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Trigo ganha força no Sul e preços podem subir com menor oferta e redução de área plantada

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A combinação entre estoques restritos, escassez de trigo de qualidade superior e redução da área semeada na safra 2026 vem fortalecendo as perspectivas de alta para o mercado de trigo no Sul do Brasil. O cenário tem levado produtores a adotarem uma postura mais cautelosa nas vendas, enquanto cooperativas e moinhos intensificam estratégias para garantir abastecimento nos próximos meses.

De acordo com análises da TF Agroeconômica, o mercado segue firme nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de matéria-prima de melhor qualidade e pela expectativa de uma oferta mais limitada na próxima temporada.

Redução de área preocupa mercado

No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura da nova safra está apenas começando. As operações de manejo e plantio avançam favorecidas pelo clima seco, mas a baixa umidade em algumas regiões ainda limita o estabelecimento inicial das lavouras.

Além das questões climáticas, a projeção de redução significativa da área cultivada tem chamado a atenção do setor. Custos elevados de produção, margens apertadas e maior percepção de risco vêm desestimulando investimentos na cultura.

Essa expectativa de menor oferta já influencia o mercado futuro. Para a safra nova, produtores elevaram suas pedidas para cerca de R$ 1.500 por tonelada FOB para entrega em setembro, refletindo o receio de uma disponibilidade mais restrita ao longo do próximo ciclo.

Escassez de trigo de qualidade sustenta preços

No mercado disponível, os negócios seguem concentrados em lotes de melhor padrão industrial.

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No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado próximo de R$ 1.450 por tonelada, enquanto o trigo pão registrou referências entre R$ 1.350 e R$ 1.370 por tonelada para entregas entre julho e agosto. Os preços pagos ao produtor também apresentaram recuperação, alcançando R$ 66 por saca em algumas regiões.

No Paraná, a falta de trigo de qualidade continua sustentando valores elevados. As ofertas disponíveis são escassas e os vendedores já trabalham com pedidos próximos de R$ 1.500 por tonelada, embora os negócios mais recentes tenham ocorrido em torno de R$ 1.400 por tonelada FOB.

Em Santa Catarina, os preços seguem influenciados principalmente pelos custos logísticos. O trigo local é ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada, enquanto os lotes vindos do Paraná variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada.

Produtores adotam estratégia de retenção

Diante das perspectivas favoráveis, especialistas recomendam que produtores mantenham parte dos estoques armazenados, aproveitando apenas oportunidades pontuais de comercialização.

A avaliação é que a relação entre risco e retorno ainda favorece a retenção parcial do cereal, especialmente em um ambiente marcado por incertezas sobre a oferta futura e pela crescente necessidade de importações.

No Paraná, as vendas são consideradas atrativas acima de R$ 1.360 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, negócios acima de R$ 1.320 por tonelada começam a justificar comercializações parciais.

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Para a safra 2026/27, a orientação é evitar a fixação antecipada de grandes volumes. As vendas devem ocorrer de forma gradual, priorizando a cobertura dos custos de produção e preservando espaço para possíveis valorizações futuras.

Cooperativas e moinhos reforçam estratégias

O momento também exige atenção das cooperativas e indústrias moageiras.

As cooperativas vêm sendo orientadas a ampliar a originação de trigo de qualidade superior, garantir capacidade de armazenagem e acompanhar oportunidades de importação fora do Mercosul. Estratégias de hedge também ganham relevância para proteger margens diante da volatilidade dos mercados internacionais.

Já os moinhos buscam reduzir riscos de abastecimento para o segundo semestre. A recomendação é antecipar parte das compras de trigo panificável e avaliar fornecedores alternativos, incluindo origens como Estados Unidos e Rússia.

Perspectiva é de mercado firme em 2026 e 2027

O conjunto de fatores que envolve menor área plantada, estoques ajustados, qualidade limitada da produção nacional e possível aumento da dependência de importações cria um ambiente de sustentação para os preços do trigo.

Caso a redução da oferta se confirme durante o desenvolvimento da safra, o mercado brasileiro poderá registrar um período de maior valorização do cereal, especialmente para lotes com padrão industrial superior, favorecendo produtores que conseguirem manter qualidade e gestão eficiente de estoques.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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