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UE deve adiar novamente lei histórica contra desmatamento, aponta Bloomberg

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A Comissão Europeia anunciou que pretende postergar por mais um ano a implementação da sua lei de combate ao desmatamento, segundo a comissária de Meio Ambiente do bloco, Jessika Roswall. A medida, que já havia sido adiada anteriormente, enfrenta desafios técnicos e regulatórios que dificultam a aplicação imediata.

Adiamento motivado por dificuldades técnicas

Roswall afirmou que a proposta de adiamento será formalizada junto aos colegisladores e visa evitar transtornos às empresas e cadeias de suprimentos. “Temos preocupações em relação ao sistema de TI, dada a quantidade de informações que inserimos nele. É por isso que buscaremos, junto aos colegisladores, o adiamento por um ano”, disse a comissária.

O cumprimento da lei exige sistemas sofisticados de rastreamento, capazes de fornecer dados precisos sobre a origem das commodities importadas, sob risco de multas para os importadores.

Impactos da lei sobre commodities e pequenas empresas

A legislação europeia busca conter o desmatamento vinculado à importação de produtos como borracha, soja e carne bovina. No entanto, tem sido criticada por sua complexidade burocrática e pelos impactos sobre pequenos agricultores.

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O primeiro adiamento ocorreu no final de 2024, quando a implementação foi postergada em 12 meses, e a nova extensão levaria a aplicação da lei para quase o final de 2026. Algumas empresas, como a Barth & Co., que importa pisos de parquet, receberam o novo adiamento com alívio devido às dificuldades em obter dados de geolocalização precisos.

Repercussões ambientais e políticas

O novo atraso pode afetar a credibilidade da UE em relação às suas metas climáticas, especialmente após compromissos assumidos na COP26, em Glasgow, para conter o desmatamento global. Grupos ambientalistas alertam para os impactos diretos sobre florestas, incêndios e eventos climáticos extremos.

“Cada dia que essa lei é adiada equivale a mais florestas devastadas, mais incêndios florestais e mais eventos climáticos extremos”, afirmou Nicole Polsterer, ativista da ONG Fern.

Autoridades europeias e parlamentares também devem pressionar por simplificações nas regras, incluindo a possível criação de uma categoria de “desmatamento de risco zero” para reduzir a burocracia. Peter Liese, líder ambiental do Partido Popular Europeu, enfatizou a necessidade de implementação urgente dessas simplificações.

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Efeitos no mercado de commodities

O adiamento da lei pode aliviar a pressão inflacionária sobre alimentos e commodities, beneficiando a disponibilidade de produtos como café, cacau e grãos em um mercado global já tensionado.

Nesta terça-feira:

  • Contratos futuros de café arábica e robusta recuaram mais de 3%.
  • A soja em Chicago permaneceu estável, próxima da mínima de seis semanas.
  • O óleo de palma na Malásia fechou no menor nível desde agosto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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