Saúde

Saúde debate aprimoramento estratégico do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo

Publicado

O Ministério da Saúde promoveu na última quarta-feira (3/2) a segunda reunião do comitê técnico consultivo que apoia o Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O colegiado foi criado em agosto de 2025 e tem o objetivo de contribuir com o aprimoramento do programa e fortalecer o monitoramento e a avaliação do instrumento que aproxima instituições públicas e empresas privadas para impulsionar a produção nacional de tecnologias, medicamentos e produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os trabalhos são coordenados pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, que também faz parte do colegiado. A comissão é composta por especialistas de alto nível com reconhecida atuação e saber científico nas áreas da saúde e da inovação.

Na avaliação da secretária da SCTIE/MS, Fernanda de Negri, o diálogo qualificado permite antecipar desafios e identificar soluções para melhorias do programa. “As PDPs constituem uma iniciativa muito bem-sucedida em diversos aspectos, mas que como toda política pública requer ajustes e aprimoramentos para que entregue resultados cada vez melhores para a sociedade. Nesse sentido, a criação do comitê reforça a boa governança de um programa tão importante para o desenvolvimento produtivo do país”, destacou.

Leia mais:  Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

O grupo reúne os ex-ministros da Saúde Ademar Arthur Chioro dos Reis e José Gomes Temporão; os pesquisadores Lia Hasenclever, Graziela Zucoloto e Jorge Elias Kalil Filho; os médicos Gonzalo Vecina Neto, Luiz Vicente Rizzo, Reinaldo Felippe Nery Guimarães; e o sociólogo Glauco Arbix.

Impacto das PDPs

Criadas em 2009 para contribuir para o desenvolvimento da indústria de saúde, as PDPs passaram por uma atualização em 2024, com a edição do novo marco regulatório da iniciativa. A ação priorizou soluções produtivas e tecnológicas para o SUS, com foco na ampliação do acesso da população à saúde.

Foi ainda em 2024 que a chamada mais recente do programa foi lançada. Mais de 145 projetos foram recebidos. Desse total, 31 projetos foram selecionados. Juntos, eles mobilizarão mais de R$ 5 bilhões em aquisições por ano para ampliar a produção local e a oferta de tecnologias, como a insulina glargina, medicamentos utilizados para tratamentos de câncer, antirretrovirais e voltados ao tratamento de doenças raras, a exemplo da Atrofia Muscular Espinhal (AME) e da esclerose múltipla, além de diversas vacinas, como a do vírus sincicial respiratório (VSR), que já está sendo disponibilizada à população.

Leia mais:  Projeto OncoBrasil amplia ações e fortalece mapeamento oncológico infantojuvenil no país

A execução dos projetos de PDP é monitorada pela SCTIE/MS e as aquisições são condicionadas ao cumprimento das etapas previstas em cronograma aprovado. Na última fase, ocorre a verificação da internalização da tecnologia e a conclusão da parceria.

Além da criação deste comitê consultivo, a SCTIE instituiu um grupo de trabalho para implementar uma política contínua de monitoramento e avaliação do programa e estabeleceu critérios objetivos para o cálculo dos custos associados à transferência de tecnologia, demanda histórica dos órgãos de controle para fortalecer o monitoramento do programa. A Secretaria também solicitou o relatório final de todas as parcerias que se encontram, atualmente, na última etapa.

Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Fórum de Mulheres na Saúde propõe diálogo sobre cuidado integral e fortalecimento das políticas públicas para mulheres no DF

Publicado

A capital federal sediou, na tarde desta segunda-feira (18), o Fórum de Mulheres na Saúde, espaço de diálogo e construção coletiva voltado ao fortalecimento das políticas públicas de saúde para as mulheres brasileiras. O encontro, promovido pelo Ministério da Saúde (MS), reuniu representantes do Governo Federal, profissionais da saúde, pesquisadoras, movimentos sociais e lideranças femininas para debater temas como saúde mental, saúde sexual e reprodutiva, prevenção das violências, climatério, maternidade e acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Participaram cerca de 130 pessoas.

O Fórum de Mulheres na Saúde integra uma mobilização nacional voltada ao fortalecimento da participação social e da construção de estratégias para ampliar o acesso, a qualidade do atendimento e a integralidade do cuidado às mulheres em todo Brasil. Na abertura do evento, em Brasília (DF), foram exibidos dois vídeos institucionais de saudação dos ministros da Saúde e das Mulheres. As duas Pastas são parceiras na realização do Fórum, que foi lançado em outubro de 2025, durante cerimônia oficial na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou em sua fala, que a saúde das mulheres é prioridade. Ele destacou o programa Agora Tem Especialistas e ressaltou os avanços promovidos pelo MS para ampliar o cuidado integral em todas as fases da vida. “A saúde das mulheres é prioridade absoluta do SUS. Elas são maioria da população, maioria entre os profissionais de saúde e também quem mais utiliza os serviços do Sistema Único de Saúde. Estamos ampliando o cuidado integral, fortalecendo os direitos sexuais e reprodutivos, a prevenção das violências e o acesso ao diagnóstico e tratamento de doenças que impactam diretamente a vida das mulheres brasileiras”, pontuou.

Leia mais:  Ministério da Saúde promove Seminário Saúde nas Periferias para fortalecer políticas baseadas em evidências

Padilha também enfatizou ações voltadas ao fortalecimento do planejamento reprodutivo, à ampliação do acesso ao método contraceptivo Implanon pelo SUS, ao enfrentamento dos cânceres de mama e do colo do útero, e às iniciativas de acolhimento às mulheres em situação de violência. Este é um ano histórico, quando são celebrados dois marcos: os 42 anos do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) e os 22 anos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (PNAISM).

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforçou a importância do fórum como espaço de escuta e construção de políticas públicas alinhadas às necessidades das brasileiras. “Toda vez que me reúno com mulheres, percebo que a prioridade é a saúde, seja mental, ginecológica, sexual e reprodutiva ou o cuidado integral. Esses fóruns são espaços fundamentais de reflexão, atualização e construção de políticas públicas que respondam às necessidades das mulheres em cada território”, declarou.

No Brasil, as mulheres representam 65% dos profissionais de saúde e 75% da força de trabalho do SUS, totalizando mais de 2 milhões de trabalhadoras que tornam o sistema mais humano, eficiente e próximo da população. Desta forma, o olhar para elas se apresenta como fundamental para garantir que a saúde seja mais acessível, democrática e atenta à mulher.

Leia mais:  Projeto OncoBrasil amplia ações e fortalece mapeamento oncológico infantojuvenil no país

O Fórum de Mulheres tem sido conduzido, nacionalmente, pela chefe de gabinete do ministro da Saúde, Eliane Cruz, que presidiu o evento no Distrito Federal. A diretora da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência, do Ministério das Mulheres, Terlúcia Silva, também participou do momento e mediou os debates.

Na programação, foram apresentadas, pela coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres, Mariana Seabra, as ações e os programas realizados pelo Ministério da Saúde. Entre os temas abordados, foram destaques o enfrentamento à violência contra as mulheres, a ampliação do acesso aos métodos contraceptivos, a melhora do acesso aos serviços, o cuidado integral em diferentes fases da vida e o fortalecimento das políticas públicas de acolhimento e proteção.

Ao final, foram expostos os resultados buscados, que envolvem a transformação das políticas públicas em vida real, por meio de uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres fortalecida e transversal, com a participação de mais vozes femininas na formulação de políticas, governança, relatórios e recomendações estratégicas.

O Fórum vai percorrer todo o país para tratar de temas centrais como saúde menstrual, menopausa, atenção ao parto, prevenção de cânceres e combate à violência de gênero. Já foram realizadas edições nos seguintes estados: Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte e Espírito Santo.

Foto: Guilherme Santana/MS
Foto: Guilherme Santana/MS

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana