Agro News

Safra 2025/26 de algodão deve crescer em área, mas registrar queda na produtividade

Publicado

A nova estimativa da safra brasileira de algodão 2025/2026, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em outubro de 2025, indica crescimento na área cultivada, mas uma redução na produtividade média do algodão em pluma. O levantamento marca o início do ciclo agrícola com expectativa de aumento de 2,5% na área plantada em relação à temporada anterior, alcançando 2,14 milhões de hectares.

Produtividade média apresenta queda

Segundo a Conab, a produtividade média deve ficar em 125,67 arrobas por hectare, registrando uma redução de 3,55% quando comparada à safra 2024/2025. A redução no rendimento por hectare reflete, segundo a companhia, uma postura conservadora na projeção e a influência de fatores climáticos analisados no relatório.

Produção nacional de algodão deve cair

Com a queda na produtividade, a produção total de algodão em pluma está prevista em 4,03 milhões de toneladas, representando retração de 1,14% em relação à safra anterior, mesmo com a expansão da área cultivada.

Expectativas do mercado e fatores climáticos

O estudo semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) reforça que a diminuição do rendimento deve-se a análises climáticas e à cautela da Conab na definição das projeções iniciais. Apesar do aumento da área de plantio, o impacto na produção total deve ser limitado, indicando desafios para a rentabilidade do setor nesta safra.

Leia mais:  Nanopesticidas verdes: estudo define materiais sustentáveis e critérios para nova geração de pesticidas agrícolas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

No BRICS, o Governo do Brasil apresenta pesca e aquicultura como fundamental para a segurança alimentar e nutricional

Publicado

O Ministério da Pesca e Aquicultura participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, realizada nos dias 12 e 13 de junho de 2026, em Indore, Madhya Pradesh, Índia.  O evento teve como tema “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Nele foi adotado, por consenso, a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS.  

A presidência indiana, que lidera os BRICS neste ano, apresentou uma agenda centrada no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional global. O objetivo é focar na construção de parcerias voltadas à inovação para o desenvolvimento agrícola sustentável, inclusivo e resiliente à mudança do clima, com especial atenção à agricultura familiar.   

Pesca e Aquicultura  

Na Declaração Conjunta, os ministros da Agricultura do BRICS reconheceram o papel fundamental da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, para a manutenção da renda e dos empregos de milhões de pessoas. Além do MPA, o documento foi assinado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).  

Leia mais:  Klabin inicia 2026 com alta demanda e prevê ano positivo para papel e celulose

Com isso, o Governo Federal se compromete com o avanço das ações coordenadas para promover a inclusão social e os meios de subsistência dos pescadores e aquicultores, aumentar a produtividade e expandir o comércio justo de alimentos e bioinsumos aquáticos e conservar os ecossistemas, para assegurar a sustentabilidade a longo prazo da pesca e da aquicultura. Também incentivam investimentos em pesca bem gerida, à expansão e intensificação da aquicultura. 

De maneira particular, o Governo Federal reitera o compromisso em apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala. Desta forma, amplia oportunidades de emprego, de renda e de segurança alimentar. Além disso, incentivaram ações que conservem a pesca artesanal como patrimônio cultural dos BRICS.   

Os Ministros da Agricultura dos BRICS ainda concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e da Aquicultura, estabelecida em 2025, sob a presidência brasileira do BRICS.  

Os onze países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) respondem conjuntamente por mais de 60% da produção global de pescado. Isso representa cerca de 25% da pesca de captura e 75% da aquicultura mundiais. Também respondem por mais de 85% da produção global de algas. 

Leia mais:  Hereford e Braford terão julgamentos ranqueados na ExpoBel 2026 em Francisco Beltrão

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana