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Universidades federais ofertam cursos de idiomas à população

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Em todo o país, as universidades federais, vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), são responsáveis por formar profissionais e produzir pesquisa, tendo como um de seus pilares a extensão, prática que devolve à sociedade o conhecimento sob a forma de serviços diretos para a população.  

O MEC possui iniciativas de abrangência nacional focadas na promoção do aprendizado de línguas. É o caso do programa MEC Idiomas, que disponibiliza cursos gratuitos exclusivamente na modalidade on-line para estudantes e professores da educação básica e superior.   

Complementando essa frente e fortalecendo o atendimento direto às comunidades, as universidades federais mantêm centros de línguas e projetos de extensão com foco na oferta de cursos presenciais e remotos à população local.  

As aulas são oferecidas de forma gratuita ou a preços mais em conta do que os cursos privados, sendo abertas a qualquer cidadão, sem necessidade de vínculo prévio com a instituição. A oferta varia, abrangendo aulas de inglês, espanhol, francês, mandarim, italiano, alemão, japonês, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português para estrangeiros. Além do ensino regular, as universidades promovem testes de nivelamento, exames de proficiência, mesas de conversação e projetos de letramento acadêmico.  

Caminhos para localizar o atendimento – A porta de entrada para a comunidade que busca os cursos de idiomas geralmente são a pró-reitoria de extensão, as secretarias de relações internacionais ou os institutos de letras de cada universidade.  

Confira as iniciativas em destaque:  

  • Universidade Federal de Alagoas (Ufal): O projeto Casas de Cultura atende à comunidade universitária e o público externo com cursos de espanhol, francês, inglês, Libras e português. A Ufal atua também com o programa Idiomas sem Fronteiras e o projeto Casas de Cultura no Campus, este voltado especificamente a estudantes de graduação.  

  • Universidade Federal de Catalão (Ufcat): O Centro de Línguas da universidade possui turmas de inglês, espanhol, francês e Libras para pessoas a partir de dez anos. As mensalidades custam R$ 90 (comunidade externa), R$ 80 (comunidade interna) e R$ 70 (estudantes de letras). A matrícula exige documento oficial e comprovante de residência. Contatos: (64) 3441-5342, [email protected] e o Instagram @centrodelinguasufcat.  

  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA): O Programa de Línguas Adicionais (PLA) oferta gratuitamente aulas básicas, de conversação e de cultura em espanhol, francês, italiano e Libras. O acesso é voltado a discentes, docentes, técnicos, terceirizados e membros da comunidade externa. Mais detalhes: https://ufcspa.edu.br.  

  • Universidade Federal de Goiás (UFG): O Centro de Línguas atende interessados a partir de 15 anos com turmas de alemão, espanhol, francês, inglês e italiano. A taxa única semestral é de R$ 600 (público geral) ou R$ 480 (comunidade da UFG). Mais informações estão disponíveis no portal do Centro de Línguas da Faculdade de Letras da UFG. A instituição também abriga o Instituto Confúcio, focado no ensino de mandarim (R$ 550 por semestre para comunidade geral), e participa do programa gratuito Idiomas sem Fronteiras.  

  • Universidade Federal de Jataí (UFJ): O Centro de Línguas oferece opções presenciais e remotas em espanhol, francês, inglês, italiano e Libras, sem mensalidade, cobrando apenas taxa de matrícula semestral de R$ 420 (externos) e R$ 380 (internos). Contatos: [email protected] e o Instagram @centrolinguasufj. A UFJ também realiza testes virtuais de leitura em língua estrangeira via Projeto Sapiens, com aplicações individuais a R$ 280 ([email protected] e @proficiencia.ufj).  

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  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): O Centro de Extensão da Faculdade de Letras (Cenex/Fale) oferta idiomas como alemão, espanhol, francês, russo, coreano, Libras, grego, latim e português para estrangeiros. O curso regular custa R$ 1.053 à vista ou em parcelas. Mais informações, editais e testes de nivelamento podem ser conferidos no portal da Cenex. A UFMG abriga também o Instituto Confúcio, com aulas de mandarim (R$ 630 o semestre). Contatos: (31) 3409-5134, Whatsapp (31) 99846-2589 e [email protected].  

  • Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop): O Centro de Línguas e Culturas (Clic) recebe inscrições entre 13 de julho e 27 de agosto para turmas de inglês presenciais em Ouro Preto e Mariana (MG) e on-line. O investimento é de R$ 450 (ou R$ 400 via PIX), reduzido para R$ 150 a alunos com bolsa permanência. Edital disponível na página da Diretoria de Relações Internacionais da Ufop.  

  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): O Núcleo de Línguas e Cultura tem turmas presenciais e remotas para maiores de 16 anos em inglês, francês, espanhol, japonês, alemão e português para estrangeiros. A taxa por módulo é de R$ 500 para a comunidade em geral e R$ 400 para público institucional. Contatos: (81) 2126-8961, [email protected] e o Instagram @nlc.ufpe. A UFPE oferta ainda o Idiomas sem Fronteiras, voltado à sua própria comunidade ([email protected]).  

  • Universidade Federal de Viçosa (UFV): O programa Curso de Extensão em Língua Inglesa (Celin) e Curso de Extensão em Língua Espanhola (Celes) atendem candidatos a partir de 15 anos. As matrículas nos módulos extensivos custam R$ 365. Contatos sobre o curso de inglês pelo e-mail [email protected] e informações por meio do portal do Celin. Já para o curso de espanhol, é possível contatar pelo e-mail [email protected] ou pelo portal do Celes. A UFV também oferece o Curso de Extensão em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celipe). A universidade disponibiliza o e-mail [email protected] e o portal do Celipe para mais informações. Há políticas de bolsas para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.  

  • Universidade Federal do ABC (UFABC): Oferta turmas presenciais gratuitas de espanhol, francês, inglês e português para estrangeiros (editais em: https://site.ufabc.edu.br/idiomas/cronograma). A UFABC abriga ainda o projeto “Nossa Casa”, voltado ao ensino gratuito de português como língua de acolhimento para refugiados e imigrantes na Grande São Paulo. Contatos: [email protected] e [email protected].  

  • Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape): Disponibiliza cursos curtos e gratuitos de língua inglesa, de forma presencial e virtual, por meio da Rede Idiomas sem Fronteiras, voltados à comunidade acadêmica local, com seleção via edital.  

  • Universidade Federal do Cariri (UFCA): O Núcleo de Idiomas da Pró-Reitoria de Cultura abre vagas semestrais para as comunidades interna e externa. A instituição também atua na rede gratuita do Idiomas sem Fronteiras. Dúvidas e informações sobre os editais: [email protected] ou www.ufca.edu.br.  

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  • Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes): O Núcleo de Línguas oferta módulos extensivos de alemão, espanhol e francês voltados ao público adulto. O valor semestral, englobando 51 horas de aula, é de R$ 972 para pagamentos via boleto. Mais informações na página do Núcleo de Línguas.  

  • Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT): A instituição oferta turmas de espanhol, inglês, russo e português para estrangeiros por meio do Idiomas sem Fronteiras. A oferta local presencial e on-line, com turmas de 32 horas, tem inscrições gratuitas abertas à comunidade acadêmica e ao público externo. A divulgação ocorre pelo site e redes sociais da universidade.  

  • Universidade Federal do Pará (UFPA): Exigindo ensino médio completo, a instituição atua com turmas de alemão, espanhol, francês, inglês, além de Libras e introdução ao árabe. O investimento é de R$ 430 por semestre (matrícula de R$ 150 e quatro parcelas de R$ 70). Contatos: (91) 3201-7524, [email protected] e [email protected].  

  • Universidade Federal do Paraná (UFPR): O Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) atende cidadãos com mais de 17 anos sob custo semestral de R$ 950 (externo) e R$ 720 (comunidade UFPR). Site: celin.ufpr.br. Projetos como o Idiomas em Movimento oferecem ensino gratuito a discentes vinculados à assistência estudantil. A instituição também possui forte atuação na rede Idiomas sem Fronteiras.  

  • Universidade Federal do Rio Grande (Furg): O Centro de Línguas Estrangeiras (Cele) atende pessoas a partir de 14 anos com turmas totalmente gratuitas de espanhol, francês, inglês, Libras e português (como língua estrangeira e como língua de acolhimento). As inscrições ocorrem via portal www.sinsc.furg.br. Contatos: (53) 3233-6944 e [email protected].  

  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): O Núcleo de Ensino de Língua Estrangeira (Nele) atende cidadãos a partir de 17 anos (ingresso via sorteio) em turmas de alemão, grego clássico, japonês, latim, russo e inglês (R$ 535 semestrais). Contatos: [email protected] e a página do Nele. Há também o Centro de Línguas Acadêmicas, focado em letramento acadêmico gratuito para pesquisadores ([email protected]), e o Programa de Português para Estrangeiros, com módulos regulares a partir de R$ 675 ([email protected]).  

  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM): A universidade disponibiliza cursos gratuitos com foco acadêmico. Por meio do Idiomas sem Fronteiras, oferta turmas de espanhol e inglês. Oferece também português como língua estrangeira (PLE), como ação preparatória aos estrangeiros vinculados ao PEC-G. Mais informações podem ser conferidas na página Idiomas da Diretoria de Relações Internacionais da UFVJM.  

  • Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra): O Programa de Ensino de Línguas (Proeli) atua com turmas de espanhol, francês, inglês (incluindo instrumental) e português para estrangeiros em níveis básico, intermediário e avançado. O investimento é de R$ 303 por semestre. Mais informações no portal do Proeli.  

  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa): O Centro de Línguas (Celis) ministra módulos de 60 horas-aula para a comunidade. A isenção é garantida para alunos que compõem o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) da universidade. Para a comunidade externa (ampla concorrência), a taxa é de R$ 200 por semestre. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected] ou pelo site do Celis.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Realizar o sonho de aprender a ler e escrever não tem idade

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Na Bahia, durante boa parte de sua vida, Elias dos Santos carregou um desejo que foi adiado devido às circunstâncias: voltar à escola. Aos 78 anos, já aposentado, decidiu transformar esse sonho em realidade e retomou seus estudos por meio da educação de jovens e adultos (EJA). Seu objetivo era aprender a ler e escrever.

A história de Elias ganhou repercussão em todo o Brasil quando um vídeo de seu filho, o professor Pertiano dos Santos, emocionar milhares de pessoas nas redes sociais. Durante uma comemoração surpresa de aniversário dentro da sala de aula, em Salvador (BA), o filho falou do orgulho de ver seu pai realizar um sonho que havia atravessado décadas.

Desde muito jovem, Elias precisou conciliar estudo com a rotina intensa de trabalho no campo, além de enfrentar um longo deslocamento diário de transporte público. Até que um dia o cansaço venceu. “De onde eu morava, era uma hora e meia de ônibus. Aí eu perdia muito tempo dentro do ônibus dormindo, muito cansado. Aí eu maneirei, não deu para estudar não”, recordou. 

A interrupção dos estudos, porém, não apagou a vontade de aprender. Elias conta que o desejo de voltar à escola reaparecia sempre que percebia as dificuldades para ler ou escrever algo. Aos poucos, ele começou a exercitar a leitura por conta própria. Depois de conseguir um novo par de óculos, passou a ler a Bíblia e percebeu que era hora de retornar definitivamente aos estudos. 

Um novo começo na EJA – A entrada de Elias em uma turma da EJA trouxe mudanças que ultrapassaram a aprendizagem. Na escola, encontrou convivência, rotina e um novo espaço de participação.

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A dedicação dele logo chamou a atenção de professores e colegas, sobretudo ao perceberem que Elias sempre chegava cerca de meia hora antes de a aula começar. Com o tempo, sua pontualidade passou a influenciar também outros estudantes, que passaram a chegar mais cedo. 

Para os educadores, receber estudantes com uma trajetória como a de Elias, que já foi tirador de leite, vaqueiro, tropeiro e trabalhador da roça, reforça o sentido da EJA. 

A professora Eliúde da Silva admira o desejo de aprendizagem, a força de vontade, a alegria e a disposição de Elias. “Ele não apenas aprende, mas também contribui com os demais estudantes e com os próprios docentes”, explicou.

Para Elias, o retorno à escola também trouxe uma percepção renovada de independência. Hoje, ele realiza atividades escolares em casa e comemora cada avanço na compreensão de textos.

Atualmente, amigos e conhecidos são incentivados por ele regularmente para retomarem seus estudos. Em conversas com pessoas da comunidade e até de outras localidades, insiste para que elas voltem à sala de aula. “Estudar é bom, você se diverte, você se move lá na escola, aprende a escrever seu nome”, contou.

O estudante que voltou à escola para superar as próprias dificuldades tornou-se um exemplo para outros adultos que ainda desejam aprender.

Para Pertiano, a decisão do pai revela a força de alguém que enfrentou uma vida de trabalho sem abandonar completamente aquilo que desejava realizar. Ao olhar para o pai, diz enxergar coragem, audácia e uma grande alegria de viver.

“Meu pai é um homem de 78 anos que, recentemente, depois de aposentado, decidiu estudar. Eu acho que isso reflete uma história de um homem forte, que não deixou que as dificuldades da vida o impedissem de realizar os seus sonhos”, afirmou.

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Há uma dimensão familiar que ajuda a explicar essa relação com o conhecimento. Elias lembra de um ensinamento que recebeu do próprio pai: “o meu pai me dizia para eu estudar, porque o estudo era uma coisa que ninguém tirava da gente”, lembrou. 

Décadas depois, essa frase ganhou um novo sentido: Elias voltou à escola. Sua trajetória mostra que o direito à educação não termina com a juventude. 

Números – De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo da série histórica: 4,9% entre a população com 15 anos ou mais. Em 2024, o índice era de 5,3%. Essa faixa etária integra o público atendido pelas políticas de educação de jovens e adultos nos estados.

CadEJA – O Ministério da Educação (MEC) desenvolve uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para registrar o interesse em cursar a EJA e auxiliar o planejamento da oferta de vagas.

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula. A iniciativa envolve quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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