Turismo

Turismo e proteção social se unem para reconstruir territórios e fortalecer comunidades

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Em um compromisso com a sustentabilidade, o Ministério do Turismo abriu espaço na COP30 para um debate que foi além dos atrativos e belezas naturais do Brasil. O painel “Turismo, proteção social e segurança alimentar – caminhos para o desenvolvimento sustentável”, realizado nesta quinta-feira (13.11) no estande “Conheça Brasil”, evidenciou que o setor pode funcionar como uma potente ferramenta de reconstrução social, geração de renda e combate às desigualdades.

Moderado por Juliana Oliveira, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério do Turismo, o encontro reforçou a transversalidade das políticas públicas e o papel da cultura alimentar como elo entre turismo, identidade e pertencimento.

“O turismo tem tudo a ver com proteção social e segurança alimentar. É uma ferramenta de inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento local. A cultura alimentar é patrimônio vivo que conecta identidades e práticas tradicionais ao turismo sustentável. Os movimentos sociais e as redes locais podem contribuir para que o turismo valorize os saberes alimentares sem transformá-los apenas em consumo”, apontou Juliana.

Jéssica Leite, assistente social e assessora de Participação Social e Diversidade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), destacou o papel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) na promoção da autonomia das famílias e na recuperação de territórios vulneráveis.

“O Ministério do Desenvolvimento Social não cuida só do Bolsa Família, mas também da inserção de pessoas vulneráveis no mercado de trabalho e da autonomia das famílias. Falar de SUAS e de turismo é falar de inserção no mercado de trabalho e das potencialidades do município. O turismo só consegue se reerguer depois do trabalho do SUAS. A gente só consegue reerguer o turismo a partir do momento em que há acolhimento”, ressaltou Jéssica.

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Representando a ONG Ação da Cidadania, Johari Silva, por sua vez, lembrou que o enfrentamento da crise climática precisa incluir a pauta da soberania alimentar e o fortalecimento das comunidades locais.

“A crise climática exige ação coletiva. Catástrofes afetam diretamente o turismo e a população vulnerável. Precisamos repensar os sistemas alimentares para romper o ciclo do agro que agrava a crise climática, fortalecendo as culturas alimentares e o turismo gastronômico liderado por mulheres. Incluir a pauta de soberania alimentar dentro da justiça climática é fundamental. Precisamos esperançar juntos para garantir políticas públicas em nossos territórios”, defendeu Silva.

RECONSTRUÇÃO – Já o assessor de gabinete da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Artur Sinimbu, trouxe reflexões sobre a reconstrução econômica e social de territórios impactados por calamidades climáticas.

“As calamidades climáticas têm impactado profundamente territórios turísticos e rurais. Práticas de segurança alimentar podem dialogar com o turismo para apoiar a reconstrução desses territórios. O povo deve ser visto como solução, não como problema. Turismo regenerativo é o caminho, é preciso afastar-se de um modelo fordista e conectar bares e restaurantes para doar comida que iria para o lixo”, apontou.

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Também presente, o consultor do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no MDS, Thiago Borges, ressaltou o papel dos produtos locais e da agricultura familiar na valorização da Amazônia e no fortalecimento da economia verde.

“O turismo e a valorização dos produtos locais são fundamentais para a economia. Iniciativas como o Selo Arte e o Selo de Inspeção Municipal ajudam a agregar valor aos produtos regionais. O programa Floresta Produtiva busca recuperar áreas degradadas e fortalecer a agricultura familiar, conectando turismo rural, segurança alimentar e sustentabilidade. O mundo está olhando para esse programa como um exemplo de rejuvenescimento e justiça climática”, declarou.

O painel reforçou que o turismo sustentável nasce do cuidado com as pessoas – das políticas de acolhimento e segurança alimentar à valorização das identidades, dos saberes e das economias locais.

PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo terá uma programação robusta e estratégica ao longo das duas semanas da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participam de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e a valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais para o futuro do setor.

Por Lívia Albernaz

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Videocast ‘Turistando’ debate acolhimento e inclusão de viajantes neurodivergentes

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Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).

O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.

O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.

Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).

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Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.

Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.

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Com o novo Guia, hotéis, restaurantes e prestadores de serviços de todo o Brasil ganham um aliado prático para instruir suas equipes no dia a dia.

Clique AQUI e confira o episódio completo do “Turistando”. A conversa também está disponível no Spotify!

O Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes pode ser baixado neste link.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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