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Tratamento de sementes aumenta produtividade e reduz custos na agricultura

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O tratamento de sementes tem se consolidado como uma prática essencial para o início da safra, oferecendo proteção ao potencial genético das variedades escolhidas, melhor desenvolvimento inicial das plantas e redução de custos com aplicações foliares ao longo do ciclo agrícola. Além disso, contribui para evitar a disseminação de pragas e doenças transmitidas por sementes ou presentes no solo, especialmente no início do cultivo.

Benefícios econômicos para o produtor

Para o agricultor, os ganhos são duplos: maior segurança no plantio e rendimento superior na colheita. Segundo Rafael Toscano, gerente técnico-comercial sênior da ORÍGEO – joint venture entre Bunge e UPL – o tratamento de sementes tem custo médio de R$ 46 por hectare, representando menos de 2% do investimento total por hectare. “Esse valor é baixo diante do retorno obtido, especialmente em culturas como a soja”, afirma Toscano.

O especialista ressalta que sementes tratadas proporcionam lavouras mais uniformes e protegidas contra pragas e doenças, reduzindo a necessidade de replantio e favorecendo o crescimento das raízes. Isso resulta em maior aproveitamento de insumos, menos desperdício e rendimento superior na gestão da lavoura.

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Inovações em tratamento de sementes

Novas tecnologias têm potencializado ainda mais os resultados para os produtores. Um exemplo é o Nimaxxa, produto da UPL comercializado pela ORÍGEO, que se destaca como primeiro bionematicida bioestimulante registrado no Brasil, aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O Nimaxxa combina três cepas de bactérias do gênero Bacillus – duas de B. paralicheniformis e uma de B. subtilis – oferecendo proteção e estímulo ao crescimento das plantas. Entre suas vantagens estão:

  • Validade de dois anos sem necessidade de refrigeração;
  • Compatibilidade com outros insumos agrícolas;
  • Manutenção da viabilidade das sementes por até seis meses.
Compromisso com inovação e agricultura sustentável

A ORÍGEO reforça o compromisso com inovação e agricultura regenerativa, promovendo tecnologias que aprimoram o tratamento de sementes, aumentam a produtividade e garantem maior eficiência nas lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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