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Tarifas sobre Produtos Brasileiros Entram em Vigor nos EUA e Governo Avalia Contramedidas

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Entraram em vigor nesta segunda-feira (11) as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros. A medida, determinada pelo presidente norte-americano Donald Trump, eleva a alíquota para até 50% sobre itens como aço, alumínio e produtos agrícolas. O impacto imediato recai sobre exportadores, que terão maior dificuldade para competir no mercado americano.

Governo brasileiro prepara resposta

O governo federal estuda um pacote de contramedidas para minimizar os efeitos econômicos das sobretaxas. Entre as possibilidades estão a ampliação de incentivos às exportações, a abertura de novos mercados e o estímulo ao consumo interno dos produtos afetados.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), técnicos também avaliam a possibilidade de recorrer a instâncias internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para contestar a medida.

Setores mais impactados e riscos à economia

Além do aço e do alumínio, setores do agronegócio – especialmente soja, carnes e milho – podem sentir os efeitos da redução de competitividade no mercado norte-americano. Economistas alertam que, sem medidas rápidas, a decisão poderá provocar queda nas exportações, pressionar estoques internos e impactar preços no mercado doméstico.

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Prazo apertado para reação

Fontes do governo indicam que o plano de contingência deve ser apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fim da semana. A expectativa é de que as ações emergenciais sejam implementadas já nos próximos dias, com foco em preservar empregos e a renda de produtores e indústrias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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