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TJMT Inclusivo promoverá integração entre justiça, saúde e educação em Rondonópolis

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Imagem colorida traz o logotipo do projeto “TJMT Inclusivo” com tema de autismo. O título tem letras coloridas e fundo branco, destacando o texto “Programação Rondonópolis” em tom alaranjado.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, realizará no dia 17 de outubro, das 8h às 18h, em Rondonópolis, a 5ª edição do TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo, um evento multifocal que reunirá profissionais das áreas da justiça, saúde e educação para debater os avanços e desafios da inclusão social, do autismo e da neurodiversidade.

As inscrições seguem abertas: Acesse aqui para se inscrever

A programação abrangerá palestras e vivências sobre temas que vão desde os critérios de diagnósticos e manifestações clínicas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) até o papel das instituições públicas e das famílias na promoção de uma sociedade mais acessível. O objetivo é ampliar o conhecimento e o diálogo intersetorial sobre o tema, contribuindo para práticas mais humanizadas e inclusivas.

Entre os palestrantes confirmados estão o ativista autista Nicolas Brito Sales, a doutora em neurociências Anita Brito, o neurologista pediátrico Marino Miloca, a psicóloga Paola Barcellos, a servidora Adriana Ferreira de Souza, as psicólogas Erica Rezende Barbieri e Luciano José Denti, a fisioterapeuta Francieli Martins e os magistrados Antônio Veloso Peleja Júnior e Renata do Carmo Evaristo Parreira, ambos do TJMT.

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A abertura do evento será realizada pela presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e da juíza diretora do Fórum de Rondonópolis, Aline Bissoni.

Paralelamente às palestras, haverá a Exposição de Artes Plásticas da artista Maria Clara Souza Campos, filha da servidora Adriana Ferreira, aberta ao público durante todo o dia, das 8h às 18h, no Fórum de Rondonópolis.

Promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, o evento conta com a parceria da Diretoria do Fórum de Rondonópolis, da Esmagis-MT, da Escola dos Servidores, do Projeto Autismo na Escola e da ADNA de Rondonópolis.

O TJMT Inclusivo já foi realizado em Cuiabá, Sinop, Sorriso e Cáceres.

Evento: TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em autismo

Data: 17/10/2025

Local: Centro de eventos da ADNA – Rondonópolis – Rua Fernando Corrêa da Costa, 38, Jardim Monte Líbano.

Horário: das 8h às 18h

Autor: Dani Cunha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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