Educação

PND: webinário apresenta Guia do Participante a professores

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O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nesta terça-feira, 30 de junho, um webinário para orientar professores sobre a Prova Nacional Docente (PND), cujas inscrições se encerram na sexta-feira, 3 de julho, no Sistema PND. O encontro foi realizado em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para promover a divulgação das principais redes que vão utilizar o exame para selecionar novos docentes e do Guia do Participante PND, que traz informações sobre a inscrição, a estrutura da prova e o uso dos resultados pelos professores. O webinário pode ser conferido pelo canal do MEC no Youtube

“A PND fortalece a docência em todo o país, e o Ministério da Educação entende a importância de apoiar os professores em todo esse processo. Por isso, realizar um evento voltado para a orientação de quem está participando reafirma o nosso compromisso com a formação docente”, afirmou o secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral. 

Ao todo, o exame registrou a adesão de 2.031 entes federativos em todo o país, o que representa a participação de 96% das capitais e de 85% dos estados brasileiros. Os estados do Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima já apresentam mobilização institucional com o uso da PND nos processos de seleção. Além dessas, sete capitais já divulgaram nas redes sociais a intenção de utilizar a PND (Rio Branco, Belo Horizonte, Belém, Recife, Porto Velho, Florianópolis e São Paulo). Veja a lista completa das redes municipais que já divulgaram institucionalmente que pretendem utilizar a PND: 

Estado 

Município 

Acre 

Rio Branco 

Espírito Santo 

Santa Leopoldina 

Espírito Santo 

Serra 

Espírito Santo 

Colatina 

Goiás 

Porangatu 

Minas Gerais 

Araxá 

Minas Gerais 

Belo Horizonte 

Minas Gerais 

João Monlevade 

Minas Gerais 

Itabira 

Minas Gerais 

Jaíba 

Minas Gerais 

Cláudio 

Minas Gerais 

Pimenta 

Minas Gerais 

Prata 

Minas Gerais 

Reduto 

Minas Gerais 

São Roque de Minas 

Minas Gerais 

Veredinha 

Mato Grosso do Sul 

Miranda 

Mato Grosso do Sul 

Bonito 

Mato Grosso do Sul 

Ribas do Rio Pardo 

Mato Grosso do Sul 

Sonora 

Mato Grosso 

Porto Esperidião 

Mato Grosso 

Rio Branco 

Pará 

Belém 

Pará 

Altamira 

Pará 

Canaã dos Carajás 

Pernambuco 

Recife 

Pernambuco 

São Bento do Una 

Paraná 

Corbélia 

Paraná 

Guaratuba 

Paraná 

Mandaguaçu 

Paraná 

Manfrinópolis 

Paraná 

Ubiratã 

Rio de Janeiro 

Queimados 

Rio de Janeiro 

São Pedro da Aldeia 

Rio de Janeiro 

Miracema 

Rondônia 

Ariquemes 

Rondônia 

Porto Velho 

Rio Grande do Sul 

Arroio dos Ratos 

Santa Catarina 

Florianópolis 

São Paulo 

Fernandópolis 

São Paulo 

Pirangi 

São Paulo 

Bertioga 

São Paulo 

São Paulo 

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O participante interessado em pleitear uma vaga deve realizar a inscrição na PND e se inscrever no processo seletivo específico da rede de ensino onde deseja trabalhar, seguindo as regras do edital local. 

Cronograma da Prova Nacional Docente 2026:  

  • Inscrições: 22 de junho a 3 de julho.  
  • Solicitação de atendimento especializado e uso do nome social: 22 de junho a 3 de julho.  
  • Pagamento da taxa de inscrição: 22 de junho a 8 de julho.  
  • Aplicação da prova: 20 de setembro.  
  • Divulgação do resultado final: 15 de dezembro.  

PND – A avaliação é composta por duas partes. A primeira é focada na Formação Geral Docente e conta com 30 questões objetivas e uma questão discursiva, que visa analisar aspectos como clareza, coerência, coesão, argumentação e domínio da norma-padrão da língua portuguesa. Já a parte de Componente Específico tem 50 questões de múltipla escolha voltadas para as situações-problema e estudos de caso da área de formação do participante. Serão avaliadas 21 áreas de licenciatura.  

Por meio da prova teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade das Licenciaturas), a PND tem como objetivo avaliar a formação de concluintes das licenciaturas. A avaliação também subsidia parte dos processos seletivos e concursos públicos realizados nos âmbitos federal, estadual e municipal para ingresso na carreira docente da educação básica pública.  

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Mais Professores – A PND faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, que foi instituído em 2025 para reunir ações de reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa busca fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo. Além disso, estima-se que o programa atenda 2,3 milhões de docentes em todo o país, com as seguintes políticas: Bolsa Mais Professores, Pé-de-Meia Licenciaturas e Portal de Formação, bem como ações de valorização em parceria com bancos públicos e outros ministérios. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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