Política Nacional

Seif elogia ações de EUA e Israel contra o Irã

Publicado

O senador Jorge Seif (PL-SC), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (2), elogiou as ações dos governos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ele afirmou que o governo iraniano financia grupos como Houthi, Hezbollah e Hamas. E enfatizou que as manifestações promovidas pela população desse país vinham sendo reprimidas com violência pelo próprio regime iraniano. O senador também criticou o governo brasileiro por manter, segundo ele, alinhamento diplomático com esse regime.

— Eu parabenizo os governos americano e israelense. Apesar de defender a soberania, o que estava acontecendo lá [no Irã] era um massacre. As pessoas não têm armas para se defender. Iranianos que fugiram do seu país por repressão, por opressão, com medo, comemoraram em todo o mundo a queda do [aiatolá Ali] Khamenei. Se um governo é odiado pelo seu próprio povo, se não trabalha pelo seu próprio povo, se oprime o seu próprio povo, está errado. O governo tem de administrar o país e trazer o bem-estar para a sua população, e não oprimir, escravizar e aterrorizar, como esses governos faziam. Infelizmente, governos como esses são aliados de Luiz Inácio Lula da Silva — disse Seif.

Leia mais:  Comissão pode votar hoje medida provisória que reajusta salários de policiais e bombeiros do DF

No mesmo discurso, o senador voltou a criticar a proposta de alteração da escala de trabalho 6×1. Ele afirmou que a mudança pode prejudicar diretamente a estrutura de custos das empresas, sobretudo a de pequenos negócios.

— Quem vai pagar por isso é o brasileiro. Não se enganem! O fim da escala 6×1 vai trazer prejuízo. E tem um detalhe cruel nessa proposta: se você quiser trabalhar mais para comprar sua geladeira, para dar uma escola melhor para o seu filho, para pagar um plano de saúde para o seu filho, para botar mais comida na sua casa, para trocar o seu carro, você não poderá trabalhar mais. Se trabalhar uma hora a mais, a empresa vai ser multada e você vai ser multado. E quem vai pagar essa conta são vocês. Quando as empresas forem obrigadas a contratar mais pessoas para fazer o mesmo serviço, por conta de uma imposição de governo, quem vai pagar a conta é o consumidor — declarou ele.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Leia mais:  Comissão recebe denúncias de desvios do Bolsa Família pago à população em situação de rua

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Prazo para Executivo enviar Orçamento termina nesta segunda

Publicado

O Poder Executivo tem até esta segunda-feira (31) para enviar ao Congresso Nacional o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que estima as receitas e fixa as despesas da União para o próximo ano. A proposta será encaminhada antes da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que define as regras para a elaboração do Orçamento.

Enviado pelo governo em abril, o PLN 2/2026 estabelece as metas fiscais, prioridades e regras para o Orçamento do próximo ano. Como a LDO ainda não foi aprovada, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) deverá analisar as duas propostas praticamente ao mesmo tempo e depois ajustar a LOA às regras definidas na versão final da LDO.

Meta para as contas públicas 

O projeto estabelece para o governo central uma meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões em 2027, correspondente a 0,5% do produto interno bruto (PIB). A regra admite um intervalo de tolerância: o resultado poderá ficar entre um superávit de R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões. O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas primárias, sem considerar os juros nominais da dívida pública. 

Leia mais:  Encontro na Câmara demonstra versão experimental de plataforma de canais de televisão públicos

Para as empresas estatais abrangidas pela meta, a proposta prevê déficit primário de R$ 7,55 bilhões. Ficam fora desse cálculo as empresas dos grupos Petrobras e Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). Também ficam fora da meta até R$ 5 bilhões em despesas de investimento do Novo PAC e até R$ 10 bilhões em despesas de empresas com plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente.

Salário mínimo 

O projeto prevê um salário mínimo de R$ 1.717 em 2027, R$ 96 acima dos atuais R$ 1.621. Entre os parâmetros econômicos utilizados pelo governo estão inflação de 3,04%, crescimento real do PIB de 2,56%, câmbio médio de R$ 5,47 por dólar e taxa de juros de 10,55%. Esses valores são projeções usadas na preparação do Orçamento e ainda podem ser atualizados.

Prioridades para 2027 

Entre as prioridades para 2027 previstas no PLN 2/2026 estão ações do Novo PAC e objetivos e metas selecionados do Plano Plurianual (PPA) 2024–2027. Entre as áreas destacadas estão o combate à fome e a redução das desigualdades; a educação básica; a atenção primária e especializada em saúde; a neoindustrialização, o trabalho, o emprego e a renda; e o combate ao desmatamento e o enfrentamento da emergência climática.

Leia mais:  Combate à violência contra a mulher deve começar na escola, diz Confúcio

Execução provisória

A proposta da LDO também disciplina a execução provisória de despesas caso a LOA de 2027 não esteja publicada no início do ano. Algumas despesas obrigatórias e emergenciais poderão ser executadas integralmente.

Gastos do Novo PAC, obras em andamento cuja interrupção possa causar prejuízo e determinadas despesas de custeio poderão ser executados, em geral, até o limite mensal de um doze avos do valor previsto no projeto de Orçamento. O PLN 2/2026 ainda determina uma reserva de contingência de pelo menos 0,2% da receita corrente líquida estimada para cobrir riscos e despesas imprevistas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana