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Setor de suco corre risco de perder R$ 14 bilhões em exportações

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A uma semana da entrada em vigor do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos — previsto para a próxima sexta-feira (01.08) —, a cadeia produtiva do suco de laranja brasileiro entrou em colapso. Indústrias estão fechando as portas, produtores abandonam pomares e mais de 200 mil empregos diretos e indiretos estão sob risco. A medida imposta por Washington, que afeta em cheio o principal destino das exportações brasileiras, pode provocar perdas de até R$ 14 bilhões ao ano, afetando uma das cadeias mais estratégicas do agronegócio nacional.

Com o principal mercado praticamente bloqueado — os EUA respondem por metade das exportações brasileiras de suco —, o impacto já chegou aos pomares. Na região do Sealba, que abrange partes de Sergipe, Alagoas e Bahia, produtores têm descartado toneladas de laranjas por falta de compradores. Frutas são despejadas em aterros e beiras de estrada, alimentando cenas de revolta e protestos. A crise, agravada pela superoferta e queda na rentabilidade, afeta toda a economia regional, além de provocar riscos ambientais com o descarte inadequado dos frutos.

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A cadeia produtiva do suco já vinha operando sob forte pressão: custos elevados, perda de competitividade e estoques em alta. Agora, diante da nova tarifa de 50% imposta pelos EUA, processadoras no interior paulista e no Triângulo Mineiro avaliam suspender operações, renegociar contratos e reduzir a moagem. O temor maior é um esvaziamento imediato da demanda internacional, com perda de espaço para concorrentes da Flórida, do México e até de países com produtos de menor qualidade, porém mais baratos.

O Brasil responde por 80% do suco de laranja consumido no mundo, sendo o maior exportador global do produto. Só em 2024, foram US$ 2,7 bilhões em vendas externas, com forte peso na balança comercial do agronegócio. Para o setor, a tarifa representa uma ameaça sistêmica. Entidades de classe intensificaram reuniões com ministérios e pressionam por uma resposta coordenada da diplomacia. Caso a medida não seja revertida, as exportações para os EUA podem cair até 60% nos primeiros meses, o que exigiria uma complexa reconfiguração do mercado internacional de sucos.

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Fonte: Pensar Agro

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Açúcar fecha em alta no mercado brasileiro após feriado nos EUA; clima na Índia segue no radar do setor

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O mercado do açúcar encerrou a sexta-feira (19) com movimentação limitada no cenário internacional devido à paralisação das negociações na Bolsa de Nova York, que permaneceu fechada em razão do feriado de Juneteenth, celebrado nos Estados Unidos. No Brasil, porém, o açúcar cristal registrou recuperação nos preços, interrompendo uma sequência de quedas observada nas últimas sessões.

A ausência das negociações na principal referência global para a commodity reduziu o volume de negócios internacionais, mas investidores e agentes do setor continuaram atentos aos fundamentos que influenciam a oferta e a demanda mundial de açúcar.

Mercado internacional segue atento à oferta global

Antes da interrupção das negociações, os contratos futuros do açúcar bruto haviam encerrado a sessão anterior em queda, pressionados principalmente pela valorização do dólar frente a outras moedas. O fortalecimento da moeda norte-americana tende a reduzir a competitividade das commodities negociadas internacionalmente, impactando o comportamento dos preços.

Mesmo sem a referência de Nova York, o mercado manteve o foco sobre fatores estruturais, como o desempenho produtivo dos principais exportadores mundiais e as condições climáticas nas regiões produtoras.

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Entre os pontos de atenção está a evolução da safra na Índia, segundo maior produtor global de açúcar. O país enfrenta irregularidades no regime de monções, situação que gera preocupação quanto ao potencial produtivo da próxima temporada e pode influenciar a disponibilidade global da commodity.

Açúcar cristal volta a subir no mercado interno

No mercado doméstico, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco comercializado no estado de São Paulo registrou valorização de 0,78% na sexta-feira.

A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 91,46, revertendo parte das perdas acumuladas recentemente. Apesar da recuperação pontual, os preços ainda apresentam recuo de 1,66% no acumulado de junho.

Segundo analistas, o mercado físico continua operando com cautela diante da maior disponibilidade de produto e da postura mais conservadora de compradores e vendedores.

Petróleo influencia estratégia das usinas

Outro fator que permanece no radar do setor sucroenergético é o comportamento do mercado de petróleo. A recente queda das cotações internacionais da commodity reduz a competitividade do etanol frente à gasolina, o que pode estimular as usinas brasileiras a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar.

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Esse movimento tende a elevar a oferta do adoçante no mercado global, aumentando a pressão sobre os preços internacionais nos próximos meses.

Perspectivas para o mercado do açúcar

Para as próximas semanas, o mercado deve continuar monitorando a evolução das condições climáticas na Índia, o ritmo da moagem da cana no Centro-Sul do Brasil e os desdobramentos do mercado energético global.

A combinação entre maior produção brasileira e incertezas sobre a safra indiana deverá seguir determinando o comportamento das cotações, em um cenário marcado por elevada volatilidade e atenção redobrada dos agentes do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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