Mato Grosso

Sema aplica R$ 2,9 bilhões em multas por desmatamento ilegal e incêndios florestais em 2025

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) emitiu 4.196 autos de infração nas fiscalizações de desmatamento ilegal e incêndios florestais realizadas em 2025. A área total embargada é de 121 mil hectares, com R$ 2,9 bilhões em multas aplicadas.

Os resultados operacionais foram apresentados nesta segunda-feira (25.5), na solenidade de lançamento do Plano Anual de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais do ano de 2026.

“O diferencial dos nossos resultados está principalmente na nossa capacidade de atuação coordenada e integrada entre Sema, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e demais parceiros institucionais”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Ela explicou que, embora os primeiros meses do ano sejam focados na prevenção, o combate aos ilícitos ambientais é contínuo e permantente. A secretária destacou ainda a importância das reuniões do Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, a Exploração Florestal Ilegal e aos Incêndios Florestais de Mato Grosso (Cedif), presidido pelo governador do Estado.

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“O objetivo central deste comitê é integrar as ações de diversos órgãos e agências governamentais na prevenção e combate ao desmatamento ilegal, à exploração florestal ilegal e aos incêndios florestais, promovendo uma resposta coordenada, ágil e eficaz em todo o território mato-grossense”, afirmou a secretária.

Conforme o balanço apresentado, nos últimos quatro anos o número de autos de infração foi maior em 2024, com 4.792 notificações. Foram 3.894 em 2022, 4.547 (2023), 4.792 (2024) e 4.197 em 2025. No ano passado, 79,7% dos autos aplicados forma de forma presencial e 20,3% de forma remota.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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