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Tilápia lidera consumo de pescado no Brasil e reflete mudança nos hábitos alimentares

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A tilápia se tornou o peixe mais consumido pelos brasileiros, impulsionada por uma combinação de crescimento sustentável da produção, novos hábitos alimentares e inovações tecnológicas na piscicultura.

Com crescimento médio anual de 10,3%, o setor já ultrapassa 600 mil toneladas produzidas por ano, consolidando a espécie como destaque na aquicultura nacional.

Saúde e nutrição: peixe ganha espaço no prato do brasileiro

De acordo com dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com instituições nacionais, um filé de tilápia de 120 gramas contém aproximadamente 22 gramas de proteína de alto valor biológico, com baixo teor de gordura (2,8 gramas por porção) — sendo apenas 0,9 grama de gordura saturada.

O peixe também é livre de carboidratos e fibras, o que o torna uma excelente opção para dietas equilibradas.

Além disso, a tilápia é rica em vitaminas do complexo B e minerais, especialmente fósforo — nutriente essencial para a formação de ossos e dentes, produção de energia celular (ATP), e manutenção da saúde do sistema nervoso e imunológico, segundo estudo publicado no Journal of Nutritional Science. Esses benefícios são especialmente importantes para crianças e idosos.

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Produção sustentável fortalece a piscicultura brasileira

Entre os principais produtores do país, a Fider Pescados, pertencente ao Grupo MCassab, destaca-se por integrar nutrição, segurança alimentar e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.

“Nossa missão é oferecer mais do que um alimento nutritivo. Queremos garantir qualidade e frescor do início ao fim do processo”, afirma Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados.

A empresa adota boas práticas de manejo, rastreabilidade e tecnologias sustentáveis, reduzindo o impacto ambiental e assegurando a qualidade da proteína. Esse modelo de produção responsável tem contribuído para o fortalecimento da piscicultura brasileira e para o atendimento à crescente demanda por alimentos saudáveis e de origem sustentável.

Consumo consciente e futuro da produção de pescado

Para Kubitza, o avanço da piscicultura e a consolidação da tilápia como protagonista do setor reforçam o potencial do Brasil como referência em produção sustentável de pescado.

“Mais do que uma tendência de consumo, esse crescimento representa uma mudança de mentalidade: sabor, saúde e sustentabilidade agora caminham lado a lado”, destaca o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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