Mato Grosso

Seaf seleciona propostas de produtores rurais que queiram participar do Programa de Aquisição de Alimentos

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) iniciou, nesta semana, a seleção de agricultores familiares para participar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), modalidade Compra com Doação Simultânea.

Na modalidade Compra com Doação Simultânea, os produtos dos agricultores são comprados com dispensa de licitação e valores compatíveis com os de mercado para serem entregues a entidades sociais cadastradas, que repassarão os produtos para famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Podem participar, neste ano, produtores de Acorizal, Alto Boa Vista, Claúdia, Cuiabá, Jaciara, Matupá, Nova Canaã do Norte, Poconé, Rondonópolis, Santo Antônio do Leverger, Tapurah e Torixoréu.

O Programa de Aquisição de Alimentos é executado pela Seaf, em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O recurso total disponibilizado para Mato Grosso nesta edição do programa é de R$ 3,2 milhões.

“O Programa de Aquisição de Alimentos é essencial para incentivar os empreendedores rurais de pequena escala a continuar produzindo alimentos com qualidade e de forma sustentável, além de promover a segurança alimentar e nutricional para a população de Mato Grosso. O Programa dá um forte suporte para que este produtor possa ampliar a produção e se desenvolver”, destaca a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

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Para participar, o agricultor familiar precisa procurar a unidade da Empaer nos municípios selecionados, onde poderão tirar dúvidas e cadastrar a proposta de venda dos produtos.

O coordenador do Programa em Mato Grosso e servidor da Seaf, Jean Moraes, explica que, na modalidade Compra com Doação Simultânea, as vendas são por pessoa física, com limite de R$ 15 mil por pessoa.

“Além da segurança alimentar e nutricional, o Programa contribui no fortalecimento dos produtores de pequena escala. A cada ano, observamos um aumento do interesse deles em participar do Programa, pois além de ajudar na comercialização de seus produtos, contribui para o desenvolvimento da economia local”, conta Jean.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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