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Safra de Arroz no Rio Grande do Sul Mantém Produtividade Dentro do Esperado

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Desenvolvimento das lavouras favorecido por clima e irrigação

O arroz no Rio Grande do Sul apresenta desenvolvimento fisiológico adequado, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O crescimento das lavouras tem sido favorecido pela elevada radiação solar e pela boa disponibilidade hídrica nos sistemas de irrigação, permitindo que as plantas avancem normalmente nas fases reprodutivas, como floração e enchimento de grãos.

O relatório destaca que temperaturas elevadas durante a antese podem ter causado esterilidade parcial de espiguetas, impactando pontualmente a produtividade, mas, de forma geral, o quadro é considerado normal, com estimativa de produtividade dentro das metas iniciais, condicionada à manutenção das condições hídricas e térmicas.

Áreas cultivadas e produtividade projetada

A área plantada inicialmente estimada em 920.081 hectares foi revisada para 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). A produtividade projetada é de 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Situação por regiões do Estado
  • Bagé: Lavouras precoces em maturação; demais áreas em enchimento de grãos e floração.
  • Uruguaiana: Colheita das primeiras áreas teve início, ainda com baixa representatividade.
  • Santana do Livramento: Desenvolvimento favorecido pela radiação solar, sem anomalias fitotécnicas significativas.
  • Pelotas: 48% das lavouras em floração, 34% em enchimento de grãos, 15% em desenvolvimento vegetativo e 3% em maturação; temperaturas acima de 35°C podem ter causado esterilidade parcial em algumas espiguetas.
  • Santa Maria: Colheita inicial avançando, com produtividade dentro da expectativa; mais de 70% das áreas em fase reprodutiva e pouco mais de 10% em maturação.
  • Dona Francisca: Produtividade média em torno de 9.000 kg/ha à medida que a colheita progride.
  • Soledade: 47% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 23% em enchimento de grãos, 4% em maturação e 1% em colheita; condições climáticas favoráveis, com risco pontual de esterilidade floral em áreas específicas.
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O informativo ressalta que a disponibilidade hídrica nos reservatórios e cursos d’água é adequada, contribuindo para a manutenção do desenvolvimento saudável das lavouras.

Perspectivas para a safra 2026

Apesar de alguns riscos pontuais relacionados a picos de temperatura e baixa umidade relativa, o quadro produtivo geral permanece dentro da normalidade, com expectativa de produtividade alinhada às estimativas iniciais, caso as condições climáticas favoráveis se mantenham até o final do ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja garante superávit da balança comercial do Piauí e reforça força do agronegócio estadual

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O agronegócio voltou a desempenhar papel decisivo na economia do Piauí em maio de 2026. Impulsionado principalmente pela soja, o estado registrou superávit na balança comercial ao exportar US$ 109,8 milhões e importar US$ 10,6 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Embora os embarques tenham apresentado desaceleração em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado positivo evidencia a relevância do setor agropecuário para a geração de divisas e para a manutenção do equilíbrio das contas externas piauienses.

Exportações recuam, mas saldo comercial permanece positivo

As exportações do estado registraram queda de 15,7% na comparação com maio de 2025. Em relação a abril deste ano, o recuo foi de 10,9%.

Por outro lado, as importações apresentaram retração ainda mais significativa, com redução de 75% frente ao mesmo mês do ano passado. Esse movimento contribuiu diretamente para a manutenção do saldo positivo da balança comercial estadual.

No acumulado de 2026, o Piauí exportou US$ 371,4 milhões, abaixo dos US$ 444,4 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Soja responde por quase 84% das exportações

A soja manteve sua posição de principal produto da pauta exportadora piauiense. Em maio, a oleaginosa movimentou US$ 92,1 milhões, representando 83,9% de todas as vendas externas realizadas pelo estado.

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Além da soja em grão, outros produtos contribuíram para o desempenho das exportações, entre eles:

  • Gorduras e óleos animais e vegetais: US$ 4,5 milhões;
  • Farelo de soja e derivados: US$ 4,1 milhões;
  • Medicamentos e produtos farmacêuticos;
  • Minério de ferro;
  • Mel natural.

A forte participação da soja evidencia a crescente importância do Cerrado piauiense no cenário agrícola nacional, especialmente na produção de grãos destinados ao mercado internacional.

China lidera compras dos produtos piauienses

A China permaneceu como principal destino das exportações do estado, absorvendo 65,6% dos embarques realizados em maio.

Além do mercado chinês, outros países também se destacaram entre os compradores dos produtos piauienses, como Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito.

A diversificação dos destinos reforça a competitividade da produção agropecuária estadual e amplia as oportunidades de inserção do Piauí no comércio global.

Cerrado piauiense impulsiona crescimento do agro

A base produtiva responsável pelo desempenho das exportações está concentrada na região dos Cerrados, considerada a principal fronteira agrícola do estado.

Municípios como Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente e Monte Alegre do Piauí seguem liderando a produção e os embarques, impulsionados pelo avanço tecnológico, pela expansão de novas culturas e pelo fortalecimento da agroindústria.

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Investimentos em infraestrutura, logística, inovação e sustentabilidade também têm contribuído para ampliar a competitividade da região e consolidar o agronegócio como um dos pilares da economia estadual.

Agronegócio segue estratégico para o desenvolvimento econômico

Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Deusval Lacerda de Moraes, a evolução do agronegócio no Cerrado piauiense é resultado de um processo contínuo de modernização e expansão produtiva.

De acordo com o gestor, o setor busca constantemente aprimorar seu ecossistema produtivo, incorporando novas culturas agrícolas e fortalecendo a agroindústria, com apoio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à competitividade.

Com a soja liderando as exportações e o Cerrado consolidado como uma das principais regiões produtoras do país, o agronegócio segue sendo o principal responsável pela geração de riqueza, empregos e divisas para o Piauí.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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