A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) realizou, na manhã desta quinta-feira (01.08), a formatura de 87 servidores do Sistema Prisional de Mato Grosso. Os profissionais, que estão divididos entre policiais penais e de nível superior, reforçarão equipes de dez cidades do Estado. A solenidade aconteceu no Sest Senat, em Cuiabá.
O curso teve início no mês de junho, e foi realizado por 60 dias, sendo 480 horas de capacitação para os novos servidores. A grade curricular dos profissionais foi dividida em dois eixos: o primeiro dedicado à formação para todos os perfis e o segundo referente aos conhecimentos específicos de cada área.
Foram formados 79 policiais penais e oito profissionais de nível superior, sendo estes das áreas de psicologia, enfermagem e assistência social.
Entre os policiais, 28 atuarão em Cuiabá, 34 em Várzea Grande, quatro em Peixoto de Azevedo (691 km de Cuiabá), quatro em Comodoro (644 km de Cuiabá), quatro em Primavera do Leste (231 km de Cuiabá), dois em Porto Alegre do Norte (1.125 km de Cuiabá), dois em Arenápolis (258 km de Cuiabá) e um em Sorriso (420 km de Cuiabá).
O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, ressalta a importância dos novos servidores para o reforço da segurança pública de Mato Grosso.
“São 87 novos servidores que passaram por uma preparação aprofundada sobre o trabalho no Sistema Penitenciário do Estado. Essa capacitação incluiu treinamentos teóricos e práticos, preparando esses profissionais para reforçar a segurança, prevenir e reprimir eventuais problemas nas penitenciárias, além de atuarem na ressocialização dos reeducandos”, afirma.
O secretário de Segurança Pública do Estado, coronel PM César Roveri celebrou a formação dos novos profissionais e destacou os avanços do Sistema Prisional. “A Segurança Pública tem recebido grandes investimentos do Governo do Estado, que trabalha na reestruturação tanto do sistema prisional quanto da segurança pública como um todo. Esses servidores chegam para fortalecer as ações de melhorias que o governador Mauro Mendes tem implementado em Mato Grosso”, finaliza.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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