamento e administração e apoio aos estudantes. 

  • São Miguel do Guaporé:com investimento de R$ 10,2 milhões, sendo R$ 1,7 milhão do Novo PAC, o bloco administrativo e pedagógico do Campus São Miguel do Guaporé recebeu em sua estrutura salas de aula, laboratórios, biblioteca, área de convivência e outras instalações. 

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Novas escolas e ônibus escolares – Por meio do PAC Seleções Ciclo 2, o MEC, por meio do FNDE, assegura a construção de 12 novas creches, com investimento total previsto de R$ 49 milhões. As unidades poderão atender até 2.256 crianças em dois turnos ou 1.128 em tempo integral. Além disso, o estado foi contemplado com a aquisição de 10 novos ônibus escolares, com investimento previsto de R$ 4,8 milhões e capacidade para atender até 1.500 estudantes da rede pública.  

No âmbito da retomada das obras paralisadas e inacabadas, o FNDE recebeu 30 manifestações de interesse no estado, das quais 19 obras já foram aprovadas e que podem seguir com o processo para entrega e conclusão; 5 já estão concluídas e 6 se encontram em processo de retomada. 

FinanciamentoRondônia receberá, com o Novo PAC, um investimento total de R$ 276,5 milhões, que será direcionado para a educação básica, profissional e tecnológica e superior.  

Só para a educação básica, serão destinados R$ 207,7 milhões para a construção de 25 creches, 7 escolas em tempo integral e aquisição de 32 ônibus escolares.  

Já para os campi do instituto federal, o repasse total é de R$ 52,5 milhões, sendo R$ 27,5 milhões para consolidação dos campi existentes e R$ 25 milhões para a expansão. Para a educação superior, serão investidos R$ 16,3 milhões em obras de consolidação dos campi da Unir nos seguintes municípios: 

  • Ariquemes: conclusão do Instituto Tecnológico de Educação e Sustentabilidade (Ites).  

  • Porto Velho: complexo cultural do campus José Ribeiro Filho e salas de aula.  

  • Rolim de Moura: restaurante universitário com centro de vivência, clnica veterinária e reforma da sede acadêmica da Fazenda Experimental. 

 

Entregas MEC | Rondônia 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu), Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Ebserh e FNDE  

 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território. 

A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental. 

Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada. 

Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas. 

A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações. 

Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.    

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Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território. 

Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens. 

Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. 

Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. 

Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores. 

Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho. 

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Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades. 

Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados. 

O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação. 

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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