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Soja sobe em Chicago com apoio do farelo e dólar fortalece mercado brasileiro, mas logística limita altas

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O mercado internacional da soja opera em recuperação nesta quarta-feira (24), com os contratos futuros registrando alta na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionados principalmente pela valorização do farelo de soja, pela demanda internacional e pelo reposicionamento de fundos de investimento. No Brasil, a desvalorização do real reforça a competitividade das exportações, embora desafios logísticos e a ampla oferta de grãos continuem limitando avanços mais expressivos nos preços internos.

Por volta das 7h50 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa avançavam entre 1,75 e 2,25 pontos. O contrato julho era negociado a US$ 11,19 por bushel, enquanto o novembro alcançava US$ 11,44 por bushel. No complexo soja, o farelo apresentava ganhos superiores a 0,5%, enquanto o óleo seguia em queda, mantendo um cenário de equilíbrio entre os derivados.

Clima nos Estados Unidos e relatório do USDA permanecem no foco

Analistas destacam que o mercado continua sendo influenciado por uma combinação de fatores climáticos, técnicos e geopolíticos. As previsões meteorológicas para o cinturão agrícola norte-americano seguem sendo acompanhadas de perto pelos investidores, especialmente em um período decisivo para o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, cresce a expectativa em torno do relatório de revisão de área plantada que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no próximo dia 30 de junho, considerado um dos documentos mais importantes para a formação dos preços globais da soja.

Na sessão anterior, os contratos da oleaginosa encerraram o dia de forma mista. O vencimento julho avançou 0,11%, para US$ 11,17 por bushel, enquanto agosto subiu 0,13%, fechando em US$ 11,24. O farelo registrou valorização de 1,03%, reforçando o suporte ao complexo soja, ao passo que o óleo recuou 0,79%.

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Tensões geopolíticas aumentam volatilidade das commodities

O ambiente macroeconômico também segue adicionando volatilidade aos mercados agrícolas. As negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, especialmente relacionadas ao fluxo de embarques pelo Estreito de Ormuz, permanecem no radar dos investidores.

Apesar da redução das tensões observada nos últimos dias, os reflexos sobre os mercados financeiros continuam sendo monitorados. Na manhã desta quarta-feira, os contratos do petróleo Brent e WTI apresentavam queda próxima de 2%, influenciando o comportamento das commodities em nível global.

Dólar favorece exportações e amplia competitividade da soja brasileira

No mercado doméstico, a valorização do dólar frente ao real continua sendo um dos principais fatores de sustentação para os preços da soja. A moeda norte-americana mais forte aumenta a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e estimula a comercialização por parte dos produtores.

Entretanto, especialistas alertam que o cenário interno ainda enfrenta limitações decorrentes da elevada disponibilidade de grãos. O avanço da comercialização da safra recorde e o forte ritmo de embarques nos portos mantêm pressão sobre o mercado físico.

Logística e armazenagem desafiam produtores em diversas regiões

A situação logística segue como um dos principais pontos de atenção no país. No Paraná, o avanço da colheita do milho safrinha tem aumentado a pressão sobre os armazéns, acelerando a necessidade de escoamento dos estoques de soja.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional, a colheita do milho atingiu 20,86% da área cultivada, intensificando os gargalos de armazenagem. O indicador estadual da soja alcançou R$ 106,73 por saca, o maior valor nominal registrado em 2026.

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Já em Mato Grosso do Sul, entidades do setor defendem a antecipação do calendário de plantio para o dia 1º de setembro, enquanto o vazio sanitário permanece em vigor até 15 de setembro.

Sul do Brasil registra mercado firme e atenção ao clima

No Rio Grande do Sul, a colheita da soja está praticamente concluída e os preços permaneceram estáveis, com referência de R$ 133 por saca no porto de Rio Grande. O estado segue acompanhando as perspectivas para a próxima safra e a evolução das exportações.

Em Santa Catarina, os preços apresentaram avanço, com negócios em São Francisco do Sul alcançando R$ 131 por saca. O mercado regional acompanha com atenção os alertas para ocorrência de geadas, que podem afetar culturas de inverno em desenvolvimento.

Exportações e processamento reforçam perspectivas positivas

As perspectivas para o complexo soja brasileiro seguem favoráveis. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou sua projeção de processamento para 63 milhões de toneladas em 2026.

Além disso, a entidade estima exportações recordes de 114,1 milhões de toneladas para o complexo soja, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global da commodity.

Diante desse cenário, o mercado permanece atento à combinação entre clima nos Estados Unidos, comportamento do dólar, movimentação dos fundos de investimento e capacidade logística brasileira, fatores que devem continuar determinando a direção dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne de búfalo estreia na Feicorte 2025 com pratos inspirados no tropeirismo e aposta em novos mercados

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A carne de búfalo será apresentada pela primeira vez na Feicorte, realizada de 23 a 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP). A iniciativa marca a estreia da proteína bubalina em um dos principais encontros da cadeia produtiva de carnes do país.

A ação é conduzida por associados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), que irão apresentar ao público preparações que unem carne e derivados do leite de búfala, reforçando o potencial gastronômico e a versatilidade do produto.

Degustações destacam carne de sol e produtos lácteos de búfala

Entre os destaques da programação, o público poderá degustar carne de sol de búfalo acompanhada de manteiga de búfala aromatizada e stracciatella. Outra preparação que integra o cardápio é a paçoca de pilão feita com carne bubalina, resgatando referências da culinária tradicional brasileira.

Além das receitas com carne, também serão apresentados derivados do leite de búfala, como muçarela, burrata, manteiga e stracciatella, utilizados nas combinações servidas durante o evento.

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Segundo o criador de búfalos em Sarapuí (SP) e ex-presidente da ABCB, Caio Rossato, a presença da espécie em uma feira voltada ao setor de carnes amplia a visibilidade do produto e aproxima o consumidor final da cadeia produtiva.

“A presença do búfalo em eventos ligados à carne e ao leite permite apresentar os produtos e ampliar o conhecimento do público sobre as qualidades, o sabor e as texturas da proteína e dos derivados lácteos”, afirmou.

Carne de búfalo resgata tradição do tropeirismo

A escolha da paçoca de pilão como uma das preparações apresentadas na feira tem ligação direta com a história do tropeirismo no Brasil. O prato remete à alimentação utilizada por viajantes que transportavam animais por longas distâncias no período colonial e imperial.

De acordo com Rossato, essa tradição gastronômica percorreu rotas importantes do Sul e Sudeste do país, passando por estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, até chegar ao mercado de Sorocaba.

Estratégia de valorização e expansão do consumo

A participação na Feicorte também tem como objetivo ampliar o reconhecimento da carne de búfalo no mercado brasileiro, reforçando seu potencial como alternativa à carne bovina tradicional.

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Para a ABCB, eventos do setor são fundamentais para aproximar produtores, indústria e consumidores, promovendo a diversificação do consumo de proteínas e derivados lácteos.

“A degustação em feiras como esta ajuda a divulgar os produtos e permite que o consumidor conheça melhor o sabor e as diferentes formas de utilização da carne e dos lácteos de búfala”, reforçou Rossato.

Com a estreia na Feicorte, o setor bubalino busca consolidar espaço em um dos principais palcos da pecuária de corte no Brasil, ampliando sua presença em eventos estratégicos da cadeia da carne.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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