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Soja vive semana de contrastes: queda nas cotações internas, cautela no plantio e disputa comercial entre Brasil e EUA

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A comercialização da soja apresentou queda em várias regiões produtoras do Brasil, refletindo um momento de cautela entre produtores e compradores. No Rio Grande do Sul, os preços recuaram tanto nos portos quanto no interior. Segundo a TF Agroeconômica, o valor no porto caiu para R$ 140,00 por saca (-0,36%), enquanto nas praças de Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz a cotação média ficou em R$ 130,00 (-0,76%). Em Panambi, o mercado físico registrou queda mais acentuada, com o preço de pedra em R$ 120,00 por saca, sinalizando maior resistência dos produtores à liquidez.

Em Santa Catarina, a estabilidade domina o mercado. O porto de São Francisco do Sul manteve o preço da soja em R$ 139,88 por saca (-0,26%), demonstrando equilíbrio entre oferta e demanda. A ausência de volatilidade reflete um ambiente comercial previsível, mesmo diante da redução dos prêmios internacionais.

No Paraná, o plantio segue acelerado, e o estado mantém a liderança nacional na semeadura da nova safra. O preço da soja em Paranaguá alcançou R$ 141,05 (+0,30%), enquanto em Cascavel e Maringá as cotações ficaram em R$ 128,17 (-0,19%) e R$ 129,53 (+0,08%), respectivamente. Em Ponta Grossa, o preço foi de R$ 132,31 (+0,08%) por saca FOB, e no balcão, R$ 120,00.

Em Mato Grosso do Sul, o ritmo de comercialização segue lento. Custos elevados e margens apertadas têm levado produtores a segurar as vendas. Em praças como Dourados, Campo Grande, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia, a saca foi cotada em média a R$ 124,05, com variação positiva de até 0,54%.

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Chicago realiza lucros após altas e foca em disputa comercial entre China e EUA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a terça-feira (4) começou com uma leve correção técnica após ganhos expressivos no início da semana. Por volta das 7h10 (horário de Brasília), os contratos da soja recuavam pouco mais de seis pontos nos principais vencimentos: janeiro a US$ 11,28 e maio a US$ 11,42 por bushel.

O mercado segue atento ao desenrolar das relações comerciais entre China e Estados Unidos, em meio à expectativa de novos acordos de compra. Analistas apontam que o país asiático ainda necessita de soja americana, embora o produto brasileiro esteja mais competitivo no momento, o que reforça a preferência dos chineses pelo grão nacional.

Outro fator que contribui para a leve retração é a fraqueza observada nos mercados de farelo e óleo de soja, que ajudam a pressionar as cotações do grão. Além disso, as condições climáticas na América do Sul permanecem sob análise: embora o plantio da safra 2025/26 avance, ainda há preocupação com o regime de chuvas em regiões-chave do Brasil e da Argentina.

Soja fecha em alta na segunda-feira com novas compras chinesas

Antes da correção, a segunda-feira (3) havia sido de alta para os contratos futuros da soja na CBOT. O contrato novembro subiu 1,82%, para US$ 11,19 por bushel, e o janeiro avançou 1,68%, chegando a US$ 11,34. No mercado de derivados, o farelo teve leve queda de 0,25% (US$ 320,8 por tonelada curta), enquanto o óleo valorizou 2,38%, atingindo US$ 49,84 por libra-peso.

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O impulso veio das novas compras chinesas de soja americana, sinalizando retomada da demanda. Segundo o acordo anunciado pela Casa Branca, a China deverá importar 12 milhões de toneladas de soja dos EUA até o fim de 2025 e 25 milhões anuais entre 2026 e 2028. Parte dessas aquisições deve ocorrer por meio de empresas estatais, com ritmo variável de execução.

Mesmo com a intensificação das compras, a China continua diversificando suas origens, mantendo o Brasil em posição estratégica. O país segue competitivo, com prêmios mais baixos e alta disponibilidade para embarques. Relatos do mercado indicam que compradores já reservaram cerca de 20 carregamentos de soja brasileira, distribuídos entre dezembro de 2025 e julho de 2026, reforçando a disputa entre os dois maiores exportadores globais.

A tendência é de volatilidade nos próximos meses, até a colheita da nova safra brasileira, que deve consolidar novamente o país como principal fornecedor mundial da oleaginosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço mínimo do algodão sobe para R$ 119,13 por arroba

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Com uma produção estimada em 4,06 milhões de toneladas de pluma e apenas 8,1% das lavouras colhidas, o algodão brasileiro entra na fase decisiva da safra 2025/26 com perspectivas de oferta elevada e forte dependência do mercado externo. Nesse cenário, o governo reajustou em 3,82% o preço mínimo que servirá de referência para a comercialização da próxima temporada.

A Portaria nº 934, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, elevou o preço mínimo do algodão em pluma de R$ 114,58 para R$ 119,13 por arroba. O valor será aplicado à safra 2026/27, com períodos de vigência diferentes conforme a região produtora.

No Centro-Oeste, em Minas Gerais e no oeste da Bahia, onde está concentrada a maior parte da produção nacional, o novo preço valerá entre maio de 2027 e abril de 2028. No Sul e no Sudeste, com exceção de Minas Gerais, a vigência começará em março de 2027. Nas demais áreas do Norte e do Nordeste, a referência entrará em vigor em julho do próximo ano.

O governo também aumentou o preço mínimo do algodão em caroço, de R$ 45,83 para R$ 47,65 por 15 quilos. Para o caroço de algodão, utilizado principalmente na alimentação animal e na fabricação de óleo, o valor passou de R$ 6,73 para R$ 7,15, alta de 6,24%.

Os preços integram a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Na prática, funcionam como referência para eventuais operações públicas de apoio à comercialização quando as cotações ficam abaixo do patamar estabelecido. A existência do preço mínimo, porém, não significa que o governo comprará automaticamente a produção. As intervenções dependem de regulamentação, disponibilidade de recursos e decisão das autoridades econômicas.

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A atualização ocorre enquanto os produtores começam a retirar do campo uma das maiores safras de algodão da história. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula que foram semeados 2,02 milhões de hectares na temporada 2025/26, redução de 3,2% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo com a área menor, a produtividade média da pluma deve aumentar 2,8%, para 2.011 quilos por hectare. A produção está estimada em 4,06 milhões de toneladas, apenas 0,5% abaixo do recorde de 4,08 milhões de toneladas registrado na safra passada.

O trabalho de colheita ainda está no começo nos principais Estados produtores. O Paraná já encerrou as atividades e São Paulo se aproxima do fim, enquanto Mato Grosso, responsável pela maior parcela da oferta brasileira, iniciou a retirada dos primeiros talhões. Na Bahia, segunda maior produtora, áreas de sequeiro já estão sendo colhidas, enquanto parte das lavouras irrigadas permanece em desenvolvimento.

Até o levantamento mais recente, 8,1% da área nacional havia sido colhida. Outros 78,4% das lavouras estavam em maturação e 13,5% ainda se encontravam na fase de formação das maçãs. Chuvas registradas entre maio e junho aumentaram a atenção para doenças e qualidade da fibra em algumas regiões, mas a Conab não identificou, até agora, perdas expressivas no rendimento nacional.

O tamanho da colheita reforça a importância das exportações para a sustentação dos preços. A Conab projeta embarques de 3,38 milhões de toneladas de pluma, volume equivalente a mais de 80% da produção estimada para a temporada. Parte desses embarques também poderá ser atendida pelos estoques acumulados de safras anteriores.

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Nos oito primeiros dias úteis de julho, o Brasil exportou 66,4 mil toneladas. A média diária ficou 55,5% acima da registrada no mesmo período de 2025, segundo acompanhamento da Conab. No mercado interno, compradores ainda aguardam a entrada de volumes maiores da nova safra antes de ampliar as negociações.

As cotações permanecem acima do preço mínimo atualmente vigente. Na semana encerrada em 10 de julho, a pluma foi negociada, em média, a R$ 128,35 por arroba em Mato Grosso e a R$ 136,67 na Bahia. A diferença oferece alguma proteção neste início de colheita, mas pode diminuir caso o avanço da oferta pressione o mercado ou as exportações percam ritmo.

O avanço da produção colocou o Brasil na terceira posição entre os maiores produtores mundiais, atrás apenas de China e Índia. No comércio internacional, o país ocupa a liderança e deve permanecer como o maior exportador global de algodão, à frente dos Estados Unidos, conforme as projeções do Departamento de Agricultura norte-americano.

A posição conquistada amplia as oportunidades, mas também deixa a renda do produtor mais exposta ao câmbio, às cotações internacionais e ao comportamento dos compradores asiáticos. Em uma safra superior a 4 milhões de toneladas, o novo preço mínimo representa uma referência de proteção, mas a capacidade de escoar a produção continuará sendo decisiva para as cotações recebidas no campo.

Fonte: Pensar Agro

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