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Sorgo ganha espaço no Rio Grande do Sul e pode gerar mais de R$ 2 mil por hectare ao produtor

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O sorgo vem ganhando destaque entre os produtores do Rio Grande do Sul como uma alternativa agrícola rentável e mais resiliente às adversidades climáticas. Resultados das primeiras áreas colhidas pela empresa Boa Safra (SOJA3), referência nacional na produção de sementes, apontam rentabilidade líquida superior a R$ 2.000 por hectare.

As lavouras foram implantadas entre agosto e setembro de 2025, e os resultados positivos reforçam o potencial econômico da cultura na região. Um dos destaques é o híbrido BS005, que apresenta ciclo aproximado de 120 dias, permitindo colheita antecipada e maior flexibilidade no planejamento das atividades agrícolas.

Híbrido precoce amplia eficiência do sistema produtivo

O desempenho do BS005 tem chamado atenção por combinar produtividade com ciclo relativamente curto. Essa característica permite ao produtor realizar a colheita mais cedo, abrindo espaço para outras culturas ou atividades dentro da propriedade.

O ciclo de cerca de quatro meses contribui para uma melhor gestão da área agrícola, possibilitando maior diversificação e aproveitamento do calendário de plantio.

Contratos garantem previsibilidade de receita ao produtor

Outro fator que tem impulsionado o cultivo do sorgo no estado é o modelo comercial adotado pela Boa Safra. A empresa tem incentivado a cultura por meio de contratos firmados com indústrias de ração animal e biocombustíveis.

Esses acordos oferecem maior segurança ao produtor, garantindo previsibilidade de receita de até 85% do valor da saca de milho comercializado na região onde ocorre o plantio.

Esse modelo reduz a exposição às oscilações de mercado e cria um ambiente mais favorável para o investimento na cultura.

Cultura apresenta vantagens agronômicas em anos de clima adverso

Além da segurança comercial, o sorgo também se destaca por características agronômicas que favorecem sua adoção.

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Entre os principais diferenciais estão:

  • menor custo com insumos
  • ciclo mais curto em comparação a outras culturas
  • alta tolerância ao estresse hídrico
  • boa adaptação a temperaturas elevadas

Esses fatores permitem que a cultura mantenha desempenho mais estável mesmo em cenários de estiagem prolongada ou irregularidade climática, situação recorrente em diversas regiões do estado.

O período de plantio, que pode ocorrer entre a segunda quinzena de agosto e o final de novembro, também posiciona o sorgo como uma alternativa de verão ainda pouco explorada no Rio Grande do Sul.

Estrutura de comercialização facilita adoção da cultura

Para apoiar os produtores interessados na cultura, a Boa Safra estruturou áreas comerciais e uma rede de parceiros para recebimento e comercialização do grão.

Essa estrutura é considerada estratégica, principalmente porque o período de colheita do sorgo coincide com o do milho, o que poderia dificultar a logística de comercialização sem um planejamento adequado.

Com o suporte oferecido pela empresa, o produtor consegue escoar a produção com maior eficiência.

Sorgo amplia possibilidades de uso dentro da propriedade

De acordo com Rafael Tombini, gerente comercial da Regional Sul da Boa Safra, o sorgo pode agregar valor ao sistema produtivo ao permitir diferentes estratégias agrícolas.

Segundo ele, a cultura possibilita tanto o cultivo de uma segunda safra, como a implantação de soja safrinha plantada em janeiro, além do consórcio com forrageiras para pastejo bovino.

Essa flexibilidade contribui para ampliar a diversificação da propriedade e reduzir riscos produtivos.

“Ele permite tanto a implantação de uma segunda safra quanto o consórcio com forrageiras para pastejo bovino, agregando valor ao sistema produtivo e oferecendo uma alternativa rentável e de menor risco”, afirma Tombini.

Resistência do sorgo chama atenção de produtores gaúchos

A irregularidade climática recente no estado tem reforçado o interesse pela cultura. Enquanto lavouras de milho registram perdas de produtividade em algumas regiões, o sorgo tem apresentado desenvolvimento mais estável.

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Segundo Tombini, essa característica tem despertado o interesse de produtores principalmente no noroeste gaúcho e no sul do estado.

Os primeiros relatos de campo indicam satisfação com os resultados e já há produtores sinalizando expansão da área cultivada nas próximas safras.

Resultados iniciais ajudam a definir melhor janela de plantio

As primeiras colheitas também têm servido como base para avaliar o comportamento da cultura em diferentes períodos de plantio.

Algumas áreas começaram a ser colhidas já no mês de janeiro, o que permitirá aos técnicos mapear as melhores janelas agrícolas para o sorgo no estado.

Segundo Tombini, esse acompanhamento será essencial para consolidar o potencial produtivo e econômico da cultura no Rio Grande do Sul.

Trabalho técnico reforça potencial do sorgo no estado

Para Éder Santos, gerente nacional de sorgo da Boa Safra, as condições climáticas e agrícolas do Rio Grande do Sul favorecem a expansão da cultura.

Ele destaca que a empresa tem investido em híbridos precoces e de alto desempenho, além de oferecer suporte técnico aos produtores.

“Com híbridos precoces e de alta qualidade, a empresa tem realizado um trabalho técnico consistente na região, oferecendo suporte de manejo e garantindo resultados concretos ao produtor”, avalia Santos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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