Mato Grosso

Sefaz compartilha experiência com Orçamento Mulher na Câmara Municipal de Cuiabá

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) participou, nesta quinta-feira (11.7), da reunião da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá para apresentar a experiência do Governo do Estado na elaboração do Orçamento Mulher. A participação atendeu a um convite da Câmara, que buscou a expertise da Sefaz justamente pelo protagonismo do Estado na adoção do orçamento temático sensível ao gênero.

A apresentação foi conduzida pela equipe da Secretaria Adjunta do Orçamento Estadual, responsável pela construção metodológica do relatório “A Mulher no Orçamento”. O documento foi instituído com base nas leis orçamentárias (LOA e LDO) e vem sendo elaborado de forma técnica, ampliando a transparência no processo orçamentário e a participação social na gestão fiscal.

“O relatório é um instrumento que contribui para garantir políticas públicas mais inclusivas e assertivas. Estivemos hoje na Câmara com o objetivo de apoiar o município de Cuiabá na elaboração do Orçamento Mulher, já contando com a experiência da Sefaz na construção desse importante mecanismo de transparência e controle social das políticas públicas voltadas exclusivamente ou não às mulheres”, destacou o secretário adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano.

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Durante a reunião, a equipe da Sefaz explicou como é feita a estruturação do orçamento temático, desde a identificação das ações governamentais que impactam direta ou indiretamente a vida das mulheres até a definição dos critérios usados para classificar os programas. Também foi destacada a importância de integrar o planejamento, a execução e o acompanhamento do orçamento. A metodologia adotada pelo orçamento estadual considera diferentes formas de autonomia das mulheres econômica, física, política e de acesso a direitos e segue padrões recomendados por organismos internacionais como a ONU, OCDE e CEPAL.

“Convidamos o Governo do Estado, a Sefaz, que prontamente veio falar sobre o Orçamento Mulher. Buscamos essa expertise porque temos hoje uma lei municipal (Lei nº 7.259/2025), de minha autoria. Queremos entender como esse trabalho foi desenvolvido no Estado, onde tem sido um sucesso, para aplicarmos aqui na nossa capital”, afirmou a vereadora e presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, Maria Avalone.

O secretário municipal de Planejamento, Nivaldo Carvalho, também reconheceu o trabalho da equipe estadual. “Parabenizo a equipe do Governo do Estado pelo conhecimento, pela forma de abordagem e domínio do tema. Agora me sinto muito mais preparado para interagir com minha equipe e, também, promover a articulação com a Câmara e com o Governo do Estado, para que possamos implementar essa iniciativa da forma mais célere possível”.

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A reunião técnica ainda contou com a presença da vice-presidente da Comissão, vereadora Baixinha Giraldelli; do vereador e membro da Comissão, Wilson Kero Kero; e dos secretários municipais de Planejamento, Nivaldo Carvalho, adjunta de Assistência Social, Paolla Reis, e da Mulher, Hadassah Suzannah. Também participaram as servidoras da Sefaz Graciely Correa, coordenadora do GTP do Orçamento Temático e Sensível a Gênero, e Evanildes Padilha, especialista em materiais orientativos orçamentários, além da professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rosângela Saldanha Pereira.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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