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Turismo rural em Minas Gerais cresce e abre novas fontes de renda no campo

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Turismo rural ganha força e transforma o campo em destino

O turismo rural tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para pequenos produtores em Minas Gerais. Atividades tradicionais do dia a dia no campo, como a ordenha, a produção de queijos e a fabricação de cachaça, passaram a atrair visitantes em busca de experiências autênticas.

O que antes fazia parte apenas da rotina das famílias rurais agora se tornou um produto turístico, aproximando o público urbano da realidade do interior.

Experiência com queijo artesanal atrai visitantes em Ritápolis

No município de Ritápolis, na região do Campo das Vertentes, a Queijaria Seu Jorge exemplifica essa transformação. A propriedade abriu suas portas para visitantes interessados em conhecer a produção do tradicional Queijo Minas Artesanal.

Administrada por sete mulheres da mesma família, a queijaria oferece uma imersão no processo produtivo, desde a ordenha até a degustação.

Segundo a produtora Vera Lúcia Cardoso, o turismo surgiu de forma espontânea durante a pandemia, quando aumentou a busca por experiências fora dos grandes centros urbanos.

Além de proporcionar troca de experiências entre campo e cidade, a iniciativa impulsionou a venda de produtos como queijos e geleias, ampliando a renda da propriedade.

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Assistência técnica fortalece o turismo rural

O crescimento do setor conta com o apoio da Emater-MG, que orienta produtores na estruturação das atividades turísticas.

Em 2025, a instituição realizou cerca de 3,4 mil atendimentos em propriedades com foco no turismo rural.

O trabalho inclui desde o apoio produtivo até a criação de experiências voltadas ao visitante, transformando atividades do campo em produtos turísticos viáveis.

Produção de cachaça vira atração em São João del-Rei

Em São João del-Rei, a Cachaça Morro Grande também aposta no turismo como fonte de renda.

O produtor José do Carmo Rezende abriu o alambique para visitação, permitindo que turistas acompanhem todas as etapas da produção da cachaça — desde o plantio da cana até a degustação.

Com produção anual entre 15 mil e 20 mil litros, a atividade turística tem contribuído para valorizar o produto e ampliar as vendas.

Integração entre hospedagem e vivência rural em Tiradentes

Já em Tiradentes, a Pousada Campestre Vila Tiradentes investe na combinação entre hospedagem e experiências rurais.

O espaço oferece atividades como contato com animais, passeios a cavalo, visita ao alambique, degustação de produtos locais e até pista de motocross.

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A proposta atende à crescente demanda de turistas que buscam descanso e conexão com a natureza, longe da rotina urbana.

Catálogo reúne propriedades abertas à visitação

Para ampliar a visibilidade das iniciativas, a Emater-MG lançou uma nova edição do catálogo “Ruralidade Viva”.

A publicação reúne 266 propriedades abertas ao turismo em Minas Gerais, com informações, fotos e contatos de produtores que oferecem experiências ligadas à produção de queijos, cafés, doces e cachaça.

O material está disponível no site da instituição e busca atrair visitantes de diferentes regiões, fortalecendo ainda mais o turismo rural no estado.

Tendência de crescimento e diversificação de renda no campo

O avanço do turismo rural em Minas Gerais reforça uma tendência de diversificação das atividades no campo. Ao transformar a rotina produtiva em experiência turística, pequenos produtores conseguem agregar valor aos seus produtos e ampliar suas fontes de renda.

Com apoio técnico e aumento da procura por experiências autênticas, o setor deve continuar em expansão nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA e instituições parceiras firmam Compromisso Cidadão para aprimorar a regularização da aquicultura em águas da União

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Marinha do Brasil e representantes do setor aquícola formalizaram, nesta quarta-feira (7), o Compromisso Cidadão da Aquicultura, iniciativa voltada ao aprimoramento dos procedimentos de regularização de empreendimentos aquícolas em águas de domínio da União.
A assinatura ocorreu durante sessão plenária do TCU, em Brasília, e integra o modelo de governança colaborativa denominado Compromisso Cidadão, conduzido pelo Tribunal para promover a construção conjunta de soluções para problemas públicos que envolvem diferentes instituições e a sociedade.
O instrumento busca enfrentar desafios relacionados à morosidade processual, à falta de padronização de procedimentos e às dificuldades de acesso às informações sobre o andamento das solicitações de cessão de uso. A proposta é tornar a regularização mais ágil, transparente e previsível, proporcionando maior segurança jurídica aos produtores e melhores condições para o desenvolvimento sustentável da atividade.

Governança integrada e responsabilidades

O Compromisso estabelece uma atuação coordenada entre as instituições participantes, respeitadas suas competências legais e atribuições específicas.
O MPA será responsável pela coordenação do Comitê de Governança, pela definição dos indicadores de acompanhamento e pelo aprimoramento dos instrumentos de gestão e transparência das informações relativas aos processos. A SPU atuará na padronização dos procedimentos de destinação de áreas da União e no acompanhamento das análises realizadas por suas superintendências regionais. A Marinha do Brasil, por sua vez, desenvolverá medidas para aperfeiçoar os fluxos de avaliação dos projetos e racionalizar os procedimentos de vistoria, preservando os requisitos de segurança da navegação.
As entidades representativas dos aquicultores também participarão da governança, contribuindo para a identificação de dificuldades, a proposição de melhorias, a divulgação de orientações técnicas e a mobilização dos produtores para apresentação adequada dos projetos e atendimento às exigências documentais.
O Compromisso terá vigência inicial de 18 meses, período em que serão acompanhados os resultados das ações pactuadas, com avaliação ao final de sua execução.

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Como funciona a regularização

A solicitação de cessão de uso de águas da União para fins de aquicultura é realizada digitalmente, por meio da plataforma gov.br. Nesse procedimento, o interessado apresenta ao MPA as informações técnicas e geográficas necessárias à caracterização do empreendimento, acompanhadas da documentação exigida para análise do pedido. Após aprovação técnica, o Ministério encaminha o processo para a Marinha do Brasil e para a Secretaria do Patrimônio da União, para avaliação da segurança da navegação e para destinação do bem da União (área aquícola), respectivamente.

Medidas previstas

O Compromisso Cidadão estabelece um Plano de Ação com responsabilidades, produtos e prazos definidos, organizado em oito eixos de atuação. Entre as principais medidas estão a instituição de um Comitê de Governança, a definição de indicadores de desempenho, a implantação de painéis de acompanhamento processual e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para aprimorar a gestão das informações.
Também estão previstas a padronização de procedimentos administrativos, a revisão de fluxos de análise, a elaboração de materiais orientativos e a realização de atividades de capacitação para produtores e consultores técnicos.

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Com o Compromisso Cidadão da Aquicultura, as instituições participantes reforçam a cooperação para tornar os procedimentos administrativos mais eficientes, sem comprometer os requisitos técnicos, ambientais e de segurança aplicáveis ao uso das águas da União.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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