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Seminário promovido pelo MMA debate avanços da 5ª fase do plano de combate ao desmatamento na Amazônia Legal

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O Ministério do Meio ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou na última quinta-feira (28/8) o XII Seminário Técnico Científico do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). O encontro ocorreu no Instituto Nacional de Criminalística da Política Federal, em Brasília. 

Ao avaliar os resultados já obtidos com a retomada do PPCDAm, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a redução de 43% no desmatamento nos dois primeiros anos do governo Lula. No entanto, reforçou que é preciso quebrar a inércia dos resultados para que os avanços possam continuar, especialmente no contexto atual de emergência climática. Não podemos nos acomodar porque a mudança do clima é um quadro de todos os problemas que foram mencionados aqui”, destacou. Nós temos um compromisso que não é de 43%, não é de 80%. O presidente Lula assumiu o compromisso de desmatamento zero até 2030. Somos o único país do mundo, que eu conheço, a ter esse compromisso”, concluiu. 

O seminário reuniu autoridades, técnicos e especialistas de diversos órgãos, entidades e academia, para discutir estratégias de prevenção e controle do desmatamento na Amazônia Legal.  

A integração entre os diferentes setores foi destacada pelo secretário executivo do MMA, João Paulo Capobianco, que ressaltou o potencial técnico e científico do país para zerar o desmatamento. “Essa capacidade não está apenas no governo, mas também nos estados, municípios, universidades e organizações da sociedade civil”.  

Na avaliação do secretário adjunto de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, Adriano Santhiago, os incêndios florestais mudaram a lógica do desmatamento. A dinâmica do desmatamento vem mudando e isso deve ser considerado nas discussões hoje. Tivemos muitos avanços no combate ao corte raso, mas temos uma dinâmica nova com os incêndios florestais”, salientou.  

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Adriano Santhiago ressaltou ainda as ações implementadas pelo governo federal para fortalecer a prevenção e o combate ao desmatamento e incêndios florestais. O secretário adjunto citou os Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas, que, pela primeira vez, conta com estratégias específicas para os seis biomas brasileiros 

O diretor Técnico-Científico da Polícia Federal, Roberto Monteiro, classificou o PPCDAm como uma “política pública inovadora na área ambiental”. “Ela tem a capacidade de coordenar e integrar políticas públicas de várias áreas do governo federal”, completou. 

Os debates foram organizados em quatro eixos: atividades produtivas sustentáveis; monitoramento e controle ambiental; ordenamento fundiário e territorial; e instrumentos normativos e econômicos.  

Avaliação  

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, destacou os principais avanços dos dois anos da 5ª fase do PPCDAm. “Este é um momento de repactuação do PPCDAm. Estamos no terceiro ano do Seminário Técnico-Científico, iniciado 2023, um espaço que, assim como nos anos anteriores, permite a participação ampla. É um momento de diálogo, apresentações, análises, estudos, ideias, propostas e sugestões para o aprimoramento do plano para os próximos anos”, afirmou. 

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As discussões subsidiarão as próximas medidas da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, colegiado vinculado à Casa Civil responsável pela definição e coordenação de ações para reduzir os índices de desmatamento no território nacional. 

Também participaram do seminário o diretor de Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, e o coordenador do Programa BiomasBR, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Claudio Almeida, além de representantes de organizações da sociedade civil, entre elas a Coalizão Brasil Clima, Floresta e Agricultura, o Observatório do Clima, o GT Infraestrutura e Justiça Socioambiental (GT Infra) e o Observatório do Código Florestal também participaram do diálogo. 

PPCDAm 

Lançado em 2004, o PPCDAm está em sua 5ª fase. O plano é presidido pela Casa Civil e executado pelo MMA, e conta com a participação de 13 ministérios e diversos órgãos. 

O projeto apresenta quatro eixos para conter o avanço do desmatamento entre 2023 e 2027.  A inciativa reúne um conjunto de objetivos, resultados esperados e ações para combater práticas ilegais e promover o uso sustentável dos recursos naturais no bioma, alinhado à meta do governo federal de desmatamento zero até 2030. As ações foram consolidadas após a realização de seminário técnico-científico e consulta pública. 

Conheça o PPCDam aqui

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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