O presidente norte-americano Donald Trump lançou oficialmente o “Trump Card”, um cartão dourado que promete oferecer a estrangeiros um caminho para a cidadania dos Estados Unidos mediante o pagamento de US$ 5 milhões (R$ 27,6 milhões na cotação atual do dólar). O site trumpcard.gov já está ativo, mas inclui uma lista de espera para os interessados.
A novidade foi divulgada pelo presidente em sua rede social, Truth Social, no dia 11 de junho. A proposta é apresentada como uma alternativa mais sofisticada ao tradicional green card, embora não garanta cidadania imediata.
Cartão promete acesso ao “melhor país do mundo”
“ O TRUMP CARD ESTÁ CHEGANDO! POR CINCO MILHÕES DE $DÓLARES ,” escreveu Trump. “ Milhares têm ligado e perguntado como podem se inscrever para acessar o Maior País e Mercado do Mundo .”
No site, o usuário encontra a imagem do cartão dourado com o rosto de Trump estampado e um formulário com perguntas básicas, como nome, e-mail, região de origem e se está aplicando como indivíduo ou empresa.
As regiões listadas no cadastro são: Europa, Ásia(incluindo Oriente Médio), América do Norte, Oceania, América Central, América do Sul, Caribe e África. O valor arrecadado não garante a cidadania, apenas o direito de iniciar um processo.
Processo ainda carece de detalhes legais
O plano não passou pelo Congresso, segundo Trump, porque não oferece a cidadania diretamente, mas apenas um caminho para alcançá-la. Os critérios para isso, no entanto, ainda não foram divulgados pela Casa Branca.
A naturalização tradicional nos Estados Unidos exige pelo menos cinco anos de residência permanente, idade mínima de 18 anos, domínio básico do inglês e conduta moral adequada.
Trump apresentou o cartão como substituto ao visto EB-5, que já permitia a investidores estrangeiros obterem o green card por meio de investimentos entre US$ 800 mil (R$ 4,4 milhões) e US$ 1,05 milhão(R$ 5,8 milhões) em projetos que gerem empregos no país.
“ O Trump Card é algo como um green card, mas com um nível de sofisticação mais alto ”, disse o ex-presidente em discurso recente.
Ele defende que o programa atrairá pessoas ricas e bem-sucedidas. “ Essas pessoas vão gastar muito dinheiro, pagar muitos impostos e empregar muita gente ”, declarou.
Países como Portugal já oferecem modelos semelhantes
O projeto segue uma tendência global. Países como Portugal têm programas que concedem residência e caminho à cidadania europeia para quem investe no país por pelo menos cinco anos.
Trump afirmou ainda que a nova proposta também beneficiará pessoas com grande talento, patrocinadas por investidores ricos. “ É um caminho para pessoas de talento e de riqueza entrarem nos Estados Unidos ”, concluiu.
Ainda não há data definida para a liberação dos primeiros cartões nem detalhes sobre os critérios de seleção.
Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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