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Safra 2026 de noz-pecã deve atingir até 7 mil toneladas e consolidar retomada da produção no Brasil

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Produção nacional de noz-pecã se recupera e pode chegar a 7 mil toneladas

A produção brasileira de noz-pecã na safra 2026 deve registrar uma recuperação expressiva em relação aos últimos ciclos, podendo alcançar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). O avanço é impulsionado tanto pela alta carga de frutos observada nos pomares quanto pela entrada de novas áreas produtivas.

O resultado esperado supera o desempenho de 2025, considerado intermediário e afetado pelos impactos climáticos das enchentes de 2024. De acordo com o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, a safra atual deve alcançar volumes próximos aos de 2023, quando o país colheu cerca de 7 mil toneladas.

“Há boas chances de superarmos esse número, principalmente porque novos pomares começam a produzir em ritmo consistente”, afirma Wallauer.

Mercado externo aquecido sustenta preços para 2026

Mesmo com o aumento da oferta, o mercado deve manter preços firmes em 2026. A combinação entre demanda internacional crescente e abertura de novos mercados tende a equilibrar o cenário e sustentar as cotações, especialmente para lotes de melhor qualidade.

Segundo Wallauer, o contexto global favorece o Brasil:

“Nos últimos três anos, novas empresas e investidores passaram a enxergar o potencial exportador da noz-pecã brasileira. O preço internacional, baseado na referência norte-americana, está em um nível atraente, e países como Estados Unidos e México enfrentam estoques reduzidos, o que mantém o mercado aquecido.”

Com essa dinâmica, a expectativa é de menor volatilidade interna e proteção para os produtores, mesmo em uma safra cheia.

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Chuvas acima da média aumentam desafios fitossanitários

O coordenador técnico do IBPecan, Jaceguáy Barros, alerta que a atual temporada tem sido marcada por condições climáticas atípicas, com chuvas acima da média e temperaturas elevadas desde a primavera de 2025.

Em dezembro, o acumulado médio de precipitação chegou a 240 milímetros, enquanto janeiro registrou 236 milímetros, patamar semelhante ao mês anterior. Essa combinação de alta umidade e calor tem favorecido o surgimento de doenças fúngicas, como a antracnose, além de causar queda prematura de frutos em algumas áreas.

“O excesso de chuvas e o calor intenso aumentaram a pressão de doenças. Em diversos pomares já identificamos antracnose e perda de frutos”, explica Barros.

Produtores enfrentam desafios operacionais e climáticos

Além das questões sanitárias, o setor enfrenta dificuldades operacionais para o manejo fitossanitário. O crescimento do porte das árvores exige equipamentos mais potentes para pulverização, mas ainda há limitações técnicas e logísticas em diversas propriedades.

“A estrutura de pulverização disponível muitas vezes não alcança copas mais altas, o que compromete a eficácia do controle de pragas e doenças”, observa o coordenador técnico.

Com a previsão de nova frente fria nos próximos dias, as chuvas devem continuar acima da média em março e abril, ainda que de forma irregular. Barros destaca que a irrigação precisa ser ajustada conforme o volume de chuvas: quando há precipitação entre 25 e 30 milímetros, a irrigação pode ser suspensa por até dois dias, mas deve ser retomada rapidamente para garantir enchimento adequado dos frutos.

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Colheita exigirá atenção com mão de obra e logística

Outro ponto de preocupação é a colheita, etapa fundamental para preservar a qualidade da noz-pecã. Segundo Barros, a rapidez da operação é essencial para evitar perdas de frutos no solo.

“É importante colher de forma ágil e coordenada, garantindo que os frutos não fiquem expostos à umidade, o que demanda disponibilidade de mão de obra e maquinário adequado”, afirma.

Expectativas positivas para o setor em 2026

Apesar dos desafios climáticos e fitossanitários, o desempenho produtivo dos pomares tem sido considerado positivo, com boa carga de frutos e entrada de novos cultivos em produção.

“A ampliação da área colhida e o vigor das plantas indicam um ano de expansão para a pecanicultura brasileira, consolidando a recuperação após o ciclo difícil de 2024”, conclui Barros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço da ureia recua pela sexta semana consecutiva nos portos brasileiros em meio à demanda global enfraquecida

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O mercado brasileiro de fertilizantes segue registrando movimento de queda nos preços da ureia. De acordo com análise da StoneX, as cotações do produto nos portos nacionais recuaram pela sexta semana consecutiva, acompanhando um cenário internacional marcado por demanda mais fraca e menor intensidade nas negociações.

Apesar da retração observada nas últimas semanas, os preços permanecem acima dos níveis registrados antes da escalada das tensões no Oriente Médio, evidenciando que fatores relacionados à oferta global continuam exercendo influência sobre o mercado.

Ureia acumula queda de 25% em seis semanas

Segundo o analista de fertilizantes da StoneX, Tomás Pernías, os preços da ureia nos portos brasileiros já acumulam queda próxima de 25% nas últimas seis semanas.

O movimento é resultado, principalmente, da postura mais cautelosa dos compradores, que seguem avaliando os preços atuais como elevados em comparação aos níveis históricos e enfrentam relações de troca menos favoráveis para o produtor rural.

Esse cenário tem reduzido o volume de negócios e contribuído para o enfraquecimento da demanda, pressionando as cotações no mercado internacional e, consequentemente, no Brasil.

Demanda global mais fraca influencia mercado

A desaceleração das compras em importantes regiões consumidoras tem sido apontada como o principal fator de pressão sobre os preços da ureia.

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Mesmo com alguns elementos tradicionalmente considerados positivos para o mercado, a demanda internacional não apresentou força suficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Entre os acontecimentos acompanhados pelo setor esteve a nova licitação promovida pela Índia, um dos maiores importadores mundiais de fertilizantes nitrogenados. Historicamente, as compras indianas costumam dar suporte aos preços globais.

No entanto, segundo a avaliação da StoneX, a operação não foi capaz de alterar a tendência predominante de baixa, reforçando a percepção de que o mercado internacional atravessa um período de demanda enfraquecida.

Oriente Médio continua sustentando parte dos preços

Embora a demanda seja atualmente o principal direcionador do mercado, fatores relacionados à oferta continuam limitando uma queda mais expressiva dos preços.

As restrições logísticas decorrentes das tensões geopolíticas no Oriente Médio permanecem afetando o fluxo internacional de fertilizantes, especialmente após os impactos observados na navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de insumos agrícolas.

A limitação nas operações logísticas da região reduz a disponibilidade de produtos nitrogenados no mercado internacional, incluindo ureia, amônia e enxofre, contribuindo para manter os preços acima dos patamares anteriores ao conflito.

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Produtores acompanham oportunidades de compra

No mercado brasileiro, o movimento de baixa tem sido acompanhado de perto pelos produtores rurais, especialmente aqueles que começam a planejar as aquisições para as próximas safras.

Mesmo com a recente desvalorização, muitos compradores seguem aguardando melhores oportunidades diante da expectativa de novas correções de preços e das atuais relações de troca consideradas menos atrativas.

Perspectivas para o mercado de fertilizantes

A tendência para os próximos meses dependerá do equilíbrio entre demanda e oferta global.

Caso o consumo internacional permaneça enfraquecido, os preços da ureia poderão continuar sob pressão. Por outro lado, eventuais agravamentos nos problemas logísticos do Oriente Médio ou interrupções no fornecimento global podem limitar novas quedas e voltar a dar sustentação às cotações.

Para o agronegócio brasileiro, o comportamento do mercado de fertilizantes continuará sendo um dos principais fatores de atenção, já que os insumos representam parcela significativa dos custos de produção das principais culturas agrícolas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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