Mato Grosso

Seciteci e Programa Mulheres Mil promovem formatura de 27 cuidadoras de idosos

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Vinte e sete novas profissionais cuidadoras de idosos receberam seus certificados na noite desta quinta-feira (16.10), em Cuiabá. Formadas pela Escola Técnica Estadual de Cuiabá (ETEC/Cuiabá), vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), as estudantes concluíram o curso oferecido em parceria com o Programa Mulheres Mil. A iniciativa visa ampliar a oferta de cuidado qualificado para idosos em Mato Grosso, além de promover a inserção dessas mulheres no mercado de trabalho.

Para a comunidade, o efeito é direto: mais profissionais preparadas para atender famílias e instituições que precisam de apoio cotidiano no cuidado à pessoa idosa.

De acordo com o diretor da ETEC/Cuiabá, Mateus de Souza Rocha, o resultado cumpre a função pública da educação profissional. “É uma conquista para a escola: qualificar pessoas e proporcionar oportunidade de mudança de vida, não só para elas, mas para quem vai usufruir do conhecimento adquirido”, afirmou. Segundo ele, acompanhar a certificação “incentiva a fazer cada vez mais”.

A coordenadora do Programa Mulheres Mil na unidade, Luciette de Almeida Prado, destacou que o resultado já se traduz em virada concreta na renda e no projeto de vida de parte da turma: alunas concluíram o percurso conciliando jornadas duplas e triplas e algumas iniciaram o trabalho antes do término do curso. Para a coordenação, essa inserção antecipada indica aderência da formação à demanda local.

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A coordenação de Integração reforça esse diagnóstico. De acordo com Marcos Fernandes a demanda por cuidadoras cresce e exige qualificação alinhada ao cotidiano do trabalho: “Colocar no mercado 27 profissionais nessa área é de suma importância para a escola, para o governo e para a sociedade”, disse. Segundo ele, a combinação de conteúdo técnico e prática supervisionada dá condições de início imediato.

As histórias de vida dão contorno ao impacto social que a educação profissional técnica proporciona aos alunos. Elaine Cristina da Costa retornou ao mercado após dez anos dedicados ao cuidado do filho autista; buscou certificação formal e saiu empregada antes da conclusão, com mais de uma oferta e dois vínculos, um de segunda a sexta e outro quinzenal aos fins de semana.

Já Manuelita Castro dos Santos seguiu trajetória de continuidade: após cursar Empreendedorismo no Programa Mulheres Mil, fez Cuidador de Idoso e ingressou no curso Técnico em Enfermagem, fortalecendo sua permanência na área do cuidado. “Um curso vai complementando o outro e eu vou tendo cada vez mais capacidade técnica para atuar”, ressalta a aluna.

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Segundo a coordenadora do Programa Mulheres Mil o percurso combinou conteúdos técnicos com práticas no Asilo dos Idosos, articuladas pela supervisão de campo. Ao longo do período de 10 de junho a 24 de setembro de 2025, as estudantes tiveram contato com rotinas de cuidado, ética, comunicação com famílias e promoção de autonomia da pessoa idosa.

“Pretendemos fazer acompanhamento das egressas para mapear inserção e novas necessidades formativas, retroalimentando a oferta de cursos conforme a demanda do território”, finaliza Luciete Prado.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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