Agro News

Tarifas dos EUA devem voltar a gerar volatilidade e aumentar incertezas para importadores

Publicado

A política tarifária dos Estados Unidos deve continuar no centro das atenções do comércio internacional nos próximos meses. Após um período de relativa estabilidade, especialistas alertam que o cenário tende a ganhar nova volatilidade, impulsionado por mudanças regulatórias, disputas judiciais e possíveis revisões nas regras de importação norte-americanas.

O ambiente preocupa principalmente empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos e insumos para processamento de alimentos, segmentos diretamente impactados pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

O tema foi debatido durante mais uma edição do BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars promovida pela Baking Equipment Manufacturers and Allieds. Na avaliação de Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, o mercado não deve interpretar o atual momento como um cenário definitivo de estabilidade.

Segundo a especialista, a calmaria observada nos últimos meses tende a ser temporária, exigindo das empresas maior preparo para possíveis oscilações tarifárias e novos custos sobre importações.

Suprema Corte dos EUA abre caminho para reembolsos bilionários

Um dos principais movimentos recentes ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como base para aplicação de tarifas.

Leia mais:  Safra de grãos 2026 tem leve queda com impacto do clima irregular e avanço de pragas no Brasil

A medida abriu espaço para o início dos reembolsos a importadores afetados. De acordo com Jarosz, aproximadamente US$ 35 bilhões já foram devolvidos aos importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados anteriormente por meio dessas tarifas.

Nesta etapa, podem ser protocolados pedidos relacionados a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores oficialmente registrados ou despachantes aduaneiros estão autorizados a solicitar os valores.

Governo Trump ainda pode recorrer da decisão

Apesar da abertura para os reembolsos, ainda existe incerteza jurídica sobre o alcance da decisão judicial.

O governo do presidente Donald Trump terá até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo. O recurso poderá definir se os reembolsos serão destinados a todos os contribuintes afetados pelas tarifas ou somente aos autores identificados na ação judicial.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que importadores e corretores aduaneiros acelerem os pedidos de restituição para evitar riscos de perda de prazo ou mudanças nas regras.

Nova tarifa de 10% já substitui medidas anteriores

Mesmo com a revogação das tarifas vinculadas à legislação anterior, os Estados Unidos adotaram uma nova cobrança temporária baseada na Seção 122.

Leia mais:  Exportações brasileiras de algodão seguem em ritmo acelerado e podem bater novo recorde em 2025

A medida estabeleceu uma tarifa de 10% sobre importações provenientes de praticamente todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México enquadrados nas regras do USMCA, acordo comercial da América do Norte.

A nova taxa terá validade de 150 dias, permanecendo em vigor até 24 de julho, e funciona como uma transição para possíveis futuras tarifas estruturadas nas seções 301 e 232 da legislação comercial norte-americana.

Empresas devem reforçar planejamento diante da volatilidade

O ambiente de incerteza reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas ligadas ao comércio exterior e às cadeias globais de suprimentos.

A expectativa é que o cenário tarifário dos Estados Unidos continue influenciando custos logísticos, competitividade industrial e decisões de investimento ao longo de 2026, especialmente em setores dependentes de importações industriais e tecnológicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

MPA acompanha projeto de estatística pesqueira na Lagoa dos Patos (RS)

Publicado

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio da Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, acompanhou, entre os dias 12 e 14 de maio, as atividades do projeto de estatística pesqueira da Lagoa dos Patos (RS). A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), tem como objetivo fortalecer o monitoramento da atividade pesqueira e subsidiar políticas públicas voltadas ao setor.

O projeto tem como objetivo monitorar a produção e o esforço da pesca profissional artesanal e industrial desembarcada no entorno do Estuário da Lagoa dos Patos. O projeto abrange comunidades pesqueiras dos municípios de Rio Grande, São José do Norte, Pelotas e São Lourenço do Sul.

Durante a visita técnica, o diretor de Pesquisa e Estatística do MPA e fiscal do projeto, Alex Lira, destacou a importância do acompanhamento in loco para avaliar o andamento das atividades e fortalecer a cooperação entre as instituições envolvidas. “A iniciativa desenvolvida na Lagoa dos Patos representa um passo importante para a retomada da estatística pesqueira nacional, e a expectativa é ampliar ações semelhantes para outras regiões do Brasil”, afirmou.

Leia mais:  Preço do diesel recua em setembro e alivia custos do transporte, aponta Edenred Ticket Log

O diretor também ressaltou a relevância do monitoramento contínuo para a produção de dados pesqueiros e para o fortalecimento da gestão da pesca no país. “O projeto de estatística pesqueira é uma ferramenta essencial para a gestão da pesca no país. Sem dados e informações não é possível planejar e fortalecer a atividade pesqueira de forma eficiente”.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana