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Valor da produção florestal no Brasil bate recorde e chega a R$ 44,3 bilhões em 2024

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O valor da produção florestal brasileira atingiu R$ 44,3 bilhões em 2024, alta de 16,7% em relação ao ano anterior, segundo dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, divulgada pelo IBGE. A silvicultura continua sendo o principal motor do setor, respondendo por R$ 37,2 bilhões (84,1%), enquanto a extração vegetal totalizou R$ 7,0 bilhões.

O crescimento é puxado principalmente pela madeira em tora destinada à produção de papel e celulose, que registrou aumento de 28%, alcançando R$ 14,9 bilhões. O avanço reflete tanto a valorização da celulose quanto os investimentos em tecnologia e expansão de áreas plantadas.

“Comparando 2019 a 2024, houve crescimento de 140% na silvicultura, impulsionado pelos preços altos da celulose e avanços tecnológicos”, destacou Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE.

Áreas plantadas e principais espécies

Em 2024, a área de florestas plantadas no país aumentou 2,2%, somando 9,9 milhões de hectares, dos quais 77,6% são de eucalipto. Juntos, eucalipto e pinus representam 96,2% da silvicultura comercial.

Por regiões, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 8,0% na área plantada, seguido pelo Sudeste (1,5%) e Sul (1,4%), enquanto Norte e Nordeste registraram queda de 2,7% e 0,8%, respectivamente.

Entre os estados, Minas Gerais lidera o valor da produção florestal, com R$ 8,5 bilhões, representando 22,8% do setor, e também é o maior produtor de carvão vegetal, utilizado na siderurgia. Paraná vem em segundo, com R$ 6,3 bilhões, destacando-se na produção de madeira em tora para diversas finalidades. O Mato Grosso do Sul registrou aumento de 6,8% na área plantada, mantendo-se como segundo maior em extensão de florestas plantadas, com destaque para o município de Três Lagoas.

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Municípios de destaque na silvicultura

O município de General Carneiro (PR) lidera em valor de produção da silvicultura, com R$ 637,2 milhões, enquanto Três Lagoas (MS) subiu de sexto para segundo lugar, com R$ 579,2 milhões, impulsionado pela madeira em tora para papel e celulose, que representou 98,1% do valor do município. Em Minas Gerais, o destaque é João Pinheiro, terceiro maior município em valor da produção, concentrando-se na produção de carvão vegetal.

Celulose mantém crescimento recorde nas exportações

O Brasil reforça sua posição como maior produtor e exportador mundial de celulose. Em 2024, foram exportadas 19,7 milhões de toneladas, gerando US$ 10,6 bilhões, alta de 33,2% em relação a 2023. A madeira destinada à produção de papel e celulose alcançou 122,1 milhões de metros cúbicos, superando o recorde de 2023.

Produção de madeira e lenha por estados

Entre produtos madeireiros da silvicultura, todos os grupos registraram crescimento: madeira para papel e celulose (+28%), madeira em tora para outras finalidades (+18%), carvão vegetal (+6,3%) e lenha (+7%).

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O Paraná lidera a produção de lenha, com 14 milhões de metros cúbicos (25,8% do total), seguido pelo Rio Grande do Sul, com 10,9 milhões de metros cúbicos (20,1%). A Região Sul concentra 60,6% da produção nacional de lenha.

Extração vegetal cresce 13% e açaí segue como líder entre produtos não madeireiros

A extração vegetal registrou aumento de 13% em 2024, totalizando R$ 7,0 bilhões. Produtos madeireiros respondem por 65,6% desse valor, seguidos por alimentícios (28,6%), ceras (3,4%) e oleaginosos (1,7%).

Entre produtos não madeireiros, açaí se mantém líder, com R$ 1 bilhão em valor de produção, puxado pelo Pará, que respondeu por 68,1% da produção nacional. A erva-mate, concentrada na Região Sul, gerou R$ 522,8 milhões, representando redução de 11,3% em relação a 2023.

“A expansão da silvicultura em Mato Grosso do Sul, especialmente em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, mostra como o clima e a disponibilidade de terras favorecem o setor florestal no país”, acrescentou Carlos Guedes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

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A colheita da segunda safra de milho 2026 segue avançando no Centro-Sul do Brasil e alcançou 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço significativo em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e supera o percentual de 1,9% observado no mesmo período da safra passada.

O desempenho dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, onde as condições de campo têm favorecido o avanço das colheitadeiras. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso do Sul começam a ganhar participação na colheita, embora em ritmos distintos.

Mato Grosso lidera colheita da safrinha

O estado de Mato Grosso continua puxando o ritmo da colheita nacional. Beneficiado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas mais favoráveis, o estado apresenta perspectivas de produtividade acima da média e deve novamente responder por uma parcela importante da produção brasileira de milho.

No Paraná, segundo maior produtor da safrinha, os trabalhos ainda avançam lentamente devido aos elevados níveis de umidade nas áreas produtoras, o que dificulta a entrada das máquinas no campo.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, marcando o início dos trabalhos no estado e ampliando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional do cereal.

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Estiagem reduz potencial em alguns estados

Apesar do bom desempenho observado em Mato Grosso, a revisão mais recente da AgRural trouxe ajustes negativos para algumas regiões produtoras.

A consultoria reduziu suas estimativas para Goiás, Minas Gerais e São Paulo em razão da estiagem registrada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. A falta de chuvas comprometeu parte do potencial produtivo nesses estados, limitando os ganhos esperados para a temporada.

Mesmo assim, as perdas foram parcialmente compensadas pelos excelentes resultados projetados para outras áreas do Centro-Sul, especialmente em Mato Grosso, onde as produtividades seguem surpreendendo positivamente.

Produção da safrinha permanece acima de 108 milhões de toneladas

Após a revisão de maio, a estimativa da AgRural para a produção da safrinha 2026 passou para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em comparação com a projeção anterior.

O ajuste é considerado relativamente pequeno diante das dificuldades climáticas enfrentadas em algumas regiões e reforça o cenário de ampla oferta para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Brasil caminha para uma safra recorde de milho

Somando os volumes previstos para a primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 deverá atingir 139,9 milhões de toneladas.

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O número representa crescimento em relação à estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, e um salto expressivo frente às 113,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.

Caso o potencial produtivo seja confirmado, o país consolidará uma das maiores colheitas de milho de sua história, fortalecendo sua posição entre os principais exportadores globais do cereal.

Mercado acompanha avanço da oferta

Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a monitorar o impacto do aumento da oferta sobre os preços internos. Além disso, o comportamento das exportações, a demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre.

A expectativa do setor é de que a entrada gradual da nova safra amplie a disponibilidade do cereal no mercado brasileiro, mantendo o país em posição estratégica para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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