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Triângulo e Noroeste de Minas lideram produção de milho e soja na safra 2024/2025

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Uberaba e Paracatu se destacam na produção de milho

Segundo a Emater-MG, Uberaba, no Triângulo Mineiro, lidera a produção de milho em Minas Gerais, com 289 mil toneladas na safra 2024/2025. Perdizes aparece em segundo lugar, com 282 mil toneladas, seguida de Paracatu, no Noroeste de Minas, com 252 mil toneladas.

Outros municípios que se destacam na cultura do milho incluem Araguari (225,2 mil), São João del-Rei (185 mil), Uberlândia (174,5 mil), Arinos (174 mil), Cabeceira Grande (174 mil), Coromandel (165,9 mil) e Unaí (147 mil).

Noroeste de Minas lidera na soja

Na soja, a região Noroeste domina o ranking estadual. Paracatu encabeça a lista com 463,6 mil toneladas, seguida de Unaí (450 mil) e Buritis (390 mil). Uberaba aparece em quarto lugar, com 348,5 mil toneladas.

Também figuram entre os principais produtores: Guarda-Mor (280,5 mil), Uberlândia (268,75 mil), Coromandel (255,6 mil), Ibiá (214,5 mil), Tupaciguara (189 mil) e Perdizes (188,6 mil).

Fatores que impulsionam a produção no Cerrado Mineiro

Sérgio Regina, coordenador técnico de Culturas da Emater-MG, explica que o Triângulo e o Noroeste de Minas se beneficiam de fatores estruturais e históricos. A região do Cerrado Mineiro recebeu, desde a década de 1970, tecnologias de correção do solo e infraestrutura que favorecem a mecanização e elevam a produtividade.

“O uso de calcário para correção da acidez, aliado a topografias favoráveis e altos índices pluviométricos, torna essas áreas aptas à produção de grãos e café. Além disso, a presença de produtores especializados e o mercado local, com agroindústrias de ração, óleo vegetal e proteína animal, fortalecem a produção regional”, destaca Regina.

Safra mineira registra crescimento expressivo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção total de grãos em Minas Gerais na safra 2024/2025 alcançará 18,3 milhões de toneladas, aumento de 13,9% em relação ao ciclo anterior.

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Para a soja, a produção chegou a 9,1 milhões de toneladas, alta de 17,4%. O milho registrou 6,5 milhões de toneladas, crescimento de 6,7% frente à safra 2023/2024. Além desses, a safra inclui feijão, arroz, sorgo, girassol, algodão, trigo e outros grãos, consolidando Minas como um dos principais polos agrícolas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de algodão opera com cautela no Brasil diante de incertezas externas e custos em alta

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O mercado brasileiro de algodão apresentou um ritmo mais moderado na última semana, refletindo a cautela de compradores e vendedores diante das incertezas no cenário externo. Apesar do ambiente mais conservador, houve registro de negócios no mercado disponível e também interesse antecipado para a safra 2025/26, conforme levantamento da Safras & Mercado.

Preço do algodão registra leve alta no mercado interno

Na quinta-feira (16), a cotação do algodão no CIF São Paulo girava em torno de R$ 3,95 por libra-peso, representando uma alta semanal de 0,51% em relação aos R$ 3,93 por libra-peso registrados na semana anterior.

No interior, em Rondonópolis (MT), o preço da pluma foi cotado a R$ 122,93 por arroba, equivalente a R$ 3,72 por libra-peso. O valor representa um avanço de R$ 0,56 por arroba na comparação com a semana anterior.

Comercialização avança no Mato Grosso, principal produtor nacional

De acordo com dados do Imea, a comercialização da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 92,10% até o dia 13 de abril.

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O resultado representa avanço em relação ao mês anterior, quando o índice estava em 87,06%, e se aproxima do desempenho registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 92,65%.

Para a safra 2025/26, a comercialização já alcança 65,60%, acima dos 58,57% registrados em março e também superior ao índice de 56,83% observado no mesmo período do ano anterior.

Já para a temporada 2026/27, os negócios atingem 13,93%, mostrando evolução frente aos 7,43% registrados no mês anterior, embora ainda próximos do patamar de 14,67% observado no mesmo período do ano passado.

Custos de produção do algodão seguem em alta no estado

Além da dinâmica de mercado, os produtores também enfrentam pressão nos custos de produção. Segundo relatório mensal do Imea, referente a março, o custo para a safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 19.027,27 por hectare.

O valor representa aumento em relação a fevereiro, quando os custos estavam em R$ 18.276,36 por hectare, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e gestão eficiente nas propriedades.

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Incertezas externas mantêm agentes do mercado cautelosos

O cenário internacional ainda é um fator determinante para o comportamento do mercado de algodão. As incertezas externas têm levado compradores e vendedores a adotarem uma postura mais prudente, reduzindo o ritmo das negociações.

Mesmo assim, o mercado segue ativo, com negócios pontuais no curto prazo e interesse antecipado nas próximas safras, indicando continuidade da demanda, ainda que com maior seletividade.

Produtor acompanha mercado com foco em estratégia

Diante desse cenário, o produtor brasileiro mantém atenção redobrada sobre o mercado, equilibrando oportunidades de comercialização com os custos crescentes e a volatilidade externa.

A tendência é de um mercado sustentado, porém com negociações cautelosas, exigindo decisões estratégicas para garantir rentabilidade ao longo das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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