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MPA lança Panorama da Pesca Amadora e Esportiva

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O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou, nesta quinta-feira (26/03), o Panorama da Pesca Amadora e Esportiva, documento que apresenta uma visão sobre o setor no país. O evento de lançamento foi realizado na sede do MPA, em Brasília, e contou com a participação de diversas autoridades, incluindo o ministro André de Paula.  

O objetivo do documento é organizar informações sobre a pesca amadora e esportiva brasileira, oferecendo uma compreensão abrangente do setor, seus desafios, potencialidades e oportunidades de desenvolvimento sustentável. Esse é mais um produto de um conjunto de entregas para apoiar a atividade, que ainda inclui o Plano Nacional da Pesca Amadora e Esportiva e o Painel do Pescador Amador e Esportivo.  

Durante o lançamento, a diretora do Departamento de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Sandra Silvestre, falou sobre a importância dessa entrega para o setor. “Trata-se de um documento que representa um importante esforço de sistematização do conhecimento sobre uma prática com forte presença no país, na economia de diversas regiões e na relação histórica do brasileiro com seus recursos naturais”, afirmou.  

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O ministro André de Paula reforçou a relevância do documento e os esforços da equipe para fazer esta entrega. “Nós trabalhamos muito para resgatar a estatística pesqueira, para viver um momento como esse, porque ninguém governa sem planejamento. E o que nós estamos fazendo aqui é entregar ao setor um documento, um panorama, que traz para a luz aquilo que a gente apenas achava e agora sabe, tem certeza”, declarou.  

André de Paula também ressaltou a importância de o MPA desenvolver políticas públicas para o fortalecimento do setor. “Falar de pesca esportiva e amadora é falar de paixão, é falar de uma coisa que traz prazer, é falar de esporte, é falar de lazer. Mas para muito além disso, é falar de uma pesca sustentável. É falar de emprego, de renda, de economia”, destacou.  

Um guia para a pesca amadora e esportiva  

O Panorama foi elaborado pela Consultoria nº 060/2023/IGRAPESCA, por meio do Projeto de Cooperação Técnica (PCT/BRA/IICA/16/001). O documento inclui:  

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  • Histórico da pesca amadora e esportiva no Brasil;   
  • Modalidades de pesca praticadas;   
  • Ambientes de ocorrência (água doce e marinha);   
  • Principais espécies envolvidas;   
  • Cadeia produtiva associada (pescadores, turismo, indústria, guias, comércio);   
  • Turismo de pesca e sua relevância econômica;   
  • Instrumentos de gestão e regulamentação;   
  • Desafios, impactos e conflitos relacionados à atividade;   
  • Recomendações e estratégias para fortalecimento sustentável do setor.  

Para Sandra Silvestre, o documento representa uma luz para o futuro da atividade no Brasil. “O Panorama da Pesca Amadora e Esportiva no Brasil constitui uma contribuição relevante para ampliar o conhecimento sobre essa prática e para apoiar a construção de caminhos que garantam sua continuidade de forma responsável, inclusiva e sustentável”, concluiu. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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JBS lucra US$ 221 milhões no 1º trimestre de 2026 e operações no Brasil ajudam a compensar crise nos EUA

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JBS amplia receita global e mantém resiliência operacional

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, em um período marcado por forte pressão sobre a operação de carne bovina nos Estados Unidos e desempenho positivo das unidades brasileiras.

A receita líquida global da companhia atingiu US$ 21,6 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente por:

  • Forte demanda global por proteínas
  • Crescimento das exportações brasileiras
  • Desempenho consistente da Seara
  • Diversificação geográfica das operações
Estratégia multiproteína ajudou empresa a enfrentar cenário adverso

A companhia destacou que sua estratégia global multiproteína e multigeográfica foi fundamental para compensar o ambiente desafiador enfrentado pela operação de bovinos na América do Norte.

No trimestre, a JBS registrou:

  • EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão
  • Margem EBITDA de 5,2%
  • Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 22,1%

De acordo com Gilberto Tomazoni, a empresa manteve foco rigoroso em eficiência operacional e geração de caixa.

“Entendemos os ciclos naturais de cada proteína e seguimos gerindo o negócio com disciplina e responsabilidade”, afirmou o executivo.

Operação nos EUA enfrenta “tempestade perfeita”

A unidade JBS Beef North America foi o principal ponto de pressão nos resultados.

A operação registrou:

  • Receita líquida de US$ 7,167 bilhões
  • EBITDA negativo de US$ 267 milhões
  • Margem EBITDA de -3,7%

Segundo a companhia, o segmento enfrenta um dos momentos mais críticos do ciclo pecuário norte-americano, com:

  • Menor oferta de gado
  • Forte aumento no custo da matéria-prima
  • Pressão sobre margens industriais
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A empresa informou que vem promovendo ajustes organizacionais e operacionais para aumentar eficiência e capturar sinergias no mercado norte-americano.

Seara mantém forte rentabilidade e crescimento nas vendas

A Seara foi um dos grandes destaques do trimestre.

A unidade registrou:

  • Receita líquida de US$ 2,379 bilhões
  • Margem EBITDA de 15,5%

O desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas no mercado interno e nas exportações, mesmo diante de desafios geopolíticos em mercados estratégicos.

A companhia segue investindo em:

  • Produtos de valor agregado
  • Expansão de portfólio
  • Fortalecimento de marca
  • Inovação industrial
JBS Brasil registra receita recorde para primeiro trimestre

A operação JBS Brasil também apresentou resultados robustos.

A unidade alcançou:

  • Receita líquida recorde de US$ 3,78 bilhões
  • Margem EBITDA de 4,4%

O desempenho foi impulsionado pela forte demanda internacional e pela diversificação dos destinos de exportação da carne bovina brasileira.

No mercado interno, a marca Friboi ampliou parcerias comerciais e reforçou o foco em produtos de maior valor agregado.

Alta do boi gordo pressiona margens no Brasil

Apesar do crescimento da receita, a rentabilidade da operação brasileira foi impactada pelo aumento no custo do gado.

Segundo dados do Cepea/Esalq, o preço médio do boi gordo no trimestre atingiu R$ 338 por arroba, alta de 6% frente ao mesmo período de 2025.

A valorização reflete:

  • Demanda internacional aquecida
  • Oferta mais ajustada de animais
  • Mercado exportador fortalecido
Pilgrim’s Pride e operação de suínos mantêm desempenho positivo

A Pilgrim’s Pride encerrou o trimestre com:

  • Receita líquida de US$ 4,529 bilhões
  • Margem EBITDA de 9,9%
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Mesmo impactada por eventos climáticos extremos de inverno, a operação avançou em modernização industrial e ampliação de produtos.

Já a JBS USA Pork registrou:

  • Receita recorde de US$ 2,032 bilhões
  • Margem EBITDA de 13,5%

Os resultados foram sustentados pela forte demanda por proteínas mais acessíveis no mercado norte-americano.

Austrália mantém crescimento apesar de custos elevados

A operação australiana da JBS Austrália apresentou receita líquida de US$ 2,145 bilhões no trimestre.

A margem EBITDA ficou em 6,2%, sustentada por:

  • Ganhos de produtividade
  • Crescimento dos volumes exportados
  • Bom desempenho nos segmentos de salmão e suínos

Mesmo com aumento de quase 30% nos custos do gado nos últimos 12 meses, a operação manteve forte execução operacional.

Companhia reforça solidez financeira e alonga dívida

A JBS também destacou o fortalecimento da estrutura financeira.

A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em 2,77 vezes, dentro da meta de longo prazo da companhia.

Segundo Guilherme Cavalcanti, a estratégia de gestão de passivos permitiu:

  • Alongar prazo médio da dívida para 15,6 anos
  • Reduzir pressão de vencimentos até 2031
  • Manter custo médio atrativo de 5,7% ao ano

A companhia afirma que a posição financeira sólida oferece segurança para atravessar ciclos mais desafiadores e continuar investindo em expansão global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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