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Safra 25/26 começa com otimismo e olhos voltados ao clima, ao crédito e à rentabilidade

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A nova safra de soja 2025/26 começa com otimismo moderado no campo e olhos voltados ao clima, ao crédito e à rentabilidade. Após um ciclo de margens apertadas e custos elevados, produtores esperam um cenário mais equilibrado, sustentado por avanços tecnológicos e pelo câmbio favorável às exportações.

Durante o lançamento nacional do plantio, realizado na sexta-feira (03.10), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, representantes da cadeia produtiva ressaltaram o papel da inovação e da sustentabilidade no campo. “Somos referência mundial em produtividade e em respeito ao meio ambiente. O futuro do país passa por aqui, no campo”, disse o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni.

Em Mato Grosso do Sul, área plantada deve crescer 5,9%, alcançando 4,79 milhões de hectares, segundo projeções do projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS em parceria com o governo estadual. A produção estimada é de 15,2 milhões de toneladas: alta de 8,1% sobre o ciclo anterior.

Apesar do avanço esperado, lideranças do setor pedem prudência. “É um ano de baixa rentabilidade, e o produtor precisa ser cauteloso com o orçamento”, alertou o presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia, Paulo Stefanello, ao comentar o início da temporada. O município sul-mato-grossense, que hoje ultrapassa 800 mil toneladas de soja colhida por ano, é um símbolo do vigor do agronegócio regional.

A expectativa de recuperação é sustentada pela confiança na tecnologia e na capacidade produtiva do Brasil, que deve continuar entre os maiores exportadores globais de grãos. “O agro é o motor da economia brasileira — gera empregos, fortalece o comércio exterior e garante segurança alimentar. É também parte da nossa identidade como país”, afirmou Jorge Michel, presidente da Aprosoja/MS.

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“O início desta safra vem cercado de cautela. Há boas perspectivas de clima e tecnologia consolidada, mas o produtor entra com o pé no freio. Os custos de produção ainda estão elevados, e a relação de troca com insumos segue apertada. A soja continua sendo uma cultura sólida, mas o momento exige gestão e prudência”, avalia Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Confederação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT).

Para Isan, mesmo com expectativa de recuperação em algumas regiões, a rentabilidade projetada para 2025/26 não repete os anos de pico. “O que sustenta o otimismo moderado é a resiliência do setor: o produtor aprendeu a ajustar o sistema produtivo e a diversificar a renda, o que reduz os impactos de variações cambiais ou de preços internacionais”.

“O grande desafio não é apenas colher uma boa safra, mas garantir liquidez. O mercado interno está mais seletivo, as exportações dependem do ritmo da China e da competitividade frente aos Estados Unidos. Há espaço para crescimento, sim, mas o foco agora deve ser eficiência e gestão de risco”, conclui Rezende.

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O vice-governador de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, destacou a relevância da sojicultura para a economia sul-mato-grossense, principalmente, para o município de Sidrolândia. “Se nós pegarmos o ano de 1977, da divisão do Estado de Mato Grosso Sul, nós tínhamos em toda a cadeia de grãos do nosso Estado, a produção de aproximadamente 500 mil toneladas. Só o município de Sidrolândia produziu mais de 816 mil toneladas [na última safra], e isso demonstra a força do agro e é por esta razão que Mato Grosso do Sul, nos últimos anos, vem se consolidando como um dos Estados que mais cresce na Federação”, afirmou Barbosa.

O debate também trouxe à tona temas estratégicos, como logística, crédito rural e transição energética. No painel sobre biocombustíveis, especialistas destacaram que a agricultura brasileira deve se posicionar como fornecedora central de matérias-primas para a nova economia verde. “A discussão global sobre energia vai avançar em direção aos biocombustíveis, e o agro precisa olhar para isso de forma estratégica”, observou Artur Falcette, da Semadesc.

Mesmo diante de juros altos e custos ainda elevados, o clima no campo é de confiança. A senadora Tereza Cristina resumiu o sentimento dos produtores: “Os desafios são grandes, mas a agricultura sempre dá um passo à frente. É o setor que move o Brasil”.

Fonte: Pensar Agro

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Mapa lança página com informações e orientações sobre os impactos do El Niño no agro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta sexta-feira (2/10), uma página oficial com informações e orientações sobre o El Niño e seus possíveis impactos na agricultura e na pecuária brasileira. Desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a iniciativa reúne dados, ferramentas e orientações para apoiar ações de prevenção, preparação e mitigação de riscos climáticos no campo.

A página reúne conteúdos sobre clima, crédito rural, seguro rural, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assistência técnica, Plano Safra e Caminho Verde. Também estão disponíveis avisos meteorológicos de eventos severos, previsão do tempo para as capitais brasileiras, notas técnicas, o Painel El Niño e informações técnicas voltadas à agricultura, incluindo tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O conteúdo apresenta ainda as ações do Grupo de Trabalho criado pelo Mapa para acompanhar a evolução do fenômeno e propor medidas de prevenção, preparação e mitigação dos possíveis impactos sobre a produção agropecuária. A iniciativa integra uma ação federal coordenada para o enfrentamento dos riscos associados ao El Niño.

“Recebi o relatório final do Grupo de Trabalho que criamos aqui no Mapa sobre os impactos do El Niño no agro. E a conclusão aponta uma direção muito clara: não vamos esperar para agir. Por isso, atendendo a uma proposta do GT, vamos criar um núcleo permanente de gestão de riscos climáticos no Mapa. Não estamos criando uma estrutura apenas para atravessar o próximo El Niño. Estamos construindo uma capacidade permanente do Estado brasileiro para antecipar cenários e reduzir riscos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

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O trabalho desenvolvido pelo Mapa integra a iniciativa coordenada pela Casa Civil, que reúne diferentes ministérios em uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do fenômeno, planejar respostas e antecipar medidas destinadas a reduzir seus impactos sobre a população e os setores produtivos.

No âmbito do Mapa, as ações têm como foco fortalecer a gestão integrada dos riscos climáticos, combinando prevenção, boas práticas de manejo, assistência técnica e instrumentos de proteção ao produtor, como o seguro rural.

SEGURO RURAL

Entre os instrumentos apresentados na página está o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), uma das ferramentas disponíveis para a gestão e transferência de riscos no campo. A legislação publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União estabelece que o seguro rural passe a integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural.

De acordo com o ministro, a integração entre diferentes instrumentos de política agrícola é importante para ampliar a capacidade de gestão dos riscos climáticos. “Não podemos enfrentar os riscos climáticos do futuro com instrumentos do passado. Zoneamento agrícola, seguro, crédito, pesquisa, inovação e informação climática vão trabalhar juntos. A emergência climática passa, mas a capacidade de prevenir fica”, afirmou André de Paula.

Com a medida, operações de crédito amparadas por seguro poderão contar com condições favoráveis de juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito e possibilidade de financiamento do prêmio do seguro. A prioridade será obrigatória nos casos de prorrogação e renegociação de operações, conforme as regras estabelecidas pelo Poder Executivo.

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FENÔMENO

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Tropical, provocando alterações na circulação atmosférica e mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país.

Os efeitos do fenômeno variam de acordo com cada região e podem afetar de maneira distinta culturas, pastagens e áreas agrícolas. No Sul, uma das principais regiões produtoras de grãos do país, há previsão de excesso de chuvas. No Centro-Sul, o cenário indica possibilidade de seca moderada e temperaturas elevadas. No norte do Sudeste, há risco de seca, enquanto no Nordeste e no Norte, incluindo a Amazônia, aumenta o risco de períodos de estiagem.

SAIBA MAIS 

O acesso à informação climática é fundamental para apoiar a tomada de decisão no campo. A nova página reúne orientações técnicas e informações sobre gestão de riscos e tecnologias que podem contribuir para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária e ampliar a proteção ao produtor rural.

>> Acesse a página sobre o El Niño e confira as informações, orientações técnicas e ferramentas disponíveis para o setor agropecuário.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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