Saúde

Saúde realiza formação sobre atualização das diretrizes clínicas para acidentes por serpentes e escorpiões

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Para divulgar e apoiar a implementação dos novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT’s) relacionados aos acidentes por animais peçonhentos, o Ministério da Saúde (MS) realizou, nesta quarta-feira (28), o webinário “Atualização das Diretrizes Clínicas: Acidentes por Serpentes e Escorpiões”, com transmissão ao vivo. A iniciativa, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), tem como foco a qualificação da assistência em saúde para esses casos.

A abertura do evento foi conduzida pela coordenadora-geral substituta de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Departamento de Doenças Transmissíveis (CGZHA/DEDT), Silene Lima Dourado Ximenes Santos. A moderação do webinário, por sua vez, ficou a cargo do tecnologista da mesma coordenação, Flávio Santos Dourado. O evento contou com palestras de especialistas que são referências nacionais na área.

Segundo Silene Lima, trata-se da abordagem de um tema de grande relevância para a saúde pública brasileira. “Os acidentes por animais peçonhentos seguem representando um importante desafio para o nosso Sistema Único de Saúde (SUS). Temos, no total de acidentes, cerca de 60% de casos representados pelo escorpionismo, com São Paulo, Minas Gerais e Bahia liderando esse ranking dentre os casos notificados. São eventos que exigem resposta oportuna, decisão clínica qualificada e organização eficiente da rede de atenção, especialmente nos territórios mais vulnerabilizados”, explicou.

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Para a coordenadora substituta, os PCDTs de Acidentes Ofídicos e de Acidentes Escorpiônicos, ambos elaborados pelo Ministério da Saúde, representam um avanço. “São documentos que incorporam evidências científicas atualizadas e reforçam esse fluxo do atendimento com recomendações terapêuticas e destaques dos pontos críticos que impactam diretamente o prognóstico dos pacientes. Ressalto que esses materiais são mais do que formativos: são instrumentos de apoio ao cuidado que precisam ser, de fato, apropriados pelos profissionais de saúde e integrados na organização dos serviços”, pontuou Silene.

O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador associado do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) de Campinas, Fábio Bucaretchi, abordou o PCDT de Acidentes Ofídicos. Já o médico e pesquisador do Centro de Desenvolvimento Cultural do Instituto Butantan, Carlos Roberto de Medeiros, apresentou o PCDT de Acidentes Escorpiônicos.

Voltada a profissionais de saúde envolvidos na atenção e no manejo clínico de vítimas de acidentes por animais peçonhentos, a formação também foi direcionada a profissionais das áreas de vigilância em saúde e estudantes de graduação da área da saúde interessados na atualização técnica sobre o tema. A transmissão ocorreu por meio da plataforma webinar de eventos, com acesso disponibilizado aos públicos interno e externo, e é uma realização do DEDT.

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil vai ampliar prevenção do HIV com oferta de PrEP injetável de longa duração no SUS

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O Brasil sediou, nesta segunda-feira (27), pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids, encontro que reúne especialistas, gestores e representantes de governos para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Durante o evento, o Ministério da Saúde apresentou dados sobre a resposta brasileira à infecção e as iniciativas em avaliação para ampliar as opções de prevenção no Sistema Único de Saúde (SUS).

Está em avaliação a incorporação de novas tecnologias de prevenção, incluindo a PrEP injetável de longa duração. Uma proposta de incorporação dessa tecnologia, administrada a cada dois meses, foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.

“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Padilha destacou ainda que a avaliação de novas tecnologias para o SUS considera critérios técnicos, científicos e econômicos, além das condições de acesso à população. “Para nós, inovação sem acesso não deveria ser chamada de inovação. Inovação sem acesso é injustiça”, afirmou.

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Prevenção combinada

A PrEP é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde. Desde a incorporação da PrEP oral ao SUS, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A escolha da estratégia mais adequada considera as necessidades e condições de cada pessoa.

O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção do HIV, incluindo iniciativas de pesquisa e inovação realizadas no país, como o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas.

No SUS, estão disponíveis estratégias de prevenção, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas vivendo com HIV.

Eliminação da transmissão vertical

Em dezembro de 2025, o Brasil foi certificado pela OPAS/OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornando-se o único país continental a alcançar esse marco. Para isso, o país manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos, além de superar 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.

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De acordo com relatório da Unaids, o número de mortes relacionadas à aids caiu 57% desde 2010 nos continentes analisados, passando de 1,3 milhão de óbitos, em 2010, para 570 mil, em 2025.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, o Brasil registrou 9,1 mil óbitos por aids, uma redução de 13% em relação ao ano anterior, quando foram registradas mais de 10 mil mortes.

Além disso, nos últimos três anos, a oferta de testes rápidos para HIV no SUS aumentou 100%. Atualmente, 22% das pessoas que recebem o diagnóstico de HIV iniciam o tratamento no mesmo dia da confirmação da infecção, e mais da metade começa a terapia antirretroviral em até 30 dias.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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