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Safra de arroz 2025/26 no RS registra menor rentabilidade em três anos

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Rentabilidade da safra é a mais baixa desde 2022

A safra de arroz 2025/26 no Rio Grande do Sul inicia com a menor rentabilidade observada desde meados de 2022, segundo estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O levantamento aponta que, diante dos preços atuais, apenas níveis de produtividade elevados ou cotações mais altas permitem que os produtores cubram todos os custos da lavoura.

Custos operacionais e margem negativa

Em Uruguaiana, por exemplo, uma produtividade de 175,4 sacas de 50 kg por hectare seria suficiente apenas para cobrir os custos operacionais, mas ainda deixaria uma margem negativa de 29% sobre os custos totais da produção.

Para alcançar equilíbrio financeiro, os cálculos do Cepea indicam que seriam necessárias:

  • Produtividades acima de 245 sacas/ha, ou
  • Cotações médias superiores a R$ 95,00 por saca de 50 kg.
Redução na área plantada é esperada

Diante da menor rentabilidade, a expectativa é de redução de 5,2% na área cultivada, em relação à temporada 2024/25. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a área deve ficar em pouco mais de 920 mil hectares.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana no Centro-Sul atinge 9,17 milhões de hectares

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A área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul do Brasil atingiu 9,17 milhões de hectares na safra 2026/27. O número representa uma expansão de 3,1% em comparação aos 8,9 milhões de hectares do ciclo anterior, consolidando um movimento de crescimento monitorado por imagens de satélite e geotecnologia. O dado é acompanhado por uma reconfiguração na lista dos principais polos produtores, influenciada diretamente pelo cronograma de renovação dos canaviais.

A mudança no ranking dos municípios que mais ofertam cana para colheita é reflexo direto do manejo das lavouras. Áreas que passam por reforma ficam temporariamente indisponíveis para o corte e retornam ao sistema após ganharem novo potencial produtivo. Esse ciclo de rotatividade explica a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS) à primeira colocação nacional e a entrada de Nova Andradina (MS) no grupo dos 12 maiores produtores da região, deslocando Guaíra (SP).

Apesar dessas variações locais, a concentração da atividade agrícola permanece estável. O bloco dos 12 municípios com maior extensão de cana disponível responde por cerca de 10,4% de toda a área mapeada no Centro-Sul, um patamar praticamente idêntico ao observado na temporada passada.

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Geografia da produção

A estrutura produtiva mantém uma forte centralização em quatro estados, que juntos somam 91% da área total:

  • São Paulo: 57,1% (5,24 milhões de hectares).

  • Goiás: 12,4%.

  • Minas Gerais: 12,2%.

  • Mato Grosso do Sul: 9,3%.

Embora São Paulo sustente a dominância no setor, Mato Grosso do Sul foi o estado com o maior incremento proporcional na área cultivada entre os dois ciclos, com alta de 0,3%. O desempenho reflete a força de polos como Rio Brilhante, Costa Rica e Ivinhema.

O monitoramento contínuo das áreas, segundo analistas do agronegócio, é essencial para compreender não apenas o volume disponível, mas as tendências de longo prazo na oferta de matéria-prima para o setor de biocombustíveis. A precisão na identificação de áreas em reforma versus áreas prontas para colheita permite antecipar oscilações de produtividade que impactam diretamente a cadeia de etanol e açúcar no país.

Fonte: Pensar Agro

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