Tribunal de Justiça de MT

União impulsiona resultados nos métodos autocompositivos

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A atuação conjunta de magistrados, servidores, mediadores, conciliadores e instituições parceiras tem garantido resultados expressivos na promoção do diálogo e da pacificação social por meio da conciliação e da mediação. Essa integração de esforços consolidou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na liderança nacional em soluções obtidas pelos métodos autocompositivos, reafirmando o compromisso do sistema de Justiça com uma atuação mais acolhedora.

A avaliação foi feita pelo desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), durante a XX Semana Nacional da Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que segue até o próximo dia 7 de novembro.

“Lideramos o índice de soluções através desses métodos autocompositivos”, destacou o magistrado, ao comentar o 1º lugar nacional no cumprimento da Meta 3 do CNJ. O desempenho de 154,85%, segundo dados do DataJud atualizados em 30 de setembro de 2025, reflete o amadurecimento da política de conciliação e o comprometimento coletivo que vem transformando a forma de fazer Justiça em Mato Grosso.

Para o desembargador, o resultado é fruto direto do trabalho integrado de todo o sistema de Justiça. “Isso é possível graças ao esforço de todos os mediadores, conciliadores, magistrados, servidores e também dos integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, Procuradoria do Estado e das Procuradorias Municipais. Todos estão vendo o quanto é importante usar esses métodos autocompositivos nas soluções de conflitos e buscar a pacificação social.”

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Mário Kono destacou que a autocomposição representa uma mudança profunda na forma de se pensar a Justiça, substituindo a lógica da disputa pela cooperação. “Foi muito falado aqui o jogo do ganha-ganha. E realmente o sistema tradicional é o ganha-perde, onde uma das partes é vencedora. Agora busca-se uma solução democrática, onde aquele que tem o problema participa da solução. Ele entra com ideias, vê o que é possível ser cumprido, daí o índice tão baixo de descumprimento.”

Segundo o desembargador Mário Kono, o envolvimento direto das partes na construção dos acordos torna os resultados mais duradouros. “Quando a participação é democrática, quando todos participam na busca da solução do seu problema, a tendência é que ele se resolva e não se prolongue.”

O desembargador também prestou homenagem à desembargadora Clarice Claudino da Silva, reconhecida como pioneira na implantação da cultura da conciliação no TJMT. “Tenho certeza de que ela sempre participou e continuará participando. Sabemos da dificuldade que enfrentou no começo, quando ninguém acreditava nas soluções autocompositivas, mas ela acreditou.”

O presidente do Nupemec ressaltou o papel transformador da Semana Nacional da Conciliação e a importância de manter o engajamento coletivo pela cultura do diálogo.

“Essa Semana da Conciliação representa uma nova forma de fazer justiça. Representa a participação democrática na solução dos problemas e a pacificação social, da qual todos nós fazemos parte, desde o mais humilde servidor até o ministro do Supremo Tribunal Federal. O que eu peço é que continuemos com o mesmo ideal, para mostrar que essa ferramenta é eficiente e que nós fazemos parte desse processo.”

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Nupemec

O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, órgão gestor da Política Autocompositiva no Estado de Mato Grosso, conta com 49 Cejuscs, que realizam ações para estimular as mediações e conciliações não apenas nas campanhas, mas durante o ano todo. Todas as 79 comarcas do estado são atendidas, seja de forma presencial (nos fóruns das cidades) ou por meio do Cejusc Virtual.

XX Semana

A Semana Nacional da Conciliação é um evento anual promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com os Tribunais de Justiça, Tribunais do Trabalho e Tribunais Federais de todo o país.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Trabalho e ressocialização pautam visitas do GMF-MT e CNJ em unidades prisionais de Cuiabá

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Uma tarde de visitas marcou, nesta segunda-feira (18), a agenda do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Prisional e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF-MT) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A programação percorreu unidades do sistema prisional mato-grossense em Cuiabá.

A ação teve como objetivo acompanhar de perto iniciativas voltadas à empregabilidade e à reinserção social de pessoas privadas de liberdade. A vistoria passou pelo armazém de funcionamento do projeto Jumbo Digital, pela Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, Penitenciária Central do Estado (PCE), e pela sede da Fundação Nova Chance (Funac).

Durante o percurso, foram apresentados projetos que unem capacitação profissional, geração de renda e ressocialização por meio do trabalho. Entre as iniciativas acompanhadas esteve o Jumbo Digital, sistema eletrônico criado para organizar o envio de produtos autorizados às pessoas privadas de liberdade.

A plataforma substitui o modelo presencial e permite que familiares realizem os encaminhamentos de forma on-line, garantindo mais controle, transparência e praticidade no processo.

Na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, os visitantes conheceram a fábrica de bobinas de transformador e a oficina de costura. Já na Penitenciária Central do Estado foram apresentadas oficinas de costura, marcenaria e a fábrica de pré-moldados de concreto utilizados na construção de unidades penais e escolas.

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Juiz auxiliar da Presidência do CNJ, o desembargador Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi destacou que Mato Grosso tem se tornado referência ao desenvolver ações que oferecem novas oportunidades para pessoas que passaram pelo sistema prisional. Segundo ele, iniciativas voltadas à capacitação e à autonomia contribuem também para a segurança e o fortalecimento da sociedade.

“Quando se melhora a vida daquele que passou pelo sistema prisional, eu estou na verdade criando condição, autonomia para que essa pessoa se estabilize socialmente e passe também a integrar este corpo social. Essa é a verdadeira integração e socialização. Muitos ainda precisam compreender isso como um processo, uma necessidade”, disse o desembargador.

Na Fundação Nova Chance, a comitiva conheceu o trabalho de intermediação de mão de obra realizado junto a empresas privadas, prefeituras, secretarias de Estado e instituições públicas. Atualmente, a fundação mantém parcerias com centenas de empresas e órgãos públicos. Um dos destaques apresentados foi a produção de uniformes escolares dentro do sistema prisional.

“Isso é fruto de uma parceria da Sejus, Seduc, Funac e TJMT, pela qual estamos fabricando 110 mil peças de uniformes escolares para as unidades públicas. Ano passado nós fabricamos 50 mil peças, esse ano estendendo e o objetivo maior é chegar a um milhão de peças no mais tardar em um ano”, explicou o presidente da Funac, Winkler de Freitas Teles.

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Também participaram da tarde de visitas o supervisor do GMF-MT, desembargador Orlando de Almeida Perri, o coordenador do GMF-MT, juiz Geraldo Fidelis, a juíza Maria Rosi de Meira Borba, titular do Juizado Especial Criminal de Cuiabá (Jecrim), o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, e a vice-presidente do Conselho de Execução Penal (Consep) de Cuiabá e Várzea Grande, Anna Lohmann.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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