Mato Grosso

Temporal causa estragos em Juara e mobiliza equipe do Corpo de Bombeiros

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi mobilizado para atender diversas ocorrências causadas por um temporal que atingiu o município de Juara (a 655,5 km de Cuiabá) na tarde de terça-feira (16.9). A chuva, acompanhada de ventos fortes, provocou danos em diferentes pontos da cidade, tanto na área urbana quanto na zona rural, gerando transtornos à população.

A equipe que já atuava no município em ações de combate aos incêndios florestais foi imediatamente redirecionada para atender as ocorrências relacionadas ao temporal. Foram registrados atendimentos por queda de árvores, desbloqueio de vias, destelhamentos e outros incidentes.

Na região da estrada Linha Julião, uma árvore de grande porte foi derrubada pelos ventos e caiu sobre uma residência. O impacto danificou o telhado da casa, exigindo a retirada imediata da árvore para evitar novos prejuízos ou acidentes.

Na rodovia estadual MT-325, diversas árvores caíram sobre a pista, bloqueando completamente o tráfego. A liberação da via exigiu o uso de motosserras e o trabalho conjunto entre bombeiros e voluntários para o corte e remoção dos troncos. Em algumas áreas, a fiação elétrica também foi afetada.

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Os ventos ainda causaram danos estruturais a um galpão que abrigava placas solares. Parte da estrutura foi arrancada, e o local precisou ser isolado para garantir a segurança. Apesar de todos os danos causados pelo temporal, não houve feridos.

O Corpo de Bombeiros Militar reforça que, em situações de temporal, a população deve buscar abrigo seguro e evitar transitar em áreas de risco. A orientação é que as pessoas se mantenham em locais protegidos, longe de árvores, postes e áreas alagadas. Em caso de emergência, devem acionar imediatamente o número 193.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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