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Temporada 2025 percorre 9 mil quilômetros e beneficia 15 mil estudantes

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A temporada 2025 do projeto Prevenção Começa na Escola, desenvolvido pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, do Ministério Público de Mato Grosso, foi concluída com resultados expressivos. Entre 19 de março e 25 de abril, o projeto percorreu 16 municípios, totalizando 9 mil quilômetros rodados. Durante esse período, foram realizadas 29 apresentações da peça teatral “Inocentes Pétalas Roubadas”, alcançando um público estimado de 15 mil pessoas da comunidade escolar.Conforme o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, a iniciativa, realizada em parceria com a Cia. Vostraz, inclui intervenções culturais e apresentações teatrais, além de mini palestras conduzidas pelos integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente nas unidades de ensino. O objetivo é transmitir mensagens orientativas e preventivas de forma simples e direta sobre temas como bullying, preservação do patrimônio e bens públicos, respeito aos colegas e professores, suicídio, abuso sexual, entre outros.“É com grande satisfação que encerramos mais uma temporada do projeto ‘Prevenção Começa na Escola’, que vem sendo executado desde 2018. Estamos extremamente contentes com os resultados alcançados e acreditamos que abordar esses temas na área da educação traz benefícios significativos para toda a sociedade. A conscientização e a prevenção são fundamentais não apenas para construir um ambiente escolar mais seguro e acolhedor para nossas crianças e adolescentes, mas também para protegê-las no convívio social”, afirmou Paulo Prado.As apresentações deste ano foram divididas em cinco etapas. O projeto passou pelos municípios de Apiacás (19/03), Paranaíta (20/03), Nova Canaã do Norte (21/03), Matupá (25/03), Marcelândia (26/03), Itaúba (27/03), Feliz Natal (28/03), Juara (09/04), Porto dos Gaúchos (10/04), Tabaporã (11/04), Porto Alegre do Norte (15/04), São José do Xingu (16/04), Ribeirão Cascalheira (22/04), Canarana (23/04), Campinápolis (24/04) e Novo São Joaquim (25/04).A montagem atual da peça “Inocentes Pétalas Roubadas” tem no elenco Maicon D’Paula, que é o diretor da Cia. Vostraz, e os atores Jorge Fernandez, Safiri Viscony e Fernanda Acosta.“O espetáculo alcançou uma qualidade artística e relevância muito grande, comovendo e emocionando plateias. O feedback das crianças foi o melhor, especialmente porque levamos essa mensagem de prevenção ao abuso sexual infantil para regiões onde não há muito movimento artístico. Sentimos que, enquanto companhia teatral, alcançamos esse resultado com muita maestria. As crianças e professores ficaram muito satisfeitos com o resultado e participaram ativamente. Tratar desse assunto tão delicado de forma lúdica e artística nos proporcionou uma experiência inimaginável”, avaliou o diretor Maicon D’Paula.Responsável por fazer os registros audiovisuais das apresentações, a produtora da companhia Fernanda Acosta conta que pôde perceber o quão importante o teatro é para as crianças e para o município. “Você consegue ver o brilho nos olhos das crianças e sentir a emoção delas. Também conseguimos transmitir claramente o que elas devem fazer em casos de abuso ou bullying. Foi uma experiência incrível, tanto por proporcionar esses momentos às crianças quanto por conseguir registrá-los”, garantiu.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Fórum discute Novo Plano Nacional com base no resultado anterior

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Integrantes do Fórum Intersetorial de Acompanhamento dos Planos de Educação (Fiape) se reuniram na tarde desta quinta-feira (7), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, para discutir os índices de conclusão do plano educacional anterior em Mato Grosso e as estratégias de monitoramento do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Esta foi a primeira reunião do fórum em 2026.Instituído pela Lei nº 15.388, sancionada em 14 de abril, o novo PNE estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação brasileira no período de 2026 a 2036. Com a aprovação do plano nacional, estados e municípios deverão elaborar seus respectivos planos decenais, alinhados às novas diretrizes.A reunião foi conduzida pelo coordenador do Fiape, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, titular da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania e coordenador do Núcleo Estadual de Autocomposição. Na abertura, ele destacou a necessidade de levantar a situação atual dos planos estadual e municipais, a fim de definir o ponto de partida para o acompanhamento das políticas educacionais ao longo da próxima década. “Precisamos saber exatamente de onde o estado e os 142 municípios estão saindo para que seja possível exigir o cumprimento progressivo das metas e estratégias previstas”, afirmou.Segundo o promotor, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso atuará de forma rigorosa e dialogada na fiscalização do novo PNE, com o objetivo de evitar a repetição do histórico de descumprimento observado em planos anteriores. “A Lei nº 15.388 será, pelos próximos dez anos, o principal instrumento de controle, monitoramento e aperfeiçoamento das políticas públicas educacionais no estado e nos municípios”, ressaltou.Miguel Slhessarenko Junior também enfatizou a importância da transparência para garantir o controle social. “É fundamental ampliar a divulgação dos dados, indicadores, monitoramentos e avaliações. A preocupação é acompanhar o plano desde o início, para que não cheguemos ao final do período com metas não cumpridas, como já ocorreu anteriormente. Não basta celebrar o novo plano; é preciso engajamento contínuo para monitorar e cobrar resultados”, completou.Durante o encontro, foram apontadas como prioridades para o acompanhamento metas relacionadas à ampliação de vagas em creches e à universalização da pré-escola; à garantia da qualidade da educação infantil; à alfabetização e ao aprendizado adequado em matemática até o segundo ano do ensino fundamental; à conclusão do ensino fundamental e do ensino médio na idade regular; à ampliação do acesso e da permanência na educação especial ao longo da vida; e ao fortalecimento da participação e do controle social na gestão democrática da educação pública.Na sequência, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Guelda Andrade, entregou ao promotor de Justiça um documento técnico com indicadores educacionais detalhados da rede estadual e dos municípios mato-grossenses. Elaborado pelo sindicato, o material pretende subsidiar os debates sobre a implementação e a avaliação das metas do novo PNE. Ela destacou que o financiamento da educação é um eixo central para o cumprimento das metas e a garantia da qualidade do ensino, ressaltando que os avanços dependem diretamente da valorização dos profissionais da educação e da melhoria da infraestrutura física das unidades escolares.O encontro também contou com apresentações de séries históricas de dados e análises sobre desafios e expectativas para o novo PNE, feitas por representantes das secretarias de Estado de Educação (Seduc-MT), de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), Municipal de Educação de Cuiabá (SME), Municipal de Educação de Várzea Grande (SMECEL) e Municipal de Educação de Barão de Melgaço.Representando a Seduc-MT, a professora Maria Cláudia Maquêa Rocha destacou avanços e desafios no monitoramento das metas do Plano Estadual de Educação (PEE), ressaltando que Mato Grosso possui um modelo diferenciado, com vigência de 12 anos, que deve expirar em junho de 2026. Ela apresentou resultados e obstáculos e enfatizou a importância de consolidar um sistema de governança e monitoramento robusto, capaz de superar fragilidades históricas na coleta de dados, especialmente na área da educação inclusiva.O representante da Seciteci-MT demonstrou que Mato Grosso registra um crescimento expressivo na oferta de educação profissional técnica, passando de atendimento em 35 municípios, em 2024, para 109 cidades em 2026, resultado de parcerias estratégicas. No entanto, pontuou que, apesar do avanço territorial, o setor ainda enfrenta dificuldades para atrair e remunerar profissionais altamente especializados para atuar como docentes.Antes da apresentação dos dados, o município de Cuiabá destacou que a capital enfrenta desafios significativos para atingir metas cruciais de atendimento, operando sob restrição orçamentária. “Esperamos construir um plano melhor para Cuiabá e para a nossa população”, afirmou a representante da SME. Já a representante de Várzea Grande enfatizou a importância de um monitoramento contínuo, a fim de evitar que a gestão se limite apenas à análise de dados retroativos.A representante de Barão de Melgaço destacou as especificidades do município ribeirinho e os desafios impostos pela realidade geográfica, social e econômica da região, onde grande parte da população depende do transporte fluvial. Entre as dificuldades apontadas estão a inviabilidade de formação de turmas regulares, o que leva à adoção de salas multisseriadas.A vereadora Michelly Alencar reafirmou seu compromisso com a educação em Cuiabá ao participar do fórum, ocasião em que cobrou soluções urgentes para os problemas de infraestrutura e o déficit de vagas em creches e no ensino integral da rede municipal. Segundo ela, a superação dos baixos índices educacionais é essencial para o alcance das metas estabelecidas e para a promoção de mudanças concretas na realidade social. “A educação é a nossa esperança de uma sociedade melhor”, afirmou.A reunião contou ainda com a presença de representantes do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), da Câmara Municipal de Cuiabá, do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinprotec), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), do Conselho Municipal de Educação (CME), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União Estadual dos Estudantes (UEE).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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