A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) iniciou nesta quarta-feira (18.6), a segunda etapa de votação da 3ª edição do SuperChef da Educação 2025. Podem votar pelo site oficial do evento os servidores e estudantes da Rede Estadual que tenham e-mail com o domínio @edu.mt.gov.br.
O resultado da primeira votação foi divulgado na segunda-feira (16.6) e foram classificadas para a segunda etapa, cinco receitas por cada uma das 13 Diretorias Regionais de Educação (DRE) que obtiveram a maior pontuação.
As 350 receitas inscritas foram avaliadas pela equipe de nutricionistas da Coordenadoria de Alimentação Escolar da Seduc, seguindo os critérios do edital, como: utilização de alimentos in natura e minimamente processados, produtos da agricultura familiar, criatividade e viabilidade no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
“A fase inicial foi desafiadora para nossa equipe de nutricionistas. Elas avaliaram cada receita com base em critérios rigorosos”, avaliou Luana Leão, da Coordenadoria de Alimentação Escolar da Seduc.
Segundo ela, esta edição está sendo marcada pela presença de alimentos que contemplam hábitos alimentares de todas as regiões, como peixe, inhame, abóbora, mandioca e banana-da-terra.
O concurso visa valorizar os profissionais responsáveis pela alimentação nas escolas públicas, incentivando a criatividade e a inovação na elaboração de pratos saudáveis e saborosos.
A Diretoria Metropolitana de Educação (DME) liderou com 76 profissionais inscritos, seguida pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs) de Tangará da Serra (34), Alta Floresta (31), Primavera do Leste (29), Confresa (28) e Juína (24). As demais inscrições foram feitas nos polos de Matupá, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Cáceres e Diamantino.
O “SuperChef da Educação” faz parte da política educacional de alimentação escolar, uma das 30 que integram o Plano EducAção 10 anos. A iniciativa destaca a importância da alimentação escolar de qualidade no processo educacional e no desenvolvimento dos alunos.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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