Mato Grosso

Sejus amplia atendimentos odontológicos a reecudandos na maior penitenciária de MT

Publicado

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) ampliou a capacidade de atendimento em odontologia na Penitenciária Central do Estado (PCE), a maior de Mato Grosso, com a aquisição e instalação de mais dois consultórios. Localizada em Cuiabá, a unidade abriga, atualmente, cerca de 3 mil reeducandos.

Com o investimento de R$ 42 mil, a Sejus adquiriu dois consultórios completos para o Núcleo de Saúde da PCE, que tem ainda estrutura ambulatorial completa com salas médicas, de enfermagem, curativo e vacinação.

Estrutura de odontologia

A Secretaria de Justiça tem 20 consultórios instalados em 19 unidades prisionais de Mato Grosso, incluindo as cinco penitenciárias localizadas em Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Água Boa, e ainda nos dois centros de ressocialização de Várzea Grande.

Núcleo de Saúde da Penitenciária Central do Estado

Os centros de detenção provisória de Lucas do Rio Verde, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Juína e Sorriso também contam com estrutura de odontologia, além das cadeias públicas de Primavera do Leste, Mirassol d’Oeste, Comodoro, Campos Novo do Parecis, Cáceres, Barra do Garças, Barra do Bugres e Alta Floresta.

Leia mais:  Mutirões eleitorais superam 100 atendimentos em Terra Nova do Norte e Matupá

Neste ano, já foram realizados 1.838 atendimentos em odontologia aos reeducandos nas unidades prisionais.

No ano passado, a Coordenadoria de Saúde Penitenciária contabilizou 9.624 atendimentos odontológicos intramuros, ou seja, dentro dos estabelecimentos penais. Já os atendimentos extramuros foram 2.026.

Gabinete odontológico na Penitenciária de Rondonópolis

“Essa estrutura de atendimento interna possibilita que o serviço seja prestado dentro da unidade, sem que seja necessário mobilizar um aparato de segurança e escolta externo, especialmente nas grandes unidades do Sistema Penitenciário”, explicou Olga Santana, coordenadora de Saúde Penitenciária.

Os serviços de odontologia são prestados por profissionais próprios do Sistema Penitenciário e também dos municípios onde as prefeituras fizeram a adesão à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade, que busca inserir os presos e reeducandos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Mutirões eleitorais superam 100 atendimentos em Terra Nova do Norte e Matupá

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Desenvolve MT leva soluções de crédito durante evento empresarial em Cáceres

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana