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Soja: exportações recordes, preços pressionados no Brasil e oscilações em Chicago marcam a semana

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Apesar das exportações brasileiras de soja seguirem em ritmo recorde, os preços internos enfrentaram limitações na última semana. Segundo o Cepea, o estoque de passagem da safra 2024/25 deve alcançar 3,9 milhões de toneladas, mais de quatro vezes acima do registrado na temporada anterior, o que pressionou as cotações.

O USDA projeta exportações brasileiras em 102,1 milhões de toneladas e esmagamento de 57 milhões entre outubro/24 e setembro/25. Já a Conab estima embarques ainda maiores, de 106,3 milhões de toneladas, e esmagamento de 57,09 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro/25, ambos recordes históricos. Com produção próxima de 170 milhões de toneladas, o Brasil segue como maior produtor global da oleaginosa.

Panorama da soja nos estados brasileiros

O mercado interno apresentou variações regionais na última semana.

  • Rio Grande do Sul: negociações aquecidas elevaram os preços no porto para R$ 142,56 a saca (+0,75%). No interior, cotações variaram de R$ 133,00 a R$ 134,00 em praças como Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí.
  • Santa Catarina: a demanda externa se manteve firme, impulsionada pela preferência chinesa pela soja sul-americana. No porto de São Francisco, a saca foi negociada a R$ 141,83 (+1,10%).
  • Paraná: manteve valorização em Paranaguá, onde a soja foi cotada a R$ 142,56 (+0,31%). Em Ponta Grossa, o preço atingiu R$ 130,72 (+0,32%), enquanto no balcão a saca ficou em R$ 118,00.
  • Mato Grosso do Sul: negociações avançaram, mas produtores relatam prejuízos com calotes de cerealistas, estimados em R$ 30 milhões. Em Dourados e Campo Grande, o preço ficou em R$ 123,39/saca.
  • Mato Grosso: as vendas imediatas aumentaram, mas a comercialização segue lenta diante da volatilidade em Chicago e da tensão entre China e EUA. Em Lucas do Rio Verde e Sorriso, a saca foi negociada a R$ 119,12.
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Chicago: soja abre semana em baixa após ganhos expressivos

Na manhã desta segunda-feira (18), os contratos da soja iniciaram o pregão em queda, após ganhos consistentes na semana passada. Por volta das 7h25 (horário de Brasília), o contrato de novembro era cotado a US$ 10,38/bushel e o de janeiro a US$ 10,57/bushel, ambos em leve recuo de pouco mais de 4 pontos.

O mercado opera de forma lateral, à espera de novidades sobre a relação comercial entre China e Estados Unidos. Nos EUA, a safra segue em ritmo regular, mas menor do que o esperado inicialmente. O destaque fica para o esmagamento doméstico, que atingiu níveis recordes.

Semana foi de valorização na Bolsa de Chicago

Na sexta-feira (15), os contratos da soja encerraram a sessão em alta, sustentados pela menor área cultivada nos EUA em seis anos e pelo forte ritmo de esmagamento. O contrato de setembro subiu 1,46%, cotado a US$ 1.022,25/bushel, enquanto o de novembro avançou 1,36%, a US$ 1.042,50/bushel.

O relatório WASDE do USDA trouxe um ajuste expressivo, com migração de cerca de 2 milhões de acres do milho para a soja, maior aumento desde 1995. O movimento surpreendeu o mercado e reforçou a tendência altista.

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No acumulado da semana, a oleaginosa valorizou 5,63% em Chicago, enquanto o farelo subiu 2,46% e o óleo avançou 0,89%, confirmando um cenário de oferta mais restrita diante de uma demanda ainda aquecida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil leva cerca de 50 empresas à Alimentec e fortalece promoção do agro brasileiro na Colômbia

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O Brasil participou da Alimentec | Anuga Select Colombia com cerca de 50 empresas do setor agroalimentar, em uma ação voltada à promoção comercial e à ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado colombiano. Considerada uma das principais feiras internacionais de alimentos e bebidas da América Latina e do Caribe, a Alimentec reuniu expositores, compradores e representantes da cadeia de abastecimento de diversos países.

A participação brasileira contou com o Pavilhão Brasil, organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). O espaço apresentou a diversidade e a qualidade da produção agropecuária nacional, reunindo empresas de diferentes segmentos e promovendo o contato direto com importadores, distribuidores, compradores e representantes dos setores de varejo, alimentação fora do lar e serviços.

A delegação brasileira contou com a participação do embaixador do Brasil na Colômbia, Paulo Estivallet; do adido agrícola do Brasil no país, Clóvis Serafini; e da representante da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Larissa Maluf. Durante o evento, foram realizadas reuniões institucionais, visitas técnicas e encontros com representantes do setor produtivo e empresarial dos dois países.

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A Alimentec reúne empresas e profissionais dos segmentos de alimentos, bebidas, hotelaria, restaurantes, catering, varejo e distribuição, constituindo-se como importante plataforma para a geração de negócios e o fortalecimento de parcerias comerciais. Para o Brasil, a participação na feira representa uma oportunidade estratégica para ampliar o acesso de produtos agropecuários ao mercado colombiano e fortalecer o relacionamento com potenciais compradores.

A Colômbia está entre os principais mercados do agronegócio brasileiro na América do Sul. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 873 milhões em produtos agropecuários para o país, com destaque para café, produtos florestais e bebidas. Os números evidenciam a relevância do mercado colombiano para o setor e o potencial de expansão e diversificação da pauta exportadora brasileira.

Os contatos realizados durante a Alimentec deverão contribuir para o avanço das negociações entre empresas brasileiras e colombianas, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a presença do agro brasileiro no mercado colombiano.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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