Mato Grosso

Seciteci, Fapemat e AML lançam livro sobre a trajetória da literatura de Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e a Academia Mato-grossense de Letras (AML), realiza, na próxima terça-feira (31.3), o lançamento do livro “Itinerários da Literatura em Mato Grosso”. O evento terá início às 11h, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Seciteci no YouTube.

A obra é resultado de uma ampla pesquisa desenvolvida por membros da AML e apresenta um panorama da produção literária mato-grossense ao longo do tempo, desde as narrativas dos povos originários até as expressões contemporâneas.

Escrito pelos imortais Divanize Carbonieri, Eduardo Mahon, Marli Walker, Marta Cocco e Olga Maria Castrillon-Mendes, o livro propõe um percurso temático que evidencia a diversidade cultural, os processos históricos e as múltiplas identidades presentes na literatura do Estado.

De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a publicação traz uma abordagem inovadora para compreender a história de Mato Grosso por meio da literatura.

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“Esta obra representa um avanço significativo na valorização da produção intelectual de Mato Grosso. Ao reunir e sistematizar a literatura do estado, o livro contribui para o fortalecimento da nossa identidade cultural e para a democratização do acesso ao conhecimento”, destaca.

O livro nasceu a partir de uma inquietação dos pesquisadores. “O processo de pesquisa começou durante uma viagem a Cáceres, quando eu e o Allan percebemos a ausência de uma obra que apresentasse uma visão panorâmica da literatura em Mato Grosso”, explica o escritor Eduardo Mahon.

Para a acadêmica Olga Maria Castrillon-Mendes, a publicação representa um marco: “este livro é uma das maiores e mais importantes iniciativas já realizadas no campo da literatura em Mato Grosso”, afirma.

Com mais de 500 páginas, o conteúdo explora diferentes eixos, como territorialidade, fluxos migratórios, relações com a natureza e transformações sociais, oferecendo ao leitor uma visão ampla e acessível da construção literária regional.

A pesquisadora Marli Walker destaca o caráter significativo do trabalho. “Foi uma das experiências mais prazerosas da minha trajetória na pesquisa. A literatura, por meio de contos e poemas, nos mostra que é possível compreender e valorizar nossa identidade”, ressalta.

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Já Divanize Carbonieri enfatiza o processo coletivo de construção da obra. “A pesquisa envolveu diversas reuniões para definição de temáticas, organização das seções e seleção de autores, resultando em um trabalho colaborativo e consistente”, explica.

Marta Cocco reforça a diversidade presente no livro. “Buscamos apresentar uma visão ampla, mostrando que a literatura mato-grossense é rica, diversa e produzida há muito tempo, em diferentes estilos. São olhares plurais que ajudam a compreender melhor nossa cultura”, pontua.

O lançamento é aberto ao público e representa uma oportunidade para estudantes, pesquisadores e a sociedade em geral conhecerem uma importante referência sobre a literatura mato-grossense. A versão online ficará disponível no site da Seciteci para download.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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