O 37º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães chega ao fim, neste final de semana, com shows de artistas regionais e nacionais. Com o patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a população tem acesso gratuito à programação que conta com variados estilos musicais como rasqueado, sertanejo, rock, pop rock e pagode.
Considerado um dos maiores festivais de músicas de música e entretenimento do Centro-Oeste, o evento já reuniu cerca de 180 mil pessoas até agora, com recorde de 50 mil espectadores em um único dia.
Na programação, que teve início em 19 de julho, estiveram nomes consagrados da música brasileira como a cantora gospel Aline Barros, a dupla sertaneja Maiara e Maraisa, e as bandas Titãs e 14 Bis, dentre outros.
Nesta sexta-feira (02.08), a partir das 23h30, quem estará no palco principal do festival é o cantor Michel Teló e a dupla João Bosco e Vinícius.
Dentre as atrações regionais, estarão o músico João Eloy e o trio Pescuma, Henrique e Claudinho, que se apresentam a partir das 21h.
No sábado (03.08), a partir das 21h30, o público acompanha os shows de Maurício Mattar, de Lulu Santos e, na sequência, do Queen Tribute Brazil, que resgata clássicos da banda britânica de rock.
As atrações locais no palco principal serão a banda Imitáveis, às 20h20, e o Dj Vasco Neves, às 2h40.
No domingo (04.08), o pagode nacional estará presente no encerramento do 37º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, com os cantores Dilsinho e Ferrugem, a partir das 20h30. Na mesma noite, DJs de Mato Grosso também embalam o público no palco principal, com batidas de funk e de música eletrônica.
Além das atrações musicais, o evento conta com outras atividades, como festivais de balonismo e de paraquedismo, mini mostra de cinema, oficinas e feira gastronômica. A programação completa está disponível no site https://www.festivaldeinvernochapada.com.br/
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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