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Seca no Nordeste e Centro-Oeste Desafia Pecuaristas, e Tecnologia Ajuda a Manter Pastagens Produtivas

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A intensificação da seca em várias regiões do país tem pressionado produtores de gado no Nordeste e Centro-Oeste, dificultando a manutenção de pastagens de qualidade e afetando o desempenho do rebanho. A falta de chuvas compromete o desenvolvimento das gramíneas, reduz a biomassa disponível e aumenta os custos com suplementação, impactando a rentabilidade das fazendas.

Soluções tecnológicas fortalecem a resiliência das pastagens

Para enfrentar essas condições adversas, tecnologias aplicadas ao manejo do solo e das forrageiras têm se mostrado essenciais. Um exemplo é o FT Pasto, produto biotecnológico desenvolvido pela cearense Fertsan, que atua na indução natural da microbiota do solo. O insumo estimula a atividade biológica e melhora a eficiência fotossintética das plantas, mantendo o vigor das pastagens mesmo sob estresse hídrico.

Resultados comprovam aumento de produtividade

Ensaios conduzidos pela Fertsan mostram que o uso do FT Pasto pode elevar em até 61% o ganho de biomassa verde e seca em comparação com o manejo convencional. O produto também favorece o crescimento foliar e a recuperação do capim após o pastejo, resultando em pastos mais densos e duráveis, garantindo maior disponibilidade de alimento para o gado durante períodos críticos.

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Especialistas destacam a importância do manejo biológico do solo

“A seca é um desafio crescente, mas é possível manter um pasto saudável mesmo em condições adversas, desde que o solo esteja biologicamente ativo. O FT Pasto estimula a microbiota do solo e permite que a planta expresse todo o seu potencial fisiológico, tornando o sistema mais equilibrado e produtivo”, afirma Alexandre Craveiro, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e sócio-fundador da Fertsan.

Pastagens bem manejadas como aliadas do clima

Além de melhorar a produtividade, a tecnologia se conecta às discussões climáticas previstas para a COP-30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA). Entre os temas em pauta está o papel das pastagens manejadas na captura de carbono no solo e na recuperação de áreas degradadas, alinhadas ao Plano ABC+ do Ministério da Agricultura.

Tecnologia como ferramenta de adaptação e mitigação

Pesquisadores e entidades do setor apontam que a recuperação de pastagens degradadas é uma das estratégias mais eficazes para aumentar a produção agropecuária sem expandir a fronteira agrícola. Nesse contexto, a tecnologia aplicada à pecuária se torna um instrumento essencial não apenas para adaptação à seca, mas também para mitigação das mudanças climáticas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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