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Summit Brasil-Índia-Indonésia reforça agenda de negócios do agro

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Termina nesta sexta-feira (09.01), em Campinas (cerca de 100km da Capital, São Paulo) o 1º Summit Anual das Câmaras de Comércio Indo-Brasileira e Indonésia-Brasil, evento que reuniu autoridades públicas, empresários, investidores e especialistas de diferentes regiões do país e do exterior para discutir inovação, comércio internacional e novas frentes de investimento no eixo Brasil–Índia–Indonésia.

A Indonésia, maior economia do Sudeste Asiático, desponta como um parceiro estratégico do Brasil, sobretudo nas áreas de agronegócio e energia. Já a relação com a Índia envolve uma pauta diversificada, que inclui comércio exterior e cooperação tecnológica, sustentada por um intercâmbio já estruturado e em expansão em diferentes setores.

Imagem: assessoria

Ao longo de três dias de programação, o Summit se consolidou como um espaço estratégico de articulação entre governos e iniciativa privada, com foco em negócios estruturados, cooperação internacional e integração produtiva.

Entre os participantes estiveram o Diretor de Negócios e Inovação, Acimar Lisboa, e a Diretora de Relações Internacionais, Su Jung Ku, do Instituto do Agronegócio (IA), parceiro do evento, além de Allan Camilo, representante da Câmara de Comércio Indonésia-Brasil.

A agenda contou ainda com a presença de autoridades municipais, com destaque para o prefeito de Primavera do Leste (MT), Sérgio Machnic, e o prefeito de Sorriso (MT), Alei Fernandes, reforçando o protagonismo do agronegócio do Centro-Oeste nas discussões sobre mercados globais. Empresários e profissionais de estados como Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina também marcaram presença.

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O Summit foi estruturado em torno de verticais estratégicas de negócio, que refletiram os principais interesses comuns entre os países. Na área de sustentabilidade, foram debatidas soluções avançadas para gestão ambiental, tratamento de água e projetos com impacto direto em cidades e indústrias. Em tecnologia, o foco esteve em inovação, fundos de investimento, integração com o ecossistema Startup India e sistemas digitais voltados à modernização governamental.

O eixo de trading destacou oportunidades no comércio exterior, com ênfase no agronegócio, no setor farmacêutico, na exportação de produtos e na ampliação de portfólios bilaterais. Já o bloco de negócios e investimentos abordou projetos estruturados em biofertilizantes, nanotecnologia, securitização, turismo corporativo, intercâmbio acadêmico e parcerias industriais estratégicas.

A programação desta sexta-feira é dedicada especialmente ao agronegócio, mercados estratégicos e matchmaking, com painéis sobre energia, sustentabilidade e transição verde, infraestrutura, máquinas e implementos agrícolas, além do mercado farmacêutico e de saúde. Um dos destaques é o debate sobre o Consórcio de Agricultura Índia–Brasil, com foco em integração produtiva, tecnologia agrícola e segurança alimentar, incluindo cooperação público-privada, cadeias produtivas, inovação e transferência tecnológica.

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Também estão sendo apresentadas oportunidades comerciais e institucionais com a Indonésia, bem como estratégias de aproximação com a Índia, reforçando o caráter trilateral do encontro. A tarde será marcada por uma sessão estruturada de matchmaking, promovendo conexões B2B, B2G e B2I, com reuniões dirigidas por setor e consolidação de parcerias e projetos.

O evento se encerra com uma cerimônia oficial onde serão apresentadas as conclusões do Summit, os próximos passos e a agenda futura, com o objetivo claro de alinhar estratégias e definir novas frentes de negócios para 2026.

Realizado no Royal Palm Plaza, em Campinas, o 1º Summit das Câmaras Indo-Brasileira e Indonésia-Brasil se posiciona como um evento-chave para empresas e lideranças que buscam inovação, acesso a mercados internacionais e oportunidades de investimento em uma das regiões mais dinâmicas da economia global.

Fonte: Pensar Agro

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Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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