A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) entregou, nesta quinta-feira (05.09), placas de certificação do Ministério da Saúde para três Salas de Apoio à Amamentação de Mato Grosso. Receberam a certificação da estratégia Mulher Trabalhadora que Amamenta o Shopping Sinop, a empresa Espaço Vacinas e Saúde (Vacinvida), também de Sinop, e o Hospital São Lucas, de Lucas do Rio Verde.
As placas foram entregues durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-MT). O projeto certifica, pela primeira vez no Brasil, um shopping center e uma sala de vacina. O Governo de Mato Grosso intermediou com o Ministério da Saúde a certificação das salas.
“É um orgulho para Mato Grosso ter a primeira certificação, em nível nacional, de salas de amamentação em um shopping center e em um espaço para vacinação. Parabenizo a região Teles Pires por essas iniciativas. Esse projeto demonstra um compromisso com o bem-estar materno e infantil e incentiva a amamentação ao apoiar as mães trabalhadoras”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Na reunião, receberam a certificação a proprietária da Vacinvida, Meire Branco; a diretora executiva do Hospital São Lucas, Adriane Welter, e a analista de marketing do Shopping Sinop, Hannah de Santana Dourado.
“Ser reconhecido como o primeiro Shopping do Brasil a conquistar essa certificação é um marco significativo em nossa trajetória e reflete o nosso compromisso inabalável com a promoção da saúde e do bem-estar de mães e bebês. Que este reconhecimento inspire outras instituições a se unirem a nós nessa importante missão de apoio à amamentação”, avaliou a representante do Shopping Sinop.
Shopping Sinop foi o primeiro shopping do Brasil a receber a certificação
O projeto tem o objetivo de incentivar a existência de ambientes adaptados às necessidades de mulheres e pessoas que amamentam. Os espaços também são adequados para servidoras lactantes que retiram e armazenam leite materno durante o período de trabalho e para receber as mães que passarem pelos estabelecimentos, promovendo a saúde da mãe trabalhadora e de seu bebê.
A coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde da SES, Rosiene Pires, ressaltou que o projeto também tem como objetivo fortalecer a relação entre pessoas que amamentam e seus empregadores, assegurando o respeito e a garantia dos direitos desde a gestação.
“Nosso objetivo também é melhorar a relação entre as pessoas que amamentam e seus empregadores, assegurando os direitos trabalhistas desde a gestação até o retorno ao trabalho. Entre os direitos previstos, estão o acesso às salas de apoio, consultas de pré-natal, licença-maternidade, pausas para amamentar, além da oferta de creche no local de trabalho ou auxílio-creche para empresas com mais de 30 trabalhadoras em idade fértil”, concluiu.
A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso vai reduzir custos de produção, ampliar a produtividade e criar novas oportunidades de negócios para milhares de famílias da agricultura familiar. Com investimento de R$ 1,4 bilhão, o Programa MT Trifásico, lançado pelo Governo de Mato Grosso em parceria com a Energisa, busca levar energia de maior capacidade e eficiência às comunidades rurais.
Para o produtor rural Carlos Roberto Leite da Silva, que trabalha com o cultivo de café há 22 anos, na Chácara Itapejara, conhecida como Café do Produtor, na região da Linha 12, em Tangará da Serra, a ampliação da rede trifásica pode representar um divisor de águas para os pequenos produtores do Estado.
“Essa iniciativa foi de grande valia para nós e vai melhorar muito a realidade de quem mora no campo. Muitos pequenos produtores não têm condições de implantar a energia trifásica por conta dos custos. Com a rede trifásica, além de ter uma energia mais eficiente, os equipamentos utilizados também são mais baratos. Na nossa propriedade, por exemplo, com energia monofásica, precisamos fazer um investimento de R$ 18 mil. Se fosse trifásica, esse custo seria de cerca de R$ 5 mil”, explicou.
Segundo Carlos Roberto, o benefício vai muito além da redução de custos. A ampliação da rede trifásica cria condições para que produtores familiares possam investir em agroindústrias e agregar valor à produção.
“Muitos produtores que trabalham com lavouras, leite ou frutas sonham em montar uma agroindústria para produzir queijos ou processar polpas, mas encontram dificuldades por causa da energia monofásica. Para nós, que trabalhamos com a indústria do café, a energia trifásica é essencial e vai ser um divisor de águas. Essa iniciativa do Governo do Estado vai ajudar muitas famílias a crescerem e desenvolverem seus negócios”, afirmou.
O Programa MT Trifásico prevê a construção de 5 mil quilômetros de rede trifásica entre 2026 e 2030, com investimento total de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 700 milhões do Governo do Estado e outros R$ 700 milhões da Energisa.
A iniciativa busca ampliar o acesso à energia de qualidade nas áreas rurais, impulsionando a produção, fortalecendo pequenas agroindústrias e promovendo o desenvolvimento econômico dos municípios do interior.
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