Ministério Público MT

Valor arrecadado com inscrições será doado para duas instituições

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O valor arrecadado com as inscrições da 1ª Corrida Diálogos com a Sociedade será destinado à Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACCMT) e à Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá. O evento beneficente, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso em parceria com a Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), ocorreu no domingo (16), no Parque Novo Mato Grosso.Além das inscrições, cerca de uma tonelada de alimentos (arroz e feijão) doados pelos participantes na retirada dos kits será distribuída para quatros instituições: AACCMT, Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá, Hospital de Câncer de Mato Grosso e Casa da Mãe Joana. Perolina Cezar, gestora executiva da AACCMT, destacou a importância das doações. “Estamos organizando a festa de Natal das crianças da AACC, então essa ajuda chega em um momento essencial. Além disso, contribui para o custeio e manutenção da casa de apoio, que oferece atendimento 100% gratuito a 465 crianças em todo o estado”, afirmou. Altair Magalhães Junior, vice-presidente da Fundação Abrigo Bom Jesus, ressaltou a importância do apoio para garantir a continuidade do trabalho da instituição. “O Ministério Público é um grande parceiro. Como entidade filantrópica, vivemos de doações, e esses recursos serão fundamentais para nosso custeio. Hoje atendemos 100 idosos e queremos ampliar para 130 em 2026”, contou. A corrida reuniu mil participantes em um momento marcado por integração, solidariedade e diálogo. As inscrições tiveram valor simbólico de R$ 50, acrescido de 1 kg de arroz ou feijão e taxa de administração do site de R$ 10.Solidariedade que inspira bons hábitos – A corrida não apenas arrecadou recursos e alimentos para instituições que transformam vidas, mas também despertou nos participantes o desejo de manter práticas saudáveis. Para a servidora Gabriela Silva Marques, o evento foi um estímulo para continuar no esporte. “Amei a experiência de participar da corrida, estava super organizada e animada. E isso me motivou muito a continuar correndo porque eu comecei a treinar apenas para essa corrida. Além disso, foi muito interessante para nós servidores esse momento de integração com os colegas de trabalho, o que acaba fomentando boas práticas e bons hábitos como continuar no esporte”, declarou.O promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais compartilhou do mesmo entusiasmo. “É uma alegria essa corrida, muito bem organizada. Corrida é saúde, faz bem para a alma, para o espírito, para a mente. Parabéns ao Ministério Público de Mato Grosso por esse diálogo com a sociedade”, acrescentou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Recurso do MPMT garante condenação por estupro de vulnerável

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A 1ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve decisão favorável em recurso de apelação criminal julgado pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Por unanimidade, os desembargadores reformaram a sentença de primeiro grau e condenaram um homem pelo crime de estupro de vulnerável, com incidência da causa de aumento pelo fato de o autor do crime possuir uma relação de parentesco, cuidado, confiança ou autoridade sobre a vítima. A pena foi fixada em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado.Conforme apurado durante as investigações, o crime ocorreu em dezembro de 2023 e consistiu na prática de ato libidinoso contra uma criança de 4 anos. O condenado exercia a função de avô adotivo e cuidador da vítima.A denúncia veio à tona após a criança relatar espontaneamente os abusos à mãe. Em seguida, o caso foi comunicado ao Conselho Tutelar e às autoridades policiais. Durante acompanhamento psicológico, a vítima voltou a mencionar os fatos e os representou graficamente em atividade lúdica conduzida por profissional especializado.Em primeira instância, o réu foi absolvido por insuficiência de provas. A decisão considerou, principalmente, a ausência de confirmação dos fatos pela criança durante o depoimento especial judicial, a retratação da mãe, que afirmou ter inventado a acusação em razão de disputa pela guarda da filha, e a hipótese de falsa memória infantil.Ao analisar o recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o TJMT concluiu que a retratação da genitora ocorreu em contexto de pressão familiar e dependência econômica em relação ao núcleo familiar do acusado. Segundo o acórdão, a própria mãe admitiu ter coagido fisicamente a criança para que alterasse sua versão, circunstância interpretada pelo Tribunal como pressão física e psicológica exercida sobre a vítima.Os desembargadores também destacaram que o silêncio da criança durante o depoimento especial não afasta a ocorrência do crime. Para a Justiça, fatores como o tempo transcorrido entre os fatos e a oitiva, o ambiente formal do procedimento e as dinâmicas familiares de silenciamento devem ser considerados na análise do conjunto probatório.O acórdão ainda ressaltou que a inexistência de vestígios físicos não é suficiente para descaracterizar o delito, especialmente nos casos envolvendo atos libidinosos diversos da conjunção carnal, que nem sempre deixam marcas aparentes.Com fundamento no Enunciado Orientativo nº 10 do TJMT e em precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a decisão reafirmou que, nos crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima possui especial relevância probatória quando corroborada por outros elementos de prova, como laudos psicológicos e depoimentos técnicos.Na fixação da pena, foi considerada negativamente a culpabilidade do réu em razão da pouca idade da vítima. O Tribunal também reconheceu a atenuante da senilidade do condenado, mantendo, contudo, a pena intermediária no mínimo legal, conforme entendimento consolidado na Súmula 231 do STJ. Na fase final da dosimetria, foi aplicada a causa de aumento de pena prevista no artigo 226, inciso II, do Código Penal, em razão da condição de ascendente por afinidade e da autoridade exercida pelo réu no ambiente familiar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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