Saúde

Saúde atualiza orientações para solicitar estratégias da atenção primária

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O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica com orientações para gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal solicitarem equipes, serviços, profissionais, programas e incentivos da atenção primária pelo sistema Gerencia APS. A atualização, divulgada no Diário Oficial da União em abril e detalhada agora, amplia o uso do canal digital, reduz a necessidade de envio de ofícios e padroniza o fluxo de solicitação, implantação, homologação e acompanhamento das estratégias.

“Com o Gerencia APS atualizado, mais estratégias podem ser solicitadas diretamente pelo sistema, sem necessidade do envio de ofícios ao Ministério da Saúde. A mudança traz mais agilidade, transparência, padronização e segurança para os gestores, além de apoiar a ampliação da cobertura e a qualificação dos serviços para a população”, explicou o coordenador-geral de Financiamento da Atenção Primária, Dirceu Klitzke.

A nova normativa substitui a Nota Técnica nº 282/2023, agora revogada, incorporando avanços operacionais e tecnológicos.

Mais estratégias no Gerencia APS

Agora, as equipes de Saúde da Família, de Atenção Primária, de Saúde Bucal, de Saúde da Família Ribeirinha, de Consultório na Rua, de Atenção Primária Prisional e as equipes Multiprofissionais (eMulti) podem ser solicitadas no Gerencia APS, com um fluxo simples, ágil e padronizado. Entre os profissionais cujas solicitações dispensam fluxos específicos e podem ser enviadas pelo sistema, estão os agentes comunitários de saúde (ACS) e os residentes (médicos e enfermeiros), por meio do Incentivo para Residência na Atenção Primária à Saúde.

Também estão disponíveis na plataforma incentivos adicionais a:

  • Equipes de Saúde da Família que atendem população quilombola;
  • Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação para eMulti;
  • Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa para eMulti;
  • Inclusão de microscopista em equipes de Saúde da Família Ribeirinha e Unidades Básicas de Saúde Fluvial;
  • Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei;
  • Incentivo à Atividade Física na APS;
  • Programa Saúde na Escola;
  • Unidades Odontológicas Móveis;
  • Serviços de Especialidades em Saúde Bucal;
  • Centros de Especialidades Odontológicas;
  • Laboratórios Regionais de Prótese Dentária;
  • Unidade Básica de Saúde Fluvial;
  • Serviços do Programa Academia da Saúde.
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 Passo a passo

1- Identificação da necessidade e planejamento local

A gestão municipal, estadual ou distrital avalia a necessidade de implantar ou ampliar equipes, serviços, profissionais e programas com base em critérios populacionais, territoriais, epidemiológicos e de capacidade. 

2- Assegurar os procedimentos administrativos de governança antes da solicitação

Incluir no Plano Municipal ou Distrital de Saúde ou na Programação Anual de Saúde as diretrizes, metas, objetivos ou ações voltadas à qualificação e/ou ampliação da cobertura das equipes; submeter e aprovar os instrumentos de gestão no respectivo Conselho de Saúde Municipal ou do Distrito Federal; e enviar ofício à Secretaria Estadual de Saúde ou ao Colegiado de Gestão da Secretaria de Saúde do DF, bem como à Comissão Intergestores Bipartite.

3- Registro da solicitação no Gerencia APS

Inserir os dados no sistema, informando o tipo de estratégia ou profissionais a serem pleiteados. 

4- Publicação de portaria de credenciamento, habilitação ou adesão

O Ministério da Saúde publicará o credenciamento, habilitação ou adesão das estratégias solicitadas, com base no orçamento disponível, no Diário Oficial da União (DOU).

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5- Implantação e cadastro no SCNES

Após a publicação, os entes federados têm três competências (aproximadamente três meses) para implantar as equipes e serviços e cadastrá-las no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). 

6- Homologação

Ocorre quando o Ministério da Saúde confirma que o município implantou a estratégia dentro do prazo. A partir desse momento, o município passa a receber o cofinanciamento correspondente, e, posteriormente, é publicada portaria no DOU formalizando a homologação.

 7- Monitoramento dos critérios de manutenção do repasse

Inclui a garantia de carga horária, composição mínima das equipes, compatibilidade com o SCNES, envio de produção aos sistemas de informações vigentes, entre outros.

Algumas estratégias têm etapas específicas que antecedem a solicitação. 

Acesse o detalhamento dessas etapas e o canal para solicitação de todas as estratégias da APS

Sobre o Gerencia APS

O Gerencia APS, disponível na plataforma e-Gestor APS, é o principal canal para registro e acompanhamento das solicitações de estratégias para a atenção primária do SUS. A ferramenta permite maior rastreabilidade das informações e contribui para a qualificação da gestão e da tomada de decisão.

Enquanto todas as estratégias não estiverem incorporadas ao Gerencia APS, será permitido o envio da solicitação por meio de ofício, que deverá ser encaminhado digitalmente ao Protocolo Digital do Ministério da Saúde.

Consulte a nota técnica completa

Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Gripe: vacinação de crianças, gestantes e idosos deve ser intensificada antes do inverno

Publicado

A circulação da influenza começou mais cedo neste ano. Para ampliar a proteção, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação, especialmente entre crianças, gestantes e idosos, grupos com maior risco de desenvolver complicações e precisar de hospitalização. A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS para os públicos prioritários. Para proteger os bebês contra a bronquiolite, a vacinação contra o vírus sincicial respiratório também está disponível para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.

Até 18 de abril de 2026, o Brasil registrou 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza e 352 mortes. Apesar da antecipação da circulação do vírus antes do inverno, período de maior transmissão, a expectativa é de que o pico deste ano fique abaixo do observado no mesmo período de 2025.

Em parte do país, os casos já apresentam desaceleração. Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins e Distrito Federal registram queda ou interrupção do crescimento, sinalizando possível estabilização da circulação viral. Ainda assim, 17 estados seguem com tendência de aumento dos casos nas últimas semanas.

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste e segue até 30 de maio. Mais de 17 milhões de doses já foram distribuídas no país, com 11,6 milhões aplicadas em crianças, idosos e gestantes.

Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviou mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação. Na Região Norte, a vacinação ocorre no segundo semestre, conforme a sazonalidade local.

A campanha é realizada anualmente, pois o vírus sofre mutações frequentes e novas cepas passam a circular a cada temporada. Por isso, o Ministério da Saúde atualiza a composição das vacinas em todas as campanhas. O imunizante pode ser aplicado junto a outras vacinas do Calendário Nacional, incluindo a vacina contra a Covid-19

Com base na análise da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as vacinas atuais contra a influenza reduzem hospitalizações, com efetividade de 30% a 40% entre adultos e de até 75% em crianças.

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 Vírus Sincicial Respiratório

Além da vacina contra a gripe, o SUS oferece imunização contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A estratégia protege os bebês nos primeiros meses de vida.

Como complemento, o Ministério da Saúde incorporou o nirsevimabe ao SUS em fevereiro. O imunizante é indicado para recém-nascidos prematuros e crianças de até 23 meses com pelo menos uma das seguintes condições: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular ou anomalias congênitas das vias aéreas.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que atua imediatamente após a aplicação, sem necessidade de estimular resposta imunológica ao longo do tempo. A incorporação do produto reforça as estratégias do SUS para prevenir casos graves de bronquiolite em bebês.

Conheça a Estratégia de Vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório em gestantes

Karyna Angel
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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