A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) já está trabalhando para resolver os problemas encontrados durante a execução das obras de implantação do BRT na Avenida da Prainha. O secretário Marcelo de Oliveira esteve na obra na manhã deste domingo (1º.2) para verificar o andamento dos trabalhos e definir ações imediatas.
O secretário afirmou que o que foi encontrado na Avenida da Prainha foram situações imprevisíveis em uma obra. No entanto, a Sinfra já está trabalhando, junto com a concessionária Águas Cuiabá e a Prefeitura de Cuiabá, para dar uma solução ao trecho.
“O que acontece é que no passado algumas ligações de bocas de lobo com o canal central não foram efetivamente concluídas, o que gerou vazamentos não visíveis e provocou desmoronamentos no solo. Mas neste domingo estivemos na obra, para verificar e já dar algumas determinações para o Consórcio que realiza as obras do BRT”, afirmou Marcelo.
Apesar de os problemas não terem sido provocados pelas obras que o Governo do Estado executa, a Sinfra-MT precisa resolvê-los, caso contrário, grandes acidentes poderiam ocorrer no local. Foram encontrados pelo menos cinco pontos que necessitam de correção imediata.
O secretário explicou que a Águas Cuiabá cumpre um termo de ajustamento de conduta, firmado junto à prefeitura e ao Ministério Público para implantação da drenagem da bacia da Prainha. A Sinfra aproveitou que a concessionária iria fechar um trecho da Avenida para realizar a obra para fazer sondagens, ocasião em que descobriu os problemas.
Os trabalhos de correção incluem o reaterro manual das caixas de drenagem, o recorte das pistas para fazer novo aterro onde ocorreram as erosões e o remendo profundo, antes da aplicação de uma nova capa de asfalto. O trabalho atualmente é realizado na pista que vai no sentido Centro-Porto, no trecho entre a Praça Ipiranga e a Avenida Dom Bosco.
O secretário Marcelo de Oliveira afirmou que o objetivo é que os trabalhos sejam concluídos até o próximo domingo, para que então tenha início o trabalho de correções na pista contrária. O secretário ainda lembrou que há o trecho entre a Dom Bosco e a XV de Novembro, que precisará ser verificado. Mas, ele acredita que, como na época do VLT foi realizado um reforço na laje do local, esses problemas não deverão ser encontrados.
Entenda o problema
Algumas tubulações que deveriam levar a água da chuva captada pelas bocas de lobo até o Córrego da Prainha estão posicionadas a cerca de 40 centímetros de distância da parede do canal. Desta forma, a água não estava sendo levada para dentro do córrego canalizado e acabava sendo despejada diretamente no solo, o que acabava por levar terra para dentro do canal e criou buracos por baixo da pista.
Isso coloca em risco a segurança da Avenida, podendo gerar grandes deslizamentos e abertura de crateras na pista da Prainha.
Rotas de Desvio
OPÇÃO 1: Para quem vem pela Av. Tenente Coronel Duarte (Prainha), para chegar ao bairro Porto, acessar a Av. Getúlio Vargas e em seguida, acessar pela esquerda a Rua 13 de Junho até a Rua Thogo Pereira (Hospital Geral), virando à esquerda para pegar a Av. 15 de Novembro.
OPÇÃO 2: Vindo pela Av. Tenente Coronel Duarte e no semáforo da Av. Generoso Ponce, virar à esquerda e subir a Rua Clóvis Hugueney até o semáforo do Hospital Santa Casa, acessar à direita a Rua Dom Aquino até a Av. 15 de Novembro.
Os passageiros da Estação Ipiranga continuarão utilizando o ponto provisório na Rua 13 de Junho. E os das linhas intermunicipais, do mesmo modo, continuarão utilizando a Rua Clovis Hugueney, exceto a 08 que está desviando pela Rua 13 de Junho.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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