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Soja enfrenta desafios com logística e pressão internacional antes de relatório do USDA

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Colheita e armazenagem: soja disputa espaço nos silos

A colheita da soja começa a ganhar ritmo no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a concorrência por espaço nos silos preocupa produtores e cooperativas. Segundo a TF Agroeconômica, o acúmulo de grãos de soja, milho e culturas de inverno tende a encarecer o armazenamento nas próximas semanas.

Os preços no interior gaúcho seguem estáveis: Ijuí e Passo Fundo em R$ 123,50/saca, Cruz Alta e Santa Rosa em R$ 123,00, enquanto o porto de Rio Grande registra queda de 4,07%, cotado a R$ 130,00.

Em Santa Catarina, a integração com o complexo agroindustrial local mantém a demanda firme, garantindo maior estabilidade nos preços em relação a estados mais exportadores. No porto de São Francisco do Sul, a soja é vendida a R$ 126,50, recuo de 4,09%.

Condições das lavouras no Paraná permanecem positivas

No Paraná, 89% das lavouras continuam classificadas como boas, apesar do calor acima de 30°C que preocupa produtores quanto à qualidade dos grãos.

Os preços mostram variação regional:

  • Cascavel: R$ 117,00 (+0,86%)
  • Maringá: R$ 124,00 (+5,08%)
  • Ponta Grossa: R$ 122,00 (+0,83%)
  • Pato Branco: R$ 119,00 (+0,85%)

Apesar das oscilações, o estado segue com ritmo regular de colheita e boa perspectiva de produtividade.

Mato Grosso do Sul e Mato Grosso enfrentam gargalos logísticos

Em Mato Grosso do Sul, a falta de capacidade de armazenamento obriga o uso de silos-bolsa e estruturas temporárias, elevando os custos de operação e forçando decisões estratégicas entre comercializar ou estocar.

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Cotações regionais:

  • Dourados: R$ 111,50 (+0,45%)
  • Campo Grande: R$ 110,00 (+0,92%)
  • Maracaju: R$ 107,00 (-2,73%)
  • Chapadão do Sul: R$ 107,00 (+0,94%)
  • Sidrolândia: R$ 110,00 (+0,92%)

Já em Mato Grosso, a comercialização antecipada da safra 2025/26 atingiu 44,14% em janeiro, mas novos negócios desaceleraram devido às baixas na Bolsa de Chicago e à desvalorização do dólar.

Preços médios por região:

  • Campo Verde: R$ 106,00 (+0,95%)
  • Lucas do Rio Verde: R$ 100,60 (+0,80%)
  • Primavera do Leste: R$ 106,50 (+1,04%)
  • Rondonópolis: R$ 108,00 (+0,93%)
  • Sorriso: R$ 99,40 (-1,00%)
Chicago opera em baixa à espera do relatório WASDE

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) registram movimento de realização de lucros, com leve queda nas principais posições antes da divulgação do relatório WASDE (Oferta e Demanda Agrícola Mundial), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (10).

Por volta das 7h30 (horário de Brasília), as posições mais negociadas tinham queda de 2,75 a 3,25 pontos, com o contrato de março cotado a US$ 11,07 e o de maio a US$ 11,22 por bushel.

Segundo analistas da Grão Direto, a expectativa é de que o relatório não traga grandes revisões, mas a possibilidade de aumento dos estoques norte-americanos e produção brasileira acima de 178 milhões de toneladas pode pressionar ainda mais os preços.

Clima e produção da América do Sul impactam o mercado

As condições climáticas continuam sendo fator decisivo para a formação de preços. No Rio Grande do Sul e na Argentina, o calor excessivo e a falta de chuvas causam perdas irreversíveis em algumas áreas.

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Enquanto isso, no Centro-Norte do Brasil, o excesso de chuvas afeta o escoamento da safra e aumenta custos logísticos. Essa combinação gera volatilidade nos preços e mantém os produtores atentos ao momento de venda.

Sessão mista em Chicago reflete cautela

Na última sessão, o mercado encerrou com movimento misto. O contrato março caiu 0,40%, a US$ 1.110,75 por bushel, e o maio recuou 0,33%, para US$ 1.125,00.

No complexo da soja, o farelo caiu 1,91%, enquanto o óleo de soja subiu 2,46%, impulsionado por acordos comerciais com a Índia e uma nova venda de 264 mil toneladas para a China.

Segundo a TF Agroeconômica, a colheita brasileira já alcança 17,4% da área semeada, e o suporte nos preços vem principalmente da valorização do óleo de soja no mercado externo.

Conclusão: expectativa e pressão marcam a semana da soja

Com o avanço da colheita no Brasil, pressão logística nos estados produtores e volatilidade em Chicago, o mercado global de soja segue cauteloso.

A divulgação do relatório WASDE deve ser o principal gatilho de movimento de preços nesta semana, podendo confirmar o cenário de oferta recorde e demanda ajustada.

Enquanto isso, produtores brasileiros enfrentam desafios de armazenagem e comercialização, equilibrando decisões entre vender ou estocar o grão à espera de oportunidades melhores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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